<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015</id><updated>2012-02-13T06:07:52.791-03:00</updated><title type='text'>Narrativas do meu cotidiano</title><subtitle type='html'>Histórias e relatos baseados em minhas experiências de vida</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>423</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8898295301979866166</id><published>2012-02-09T22:24:00.000-03:00</published><updated>2012-02-09T22:24:45.912-03:00</updated><title type='text'>O tempo não poupa ninguém</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2g0lP6V19pA/TzRxqzZ3qDI/AAAAAAAAAW0/gQ6DebSK0tQ/s1600/Schwarzenegger+e+Stallone.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://3.bp.blogspot.com/-2g0lP6V19pA/TzRxqzZ3qDI/AAAAAAAAAW0/gQ6DebSK0tQ/s320/Schwarzenegger+e+Stallone.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;Aqui em casa não assinamos jornal. Aliás, ao longo de minha vida houve apenas duas épocas em que eu costumava ler jornais. Uma delas foi nos anos 90, quando a tia Vânia e o tio Natal assinavam o Estadão. A outra foi durante a pós-graduação, quando todos os moradores da casa de estudantes rachávamos o valor da assinatura da Folha de São Paulo. Em outras palavras, eu não leio jornal faz um bom tempo. Minhas fontes de notícias são o UOL e o Yahoo. Passo sempre por lá, leio os títulos das reportagens e clico em algum que eventualmente me interesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;Eis que agora, às 22h55min, enquanto eu acessava a página do UOL, surge esta foto aí acima, com a chamada “Schwarzenegger e Stallone se encontram na fila de operação”. Stallone é conhecido pela geração de hoje pelo filme “Os mercenários”. Já Arnold Schwazenegger não estrela um filme já faz alguns anos. Andou afastado do cinema por causa de seu mandato como governador do Estado da Califórnia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;O fato é que esses dois caras inspiraram uma geração inteira de jovens na década de 80. Schwazenegger, eleito três vezes Mister Universo – logicamente, não pela beleza facial, mas por ser na época um fisioculturista – estrelou clássicos como “O predador”, “O vingador do futuro” e “O exterminador do futuro”. O segundo filme da franquia do exterminador é o meu preferido. A cena em que ele carrega uma arma em uma caixa com rosas é uma verdadeira obra de arte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;Assim como Schwazenegger, Silvéster Stallone nunca foi um bom ator, mas teve a sorte de estrelar os filmes da série “Rambo” e “Rocky Balboa”. “Rocky, um lutador”, foi o filme ganhador do Oscar no ano em que nasci. “Rocky II, a revanche”, continuação do primeiro, é uma lição de superação. Aliás, todos os filmes da série Rocky são excelentes – com exceção de Rocky V, que não deveria sequer existir. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;Deixando meu lado cinéfilo de lado, a foto acima levou-me a refletir sobre dois pontos principais. O primeiro deles é que estes dois homens representaram o modelo de masculinidade da minha geração. Sim, os caras eram nossos heróis! Na época, se alguém soubesse que você não assistiu a um Rocky ou a um Exterminador, certamente achariam que há algo de errado com a sua masculinidade. Obviamente os tempos eram outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;Se você, caro leitor, nasceu no final dos anos 80 e nunca assistiu a nenhum dos filmes que mencionei – o que, pra ser sincero, acho pouco provável – talvez olhe a foto desses dois senhores de idade e não entenda o que estou querendo dizer. Por isso – e aqui me refiro ao meu segundo ponto de reflexão – quero que entenda uma coisa: todos envelhecem. Inclusive o Stallone, o Schwarzenegger e o Clint Eastwood. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8898295301979866166?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8898295301979866166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8898295301979866166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8898295301979866166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8898295301979866166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/02/o-tempo-nao-poupa-ninguem.html' title='O tempo não poupa ninguém'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2g0lP6V19pA/TzRxqzZ3qDI/AAAAAAAAAW0/gQ6DebSK0tQ/s72-c/Schwarzenegger+e+Stallone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7107675240031228219</id><published>2012-02-05T15:25:00.000-03:00</published><updated>2012-02-05T15:25:26.816-03:00</updated><title type='text'>Doutor ou professor?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Aqui perto de casa há um rapaz que sempre cumprimento quando passo de carro. Deve ter mais ou menos a minha idade. Não me lembro de onde o conheço.&amp;nbsp;Minha&amp;nbsp;impressão era a de ter trabalhado na Usina Alta Mogiana na mesma época que ele. Eis que outro dia, passando em frente à sua casa de bicicleta, ele acenou-me com a mão e, sorrindo, disse-me algo que deixou claro de onde o conheço: “E aí, professor!”, disse ele. Sim, ele foi meu aluno em uma das turmas de supletivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O ocorrido trouxe-me boas lembranças da época em que eu lecionava Química no ensino médio. Era bom ser chamado de professor. Não importava, se era pelo aluno dedicado que se sentava nas primeiras carteiras ou pelos espertinhos descolados e falantes que se sentavam no fundo da sala. Para mim a palavra “professor” soava como se fosse um título, mais importante que o de doutor. Aliás, eu nunca gostei que me chamassem de “doutor”, ainda que eu o tenha conseguido após meus seis anos de pós-graduação. Em nosso país qualquer um é chamado de doutor, mas poucos são chamados de “professor” com o devido respeito que a palavra requer. Talvez eu me sentisse honrado por possuir um título que aqueles que me ensinaram o que sei também possuem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Para que você, caro leitor, não enxergue demagogia em minhas palavras, vou citar uma situação real que vivenciei. Durante quase quatro anos como professor de Química no ensino médio, várias pessoas passaram pela direção da escola em que eu lecionava. Guardo boas lembranças de todas elas, mas uma delas deixou-me péssimas recordações. A tal diretoria sentia-se superior a todos os professores porque cursava mestrado. Na época, eu já tinha concluído meu doutoramento, e talvez por possuir o título de “doutor”, ela se sentia desconfortável quando eu estava presente. Era como se ela não tivesse respeito por mim, mas tivesse que me “engolir” por eu ter um título que ela não tinha. Ela fazia questão de chamar-me de doutor diante dos outros professores, o que me parecia bastante irônico. Era como se ela quisesse dizer: “Você é doutor, não é? Então tem que saber!” Certa vez ouvi-a dizendo a uma das secretárias que era um ridículo um “doutor” como eu ter um blog e nele contar histórias pessoais. Ora, eu respeito a opinião dela e a de qualquer um que visite este blog sobre as coisas que aqui escrevo. Sei também que um número incalculável de pessoas – inclusive alguns familiares – que, assim como a tal diretora, considera ridículas as histórias que conto aqui. Acham que é uma exposição desnecessária e/ou uma grande perda de tempo. Pois bem. Se essas pessoas se preocupam tanto com o que eu faço ou escrevo, certamente sou muito importante em suas vidas, logo não posso decepcioná-las: tenho que continuar escrevendo aqui sempre que puder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Desabafos à parte, a verdade, caro leitor, é que o título de “doutor” é hoje indispensável para o exercício do meu trabalho, mas somente para ele. Se alguém me encontrasse na rua e me chamasse de doutor, eu me sentiria constrangido. Por outro lado, sinto um grande orgulho quando algum aluno ou ex-aluno chamam-me de professor. Não significa necessariamente que ser professor é ser melhor que ser um “doutor” em alguma coisa. Mas temos de reconhecer o fato de que o segundo não existiria se não fosse o primeiro. Em outras palavras, o título de “professor” é o segundo título mais importante em minha vida. O primeiro, é claro, é o de "papai".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7107675240031228219?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7107675240031228219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7107675240031228219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7107675240031228219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7107675240031228219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/02/doutor-ou-professor.html' title='Doutor ou professor?'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7682385137116609402</id><published>2012-01-31T22:19:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T17:44:50.378-03:00</updated><title type='text'>Meus cumprimentos a um vencedor</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;15h.&lt;/b&gt; Estou caminhando em direção à tesouraria. Estou acompanhado por três colegas professores, dois deles de outras instituições, que compuseram a banca examinadora de defesa de doutorado de um de nossos alunos. Não era um simples aluno; era o Omar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Enquanto caminho, avisto uma fila enorme. São alunos que estão fazendo suas inscrições. A maioria deles ingressará em dos cursos superiores aqui da universidade neste ano. Será um ano marcante na vida deles. Um ano de muitas mudanças. Todos aguardam sentados, embora alguns pareçam incomodados com a espera. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;É curioso olhar para isso e lembrar que já passei pela mesma situação que eles há 17 anos. Na época, bastante contrariado, lembro de ter vindo fazer minha inscrição para o vestibular em Química com o Flavinho, que se inscreveu para concorrer a uma das vagas em Química da Computação. Eu queria cursar Engenharia Elétrica na USP de São Carlos. Na verdade, em 1993 eu tinha prestado vestibular pra engenharia, mas queria mesmo era fazer Licenciatura em Ciências Exatas em na UFSCAR. Ora, imagine a minha situação: pobre, estudando na melhor escola da cidade com bolsa de estudos e querendo ser professor? Desde aquela época a profissão de professor não era valorizada. A direção da escola deu a entender que eu devia prestar vestibular pra seguir uma carreira “mais promissora”, ou seja, um curso difícil de ingressar, pra que eles pudessem anunciar, caso eu fosse aprovado, que quem estudasse na escola era aprovado em vestibulares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Após um ano de cursinho, entre idas e vindas (que eu contarei em outra oportunidade), e após muita insistência do papai, vim fazer minha inscrição. Fui aprovado em 2º. lugar dentre 2500 candidatos. Mesmo assim não recebi um centavo de desconto. O FIES não oferecia as facilidades de hoje e o PROUNI não existia nem no papel. Por isso, tive que trabalhar para pagar a mensalidade. Foram dois anos e meio conciliando o curso de graduação com as funções de almoxarife na Usina Alta Mogiana. Foi uma época difícil, mas que me deixou muitas recordações boas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;Mas voltemos ao Omar. Ele graduou-se em Química um ano antes de mim e ingressou como técnico do laboratório de alunos. Hoje ele também é, assim como eu, professor do curso de Química, além de ser o técnico responsável por todo o laboratório de pesquisa. Sua jornada de trabalho estende-se pelos três períodos do dia. Não deve ter sido fácil conciliar tanto trabalho com o doutorado. Aliás, não deve ter sido nada simples estudar e trabalhar tendo dois filhos adolescentes em idade pré-vestibular para educar. Pois bem. Ele conseguiu. E mais do que conseguir, ele deu um grande exemplo para seus filhos. No final de sua apresentação, quando foi agradecer, lembrou de Deus, de seus pais e de sua esposa. Quando foi agradecer aos filhos, mesmo não estando presentes, ele olhou para cima, com os olhos já vermelhos, e engoliu seco, tentando inutilmente disfarçar a emoção. “Esses meninos...” E fez uma pausa. “...são o meu combustível”, desabafou. Sim, caro leitor, todos nós temos uma história pra contar. Hoje o meu amigo Omar escreveu mais um belo e vitorioso capítulo da dele. Seus filhos devem estar orgulhosos por sua conquista. E com toda razão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7682385137116609402?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7682385137116609402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7682385137116609402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7682385137116609402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7682385137116609402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/meus-cumprimentos-um-vencedor.html' title='Meus cumprimentos a um vencedor'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4785269420273420425</id><published>2012-01-28T00:18:00.001-03:00</published><updated>2012-01-29T14:55:47.120-03:00</updated><title type='text'>2012: uma amostra grátis</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;   &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.relaxmental.com.br/imagens/estressado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.relaxmental.com.br/imagens/estressado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;23 de janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;6h&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Acordo com o despertador do celular. Após muito esforço, coloco-me sentado ao lado da cama. Olho para o chão, pensativo. “Você tem que ser forte!”. Respiro fundo, levanto-me e sigo em direção ao banheiro, onde escovo os dentes, penteio o cabelo e passo uma água pelo rosto para acordar. Visto meus tênis e sigo em direção à academia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;7h40min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou terminando minha corrida na esteira. Aqui estou há 20min. Já foram quase 4 km percorridos. Estou exausto! Pelo visto, terei que dormir antes de ir trabalhar, caso contrário cochilarei o dia todo em frente ao computador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;8h20min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou pronto para o trabalho. Ao contrário do que geralmente ocorre, ainda tenho uns 30min antes de sair. Deito-me então no chão da sala, com os pés para cima e tiro uma soneca. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;9h55min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Chego à escola de inglês. Confesso que estou um pouco desanimado com as aulas. Não pelo professor, que é excelente, mas com o meu desempenho. Eu deveria dedicar-me mais, melhorar meu vocabulário pra ganhar confiança. Mas... e o tempo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;11h30min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou me aproximando do bloco onde fica o laboratório. Na entrada os colegas já estão reunidos para o almoço. Peço pra que me esperem. Será uma boa oportunidade pra colocar a conversa em dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;12h30min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Enfim sento-me para iniciar um novo ano de trabalho. Há dois relatórios de alunos de mestrado e um relatório de aluno de iniciação científica pra serem corrigidos em menos de uma semana. Há também dois capítulos de livros para serem finalizados. Isso tudo até o próximo dia 31. Ah, eu ia me esquecendo: há ainda uma tese de doutorado para ler...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;15h.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Minha cabeça parece que vai explodir! Mal consigo olhar para a tela do notebook. Meus olhos parecem que querem saltar pelas têmporas! De repente, começo a abrir a boca repetidamente. O cansaço começa a tomar conta de mim. E a cabeça continua latejando... Será que é stress? Mas já?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;17h10min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou voltando para casa. São bocejos e mais bocejos. Acho que vou ter que parar pra tirar um cochilo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;17h50min. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Acho que desmaiei! Onde estou? Quem sou eu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;18h20min.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou em casa, deitado no chão da sala. Aqui estou há um bom tempo e a cabeça ainda dói. Meu estômago começa a dar voltas. “Que estranho, eu não comi nada!” Estou enjoado. Sinto que vou vomitar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;18h35min. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;A cabeça ainda dói, ainda sinto o mal-estar no estômago. De repente, meu braço começa a formigar. “Meu Deus, acho que estou começando a ter um infarto!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;E assim se foi meu retorno ao trabalho. 2012 recepcionou-me de braços abertos, dando uma amostra grátis do que me espera nos próximos 12 meses. Que Deus me ajude!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4785269420273420425?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4785269420273420425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4785269420273420425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4785269420273420425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4785269420273420425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/2012-uma-amostra-gratis.html' title='2012: uma amostra grátis'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1924619288637234835</id><published>2012-01-23T23:43:00.000-03:00</published><updated>2012-01-28T00:21:02.676-03:00</updated><title type='text'>A triste saga de um celular Nokia N08 - parte final</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.telefonino.net/new_files/images/global/Nokia-N8_50159_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.telefonino.net/new_files/images/global/Nokia-N8_50159_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;22 de dezembro. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;17h.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou estacionando em frente ao lavador. Estou prestes a pegar de volta o meu celular Nokia 08. Não sei o que aconteceu. Confesso que estou curioso. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Quando avisto o proprietário do lavador e o chamo pelo nome, ele imediatamente desliga o motor que impulsiona a água com pressão para a lavagem dos carros, enxuga as mãos e pede que eu o siga. Caminho poucos metros até uma sala pouco iluminada, no final do balcão onde os carros são lavados. Ele me mostra uma sacola de supermercado. “Dê uma olhada. Deve ser esse aí”. Pego a sacola nas mãos. Dentro dela, embrulhado em uma folha de sulfite contendo o nome do proprietário do carro, está o celular Nokia 08. “É esse aí?”, pergunta ele. Respondo “sim...” enquanto procuro as fotos que tiramos das últimas pesagens do Miguel na pediatra e tantas outras no berço e no banho. Todas foram apagadas. “... é esse mesmo”, termino a frase com um ar de tristeza. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Sem encontrar no celular o que eu tanto procurava, direciono meu olhar para o proprietário e pergunto-lhe o que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;“Bom, a história é meio longa...”, começa ele. “Eu tinha certeza de ter colocado o celular no porta-luvas do seu carro. Quando você me disse que ele não estava lá, mas que você não sabia se poderia estar na sua casa, eu não me preocupei. Fiquei torcendo pra que você o encontrasse lá. Quando na segunda-feira um dos meninos que trabalham pra mim não veio trabalhar, eu comecei a ficar preocupado. Liguei pra ele e perguntei se ele não sabia do celular. Ele disse que não tinha visto. Na terça-feira ele também não veio. Aí eu fiquei preocupado. Eu conheço o outro rapaz, conheço a família dele, o pai dele... Ele eu sabia que não tinha sido. Mas esse aí que estou te falando...”. Ele fez uma pausa. Olhou para o chão. Tenho a impressão de que as próximas palavras serão difíceis de serem ditas. “Sim... O que há com ele?”. Ele enche os pulmões de ar e reinicia a história. “Bom, eu não o conheço. Sei que ele estava abrigado na Fundação Casa. A mãe dele está presa por porte e venda de drogas. Uma amiga minha passou a visitá-lo na Fundação e, muito boa de coração, ficou tocada com a situação dele e tornou-se tutora dele na justiça. Ela havia me pedido pra dar uma oportunidade de trabalho a ele, então eu decidi ajudar. Aí acontece isso...” Aquelas palavras me deixam chocado. “Então foi ele?”. Ele confirma: “Sim. Mas ele havia negado que foi ele. Quando eu falei com ela sobre o sumiço do seu celular, ela conversou com ele com muito jeito e ele confessou que havia pego o celular.” &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Sem saber o que dizer, coloco o celular no bolso e peço desculpas por aquela situação tão constrangedora. “Imagina. Eu é que lhe devo desculpas”. Diante da honestidade daquele homem, agendo para amanhã a lavagem do meu carro. “Ta combinado!”, diz ele, aparentemente aliviado por não ter perdido o cliente. Despeço-me, dou partida e sigo em direção à minha casa. Enquanto dirijo, sou abatido por uma grande tristeza. Não pelas fotos ou vídeos do meu filho que foram apagadas, mas pela situação daquele jovem. Está separado da família sabe-se lá há quanto tempo. Deve ter tido uma vida difícil, sem muitos bons exemplos a seguir ou pessoas que se preocupassem de verdade com ele. Segundo a educação que recebi, o roubo é não apenas um crime, mas um pecado. Para aquele jovem, no entanto, apossar-se do celular deve ter significado uma oportunidade de ter algo que ele dificilmente teria condições de comprar. Ver aquele celular caro, novinho em folha, no porta-luvas do carro deve ter sido uma tentação enorme. Imediatamente me vem à mente a imagem de um menino pobre passando em frente a uma loja de brinquedos sonhando com um dos itens da vitrine que seus pais não têm condições de comprar-lhe. Não, eu não tenho por ele qualquer sentimento de raiva por ter deletado o que havia no celular. Na verdade, eu sinto pena, muita pena. E no fundo, eu me sinto muito mal, pois é horrível sentir pena de alguém. Deus sabe que venho de uma família de origem humilde, que sofri para estudar e que ao longo da vida tive que lidar com pouco dinheiro. Mas nada, absolutamente nada do que eu tenha vivido se aproxima da situação desse jovem. Por mais estranho que pareça, a sensação que eu tenho é a de que fui eu quem roubou algo daquele jovem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Eu espero, de todo o meu coração, que a tutora daquele jovem consiga tirar desta situação um aprendizado para ele. Quanto a mim, os dias em que fiquei longe do meu celular Nokia 08 trouxeram-me duas lições, que aqui compartilho: 1) Cuidado com as fotos que você tira com a câmera do seu celular; ele pode cair nas mãos de outras pessoas quando você menos esperar; 2) Jamais deixe de usar algo novo que você comprou para continuar usando o velho; se você fizer isso, é porque realmente não precisava ter comprado nada novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1924619288637234835?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1924619288637234835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1924619288637234835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1924619288637234835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1924619288637234835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/triste-saga-de-um-celular-nokia-n08.html' title='A triste saga de um celular Nokia N08 - parte final'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3307954321862664370</id><published>2012-01-19T04:03:00.000-03:00</published><updated>2012-01-19T04:03:06.122-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos de minha infância - Meus anos em Quirinópolis-GO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-35cbe00b6658f203" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;
&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;
&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v2.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D35cbe00b6658f203%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331341021%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6A6A35411125E46E43FDC9B11B74330D727D4815.C5906B47519347701A9FB9DE888108960D38943%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D35cbe00b6658f203%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DeThlaSFVc1_qzLt9Xpx4qX6MxWU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;
&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"
width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"
flashvars="flvurl=http://v2.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D35cbe00b6658f203%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331341021%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6A6A35411125E46E43FDC9B11B74330D727D4815.C5906B47519347701A9FB9DE888108960D38943%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D35cbe00b6658f203%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DeThlaSFVc1_qzLt9Xpx4qX6MxWU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"
allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3307954321862664370?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3307954321862664370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3307954321862664370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3307954321862664370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3307954321862664370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/fragmentos-de-minha-infancia-meus-anos.html' title='Fragmentos de minha infância - Meus anos em Quirinópolis-GO'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1099941428868776793</id><published>2012-01-18T04:08:00.029-03:00</published><updated>2012-01-19T04:33:44.459-03:00</updated><title type='text'>Meu querido filho - parte 3</title><content type='html'>Meu querido filho,&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No último fim de semana nós viajamos até Quirinópolis, cidade ao Sul do Estado de Goiás. Foi lá que eu, seu papai, vivi meus seis primeiros anos de vida. Viajamos eu, você e a mamãe em nosso carro, e o vovô Altair, vovó Carminha, sua madrinha Hérica e a Clarinha, sua única prima primeira, em outro carro. Como sempre, você se comportou maravilhosamente bem. Sua mamãe viajou no banco de trás, ao seu lado, brincando e cuidando de você o tempo todo. Nas paradas, todos vinham querendo pegá-lo no colo. Quando chegamos ao nosso destino, você passou por vários braços até então desconhecidos, sem ter estranhado ninguém. Isso deixou sua mamãe e eu muito orgulhosos, pois dizem que quando eu tinha a sua idade, eu chorava quando via alguém que eu não conhecia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Sabe aquelas histórias que eu deixei escritas pra você sobre a minha infância lá na fazenda em Quirinópolis? Pois é, meu querido filho. Eu até tentei leva-lo até lá, mas não encontrei nada que pudesse te interessar. Pra ser sincero, eu quase não consegui reconhecer o lugar. Já não existe mais o enorme coqueiro próximo à porteira de entrada – aliás, nem entrada existe mais! Todas as árvores, com exceção do pé de jenipapo, foram arrancadas. Até as enormes mangueiras, cujas sombras abrigaram por tantos anos o trator, a colhedeira, a grade e o arado do seu vovô Altair, foram arrancadas. No lugar onde vivi os seis primeiros anos de minha vida hoje só existe cana-de-açúcar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Eu queria muito que você visse um pouco do que restou do lugar onde vivi alguns de meus dias mais felizes, mas já se passaram 35 anos e não há sequer traços das imagens que guardo comigo. Do lugar onde um dia a dona Deolinda morou com o seu Dudu restaram apenas as enormes mangueiras. O mesmo vale para o lugar onde seu Antônio ‘baiano” e a dona Belinha moravam com sua família, e onde o seu João “Grande” e a dona “Dora” tinham sua venda. A pequena escola onde eu achei que fosse estudar um dia também foi demolida. Mal dá pra saber onde viveram a dona Sebastiana e o seu Januário, a dona Nicolata ou o Dito e a Maria. Tudo foi destruído, meu filho. Tudo! Restaram apenas algumas lembranças, às quais eu sempre recorro pra que não se percam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Dona Deolinda, seu Dudu, seu João “Grande”,dona Sebastiana, seu Januário e dona Nicolata não resistiram aos 35 anos que se passaram desde então. Eu lamento não ter guardado uma foto deles pra te mostrar. Espero que você entenda que naquela época o vovô e a vovó não tinham dinheiro pra tirar fotos com frequência, e que as poucas fotos que eles tiraram foi com uma câmera emprestada da tia Ângela. Ah, sabe aquele campo em que eu te contei que os peões do tio Antônio jogavam futebol todas as tardes de domingo? Bom, como posso te dizer isso? O tio Antônio faleceu e não há mais necessidade de tantos peões. Hoje a tia Palmira vive com nosso primo Vicente e o peão Tonho, o único deles que restou, naquela que foi um dia a maior e mais linda sede de fazenda que eu conheci. Adivinhe o que há no lugar daquele campo? Isso mesmo: pés e mais pés de cana-de-açúcar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Nos últimos 35 anos houve um êxodo rural enorme naquela região. A maioria das pessoas que ainda estão vivas deixaram seus lares nas fazendas pra se mudarem para a cidade. A dona Dica, após a morte do seu“Fi” Vieira, mudou-se de lá com seus netos Alvim e a Gisele (ah, desses dois últimos nós temos uma foto, pois eles estiveram presentes no casamento do papai e da mamãe). Dona Rosa, após a morte do seu Mané Pifani, também mudou-se para a cidade. O Gênio e a Luiza mudaram-se para o Norte do Mato Grosso, enquanto o Divino e sua família moram para Gouvelânda-GO. Seu “Nani” também mudou-se para a cidade. Apenas Tibúrcio e a Maria do Carmo, e Denivaldo e Lucinha ainda moram por lá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Do sítio que foi de nossa família, em que o vovô Altair ia diariamente para buscar leite com o Massey Ferguson 50F (a gente o chamava de “cinquentinha”), e onde moraram a Dalva, o Luzimar e o Tiago moravam, só restaram as árvores e a casa onde a sua bisavó Lourdes ficava quando estava por lá. De qualquer forma, podemos dizer que tudo se acabou, pois tanto a casa como as árvores serão demolidas para a construção de uma ferrovia.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;O restante? Só cana-de-açúcar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;É difícil te explicar por que razão eu te escrevo estas palavras. Pode ser que eu esteja perdendo meu tempo, pois corro o risco de você não se interessar por elas quando for adolescente ou mesmo um adulto, assim como eu me interessei durante toda a minha vida pela história de seu avô, o que seria para mim uma grande tristeza. No fundo, acho que escrevo sobre o passado com medo do futuro. Não tenho medo do que será de mim, mas sim do que será de você. Temo falhar na sua educação e na moldagem de seu caráter nos&amp;nbsp;próximos 15 ou 20 anos, e&amp;nbsp;que você se torne uma pessoa rebelde, mal educada e preguiçosa. Se isso acontecer, talvez essas palavras podem salvá-lo e fazê-lo entender&amp;nbsp;que&amp;nbsp;você sempre foi muito amado. De qualquer forma, estou lhe deixando a minha história como herança, na esperança de que ela não se perca com os anos. É o legado mais valioso que tenho para você neste momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1099941428868776793?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1099941428868776793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1099941428868776793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1099941428868776793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1099941428868776793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/meu-querido-filho-parte-3.html' title='Meu querido filho - parte 3'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4533119877412128980</id><published>2012-01-04T10:37:00.001-03:00</published><updated>2012-01-04T10:45:59.836-03:00</updated><title type='text'>Meu querido filho - parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M26Xs1cYa0c/TwRWCVa8fQI/AAAAAAAAAWg/ppBQ_h-eRC8/s1600/030120121865.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://2.bp.blogspot.com/-M26Xs1cYa0c/TwRWCVa8fQI/AAAAAAAAAWg/ppBQ_h-eRC8/s320/030120121865.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Meu querido filho,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Faz tempo que não te escrevo. Eu deveria escrever-lhe com uma frequência maior, mas como eu sei que você só lerá e entenderá essas palavras daqui a uns 15 anos, eu as tenho guardado para mim mesmo. O fato, meu filho, é que o tempo está passando voando e você está se desenvolvendo tão rapidamente que, sem eu me dar conta, esses anos terão se passado e eu não terei registrado a magia de tê-lo conosco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Desde os primeiros dias de vida você foi um bom menino. Muito saudável, esperto e bonzinho. É claro que se tratando você de nosso primogênito, eu e sua mamãe tivemos que fazer algumas mudanças em nossa rotina para adaptar-nos à sua presença aqui em casa. Nos primeiros meses você dormiu em seu carrinho, ao lado da nossa cama. Nós morríamos de medo de você se sufocar. Coisa de pais cautelosos. Neste período, nós te envolvíamos em uma coberta para que você não sentisse frio. Sua mamãe dizia que eu fazia aquilo melhor que ela, e que você&amp;nbsp;parecia estar&amp;nbsp;enrolado em um turbante de muçulmano. Com isso você ficava em uma posição parecida com a que nós te vimos no berçário, sem poder mexer com os braços e pernas. Mas aos poucos você foi ficando mais forte e foi conseguindo liberar o movimento de seus pezinhos e mãozinhas. E adivinha o que acontecia quando você mexia suas mãozinhas? Você as batia na chupeta, e sem ela você começava a chorar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Após os três primeiros meses você começou a dormir em seu berço. Para não deixar que sua mamãe se cansasse muito, já que ela já se submetia ao esgotante (e prazeroso, segundo ela) trabalho de amamenta-lo, era eu quem acordava e o trazia para nossa cama, para mamar. Após devorar volumes cada vez maiores de leite, eu o pegava no colo e ficava com você até ouvir você arrotar duas vezes. Só então eu o colocava na cama pra dormir. Quantas e quantas vezes eu e sua mamãe ficamos te admirando, dormindo entre nós, sentindo o seu cheirinho, encantados com o seu desenvolvimento, apaixonados pela sua doçura. “Amor, é o nosso filho!”, dizíamos um para o outro, emocionados, muitas vezes com os olhos rasos em lágrimas. Nesses momentos a gente se lembrava do quanto a gente esperou por você e amou você desde sempre...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Decidimos batiza-lo quando você tinha quatro meses. Seus padrinhos foram a tia Hérica e o tio Alexandre. Tia Vina e tio Marcos foram seus padrinhos de consagração. Nós os escolhemos por razões muito especiais. Tia Vina ajudou sua mamãe a cuidar de você nas primeiras semanas. Ela chegou a dar banho de chá de picão em você para que seus olhos, então amarelados, se tornassem brancos. Tia Hérica, por sua vez, demonstrou-se apaixonada por você desde o momento em que soube que seria titia. O dia de seu batizado foi bastante especial. Apesar do atraso, o padre Mauro realizou uma das cerimônias de batismo mais lindas que eu já vi. Foi de emocionar. Durante a cerimônia, aconteceu algo bastante inusitado. Quando o padre Mauro levantou-o para mostrar para a igreja, você avistou um dos dedos dele e quis morde-lo, arrancando risos de toda a igreja. Aliás, meu filho, rir e arrancar risos têm sido uma de suas maiores especialidades. Você parece feliz por estar vivo, e assim acaba contagiando todos os que estão em sua volta. Estou certo de que você lerá essas palavras na adolescência, período muito difícil da vida de um homem. Espero que até lá você não tenha perdido esta alegria de viver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Após a cerimônia de batismo, reunimos os convidados lá na nossa casa. O vovô Altair fez um churrasco delicioso e todos comeram bastante. Sua mamãe fez uma bela decoração. Penduramos bexigas no teto da varanda, forramos as mesas... Compramos até um bolo pra você. Cantamos parabéns, com direito a “Derrama, Senhor, sobre ele o seu amor”. Durante a festa, todos queriam pegá-lo no colo. Ao contrário de mim, que quando era criança chorava nos braços de quem eu não estava acostumado, você sorriu pra todo mundo, como se os agradecesse pela sua presença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Alguns amigos do papai e da mamãe vieram visita-lo. O tio Carlos, o “Gordo”, colega de infância do papai, foi um dos primeiros a vir vê-lo. Vieram também o tio Vladimir e sua família, o tio Rodrigo “Tião” – que se emocionou ao pegá-lo nos braços – e o tio Carlos, que aproveitou e te trouxe um convite para o aniversário do Luís Otávio, que certamente será seu amiguinho, assim como eu e o pai dele somos. Da parte da mamãe vieram a tia Glenda, a tia Natália, a tia Marlene, a tia Janaína e a tia Sandra. Eu e sua mamãe ficamos muito felizes com a consideração que eles tiveram em visita-lo. Esperamos que eles possam comparecer também ao seu aniversário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Há várias coisas outras que eu quero escrever-lhe, meu filho, mas por enquanto vou parar por aqui, pois você está aqui ao lado, brincando em seu cercadinho, pedindo algo que no momento é mais valioso que estas palavras: a minha atenção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4533119877412128980?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4533119877412128980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4533119877412128980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4533119877412128980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4533119877412128980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/meu-querido-filho-parte-2.html' title='Meu querido filho - parte 2'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-M26Xs1cYa0c/TwRWCVa8fQI/AAAAAAAAAWg/ppBQ_h-eRC8/s72-c/030120121865.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1422135702892520416</id><published>2012-01-02T21:49:00.001-03:00</published><updated>2012-01-27T22:54:05.683-03:00</updated><title type='text'>A triste saga de um celular Nokia N8 - parte 2</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Quando o proprietário do lavador ouve que o celular que ele mesmo colocou no porta-luvas do carro não estava lá, uma de suas sobrancelhas se arqueia. É claro que algo estranho deve ter acontecido. A situação, no entanto, é pra lá de constrangedora. De fato, eu pensei umas dez mil vezes antes de vir perguntar-lhe sobre o agora maldito Nokia N8. Arrependido, eu tento aliviar a situação. “Bom, vamos fazer o seguinte: o senhor dá uma olhada aí pra tentar descobrir o que aconteceu, enquanto eu olho lá em casa e tento ver se o encontro por lá. Pode ser que minha esposa o tenha tirado do porta-luvas e ele esteja perdido em algum canto. Depois eu passo aqui pra gente conversar.” Ele balança a cabeça para cima e para baixo, mostrando estar de acordo com a idéia. “Combinado!” Sigo então para casa e me empenho em uma nova busca por todos os possíveis cantos onde o celular poderia estar, mas fracasso novamente. Quando passo em frente ao lavador, vejo o proprietário conversando com seus três jovens funcionários, aparentemente nervoso. A cena faz-me concluir que não é um bom momento para parar. Dou então algumas voltas pela cidade e retorno uns 15min depois. “Fizemos uma busca pelo celular lá em casa e infelizmente não o encontramos...”. Ele ouve, e meio constrangido, começa a desabafar. “Olha, se eu não tivesse visto este celular, a situação poderia ser diferente. Mas eu o vi, eu mesmo o coloquei no porta-luvas do seu carro. Perguntei para os meninos aqui e eles disseram que não foram eles. Então eu dispensei os três. Se a culpa não é de um deles, então a culpa é de todo mundo. Pode ver quanto custa o aparelho que eu vou te dar outro.” Assustado com a atitude radical, típica de um homem honesto ferido e envergonhado, eu fico reticente com relação ao que dizer. A única coisa que me ocorre neste momento é que inocentes irão pagar por algo que não fizeram. E se por acaso o N8 estiver perdido lá em casa? E se o proprietário dispensar os três funcionários, pagar um aparelho novo para mim e eu, depois de algum tempo, encontrar o antigo aparelho? Conseguirei viver sabendo que fui responsável pela dispensa injusta de três jovens e pelo reembolso de um aparelho que na verdade sempre este aqui? Angustiado, eu novamente opto por ser cauteloso. “Por favor, não dispense os meninos. Vamos aguardar um tempo. Talvez o celular esteja lá em casa mesmo e a gente não tenha conseguido encontra-lo. Vou conversar novamente com minha esposa pra confirmar se ela tem mesmo certeza de não ter retirado o aparelho do porta-luvas . Vamos fazer o seguinte: eu volto a ligar para o senhor. Mas por enquanto, não dispense os meninos.” Muito educado, ele concorda. “Vamos torcer pra que você ache o celular lá na sua casa. Acho que seria melhor pra todo mundo”, finaliza ele, demonstrando sua vontade de que as coisas se resolvam o mais rápido possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;21 de dezembro.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Já é quase meia noite e eu não consigo dormir. Não consigo aceitar que o meu N8 se foi sem que eu o tivesse utilizado. O aparelho era novinho! Nem a película protetora eu havia retirado... A esta altura um sentimento de inconformismo e revolta toma conta de mim. Eu já procurei o aparelho por todos os cantos de casa umas cinco ou seis vezes. De repente, a possibilidade de que o N8 realmente não esteja aqui em casa começa a ganhar peso. “Imagina, Eduardo! Você leva o carro pra lavar neste lavador há tantos anos. É improvável que uma coisa desse tipo tenha acontecido”, diz a Débora antes de pegar no sono. Subitamente, jogo a coberta para o lado e sigo em direção ao computador. Entro no site da Nokia e vejo o modelo que está me tirando o sono. O preço: R$899,00, que podem ser parcelados em 12 vezes. “Que se dane! Vou comprar outro aparelho!” Quando estou quase terminando de efetuar a compra, Débora aparece e me convence a aguardar mais um pouco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;22 de dezembro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. São 15h. Sem vontade de ir novamente ao lavador, eu procuro pelo telefone do proprietário e efetuo a ligação. Já não sei mais o que dizer a ele, pois estou extremamente chateado e constrangido com isso tudo. O que posso dizer é que fui o grande culpado por isso tudo. Se eu tivesse retirado o celular do carro, nada disso teria acontecido. Sem saber mais o que fazer e com medo de que os funcionários do lavador sejam punidos por um erro que certamente não cometeram, disco os números e aguardo. Quando identifico a voz do proprietário, identifico-me. “Ô, doutor, o senhor está bem? Eu estava aguardando a sua ligação.” Um frio me percorre a espinha. “Por acaso o senhor tem alguma novidade sobre o aparelho de celular que estava no porta-luvas?” A resposta me surpreende e me alivia. “Sim, tenho sim! Ele está aqui comigo. Passe aqui pra pegá-lo. Aí eu aproveito e te conto o que aconteceu.” Débora, ao ouvir minha conversa, sente-se aliviada. “Graças a Deus”. Mas o que terá acontecido? Onde estava este celular? Por que ele foi aparecer só agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(continua...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1422135702892520416?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1422135702892520416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1422135702892520416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1422135702892520416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1422135702892520416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2012/01/triste-saga-de-um-celular-nokia-n8.html' title='A triste saga de um celular Nokia N8 - parte 2'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8793984880505268670</id><published>2011-12-31T00:06:00.002-03:00</published><updated>2012-01-02T11:39:12.012-03:00</updated><title type='text'>Retrospectiva 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/69436_Papel-de-Parede-Reveillon_1024x768.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/69436_Papel-de-Parede-Reveillon_1024x768.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;2011 foi um ano muito especial. Profissionalmente, foi um ano muito intenso. Embora não tenha sido tão produtivo quanto 2010, consegui fazer de tudo um pouco e sobreviver às exigências diárias de uma instituição de ensino privada. Dei mais alguns pequenos passos em minha carreira acadêmica, mas que podem ser considerados como muito importantes. Há, obviamente, muitas coisas que eu gostaria de ter feito e algumas pessoas com as quais ainda me sinto em débito. No entanto, o sentimento de ter falhado no momento não chega a incomodar ou preocupar, principalmente porque dediquei a mim o tempo que em outras épocas eu dedicaria a realizar estas tarefas. Há 10 meses iniciei minha jornada para me fortalecer fisicamente, principalmente por causa da coluna e do joelho, e venho colhendo ótimos resultados. É óbvio que ir à academia toma-me mais de uma hora diária, que eu poderia dedicar ao trabalho, porém neste sentido, estou orgulhoso de mim mesmo por ter me mantido firme na meta que estabeleci de cuidar mais de minha saúde. De fato, as dores no joelho direito (cujos ligamentos foram rompidos em janeiro) e na coluna estão cada vez mais raras. Tenho me sentido menos cansado, e por que não dizer, mais feliz. Fiz também cirurgia para correção de miopia no início dezembro (agora você sabe, caro leitor, o motivo pelo qual nenhuma postagem nova foi escrita neste período...), e apesar das semanas sem decifrar letras pequenas, estou satisfeito com o resultado até agora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No entanto, qualquer coisa que eu escrever sobre 2011 não terá nenhum significado se comparado com o nascimento do Miguel. Meu filho, tão aguardado e sempre querido, veio ao mundo em 10 de maio, às 12h8min, fazendo transbordar de alegria o coração deste pai “babão” e de boa parte da família (não direi todos, pois alguns ainda não o conhecem e outros preferem olhar para outro lado). Concordo com o que os mais experientes dizem: tudo em nossa vida muda após a paternidade. Não apenas a rotina, mas principalmente o sentido da vida. Em resumo, posso dizer que 2011 foi o melhor ano de minha vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A você, caro leitor, que acessa periodicamente este blog, ou que chegou até ele por acaso através de alguma palavra-chave digitada no Google, gostaria de agradecer pelo interesse em ler as histórias que aqui escrevo, e desejar a você e aos seus muita saúde, amor, paz, alegrias e realizações em 2012. E não se esqueça: na virada do ano, não se esqueça de agradecer pelo ano que passou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8793984880505268670?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8793984880505268670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8793984880505268670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8793984880505268670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8793984880505268670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/retrospectiva-2011.html' title='Retrospectiva 2011'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1698237328169512763</id><published>2011-12-28T23:19:00.002-03:00</published><updated>2011-12-28T23:19:44.007-03:00</updated><title type='text'>Pesadelos em série</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Estou no fundo da casa da vovó Lourdes, próximo ao tanque onde ela lavava roupas. Ao meu lado estão mais duas pessoas que eu não consigo identificar. “O que estamos fazendo aqui? A vovó Lourdes não está mais entre nós”, digo a elas. Elas, no entanto, lançam-me um olhar de indignação. “Você não sabe o que está dizendo, diz uma delas”. De repente, sinto uma luz forte, talvez de algum veículo, incidir em nossas costas e projetar nossas sombras na parede do muro. Para minha surpresa, quatro sombras aparecem projetas. Um frio me percorre a coluna. “Eu não te disse? Ela ainda está entre nós”,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;diz uma das pessoas. Amedrontado, eu corro em direção ao portão, mas acabo escorregando na calçada avermelhada. Na queda eu bato o pulso esquerdo no chão e arranco parte da pele. Eu me levanto, meio cambaleando, e ouço a voz da vovó Lourdes. “Não adianta você fugir. Você vai morrer em um acidente de carro na estrada que vai para Franca”. Recordo-me então de não ter passado o cartão de ponto ontem à noite, e de precisar ir hoje até o trabalho para justificar minha ausência. “Acho melhor deixar pra fazer isso um outro dia. Que se dane a minha falta!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Estou agora em uma esquina que fica a uns 150 m aqui de casa. É aqui que eles escolheram para rodar algumas cenas do novo filme do Superman, que estreará no ano que vem. Eles estão fazendo a seleção para escolher quem interpretará o personagem de Clark Kent nestas cenas. “Action!”, diz o diretor, em inglês. Eu entro na casa velha com um vaso de flores nas mãos e o coloco sobre uma mesa. Ao meu lado esquerdo, avisto dois velhinhos interpretando Martha e Jonathan Kent, meus pais adotivos. Eu sigo em direção a eles, porém não me lembro do roteiro. Olho então para o diretor, formulo mentalmente a minha pergunta e a faço: “What am I supposed to say now?” &lt;/span&gt;O diretor parece nervoso. “Oh, crap! Cut, cut! &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Where a hell do you find this asshole?”, pergunta ele aos seus assistentes, indignado com a minha interpretação. &lt;/span&gt;"Listen to me, guy: there is no screenplay. You have to improvise. Come on! You are an actor, are not you?” &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Visivelmente intimidado, eu procure repetir a cena, mas o resultado não é muito diferente do anterior e o diretor, irritado, pede novamente pra cortar a cena. Aproximo-me então dos dois velhinhos e peço algumas dicas sobre a minha interpretação, mas eles não são muito receptivos. “OK, guys, let’s take a break”, diz o diretor. No entanto, ao invés de uma parada para o café, eles começam a desmontar o cenário e vão embora. Agora a minha timidez deu lugar ao nervosismo. Colo então os dois cotovelos junto ao corpo, com os anbraços projetados para frente, mordo os próprios dentes e sinto meu sangue ferver. “Eu vou provar a eles que eu posso ser o Superman”. De repente, dou um salto em direção ao céu e paro a uns quarenta metros do chão. Avisto vários homens vndo em minha direção trajando uniformes do Superman. Certamente são outros candidatos ao papel principal. Solto então um grito de raiva altíssimo e parto em direção a eles. Com socos e empurrões, eu os derroto graças à minha recém-adquirida super-força. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A cena é interrompida pelo grito do Miguel, que acabara de acordar. Só então dou-me conta de que eu&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;não tenho superpoderes e de que eu jamais serei, para alívio de todos, o Superman nas telonas. Eu me contentarei em ser apenas um super-pai para o Miguel. Isso, obviamente, se a profecia da vovó Lourdes em meu pesadelo jamais se concretizar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1698237328169512763?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1698237328169512763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1698237328169512763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1698237328169512763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1698237328169512763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/pesadelos-em-serie.html' title='Pesadelos em série'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8180326932503456776</id><published>2011-12-28T22:40:00.000-03:00</published><updated>2011-12-28T22:40:18.207-03:00</updated><title type='text'>E lá se foi mais um Natal...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Hoje, 28 de dezembro, abri um dos e-mails que recebi uma semana atrás desejando um feliz Natal. A sensação foi estranha, pois bateu certa tristeza. Na varanda, a árvore iluminada e o papai Noel pendurado na parede são vestígios de uma data que já passou. As lojas da cidade já não estão mais abertas e as ruas estão praticamente desertas em relação à semana passada. O Natal já passou. Ficou para trás, levando com ele algumas velhas expectativas que alimentei durante o ano. Pensando bem, a sensação de agora é a mesma de exatamente um ano atrás: a de que eu não vou mais nutrir expectativas em relação a esta data. Assim como no ano passado, o pensamento que tenho agora é o de que não haverá mais ceia aqui em casa. Há, no entanto, uma razão um pouco diferente e mais forte para eu tomar esta decisão: os familiares a quem convido sentem sono e dormem cedo. Mal chegam às 23h e já estão sonolentos, encostados pelo sofá da sala ou abrindo a boca de sono, aguardando o momento de ir embora. E a maioria, de fato, vai &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;embora antes da meia noite. Eu não os culpo. Na verdade, a maioria dos familiares ainda está trabalhando nesta época do ano. Não estão de férias como eu e a Débora. Há também outra parte que prefere rezar ao invés de comer. Estes talvez estejam mais próximos do sentido verdadeiro do Natal: o de celebrar o nascimento do menino Jesus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A passagem do Natal deveria trazer uma mensagem de paz e de amor aos nossos corações. Afinal, esta data significa o nascimento da esperança. Todos os anos eu peço, em silêncio, que Deus possa nascer em meu coração e que eu possa ser uma pessoa melhor. Este pedido é, de certa forma, uma metáfora. Deus não habita em nossos corações, e sim em nosso cérebro. Sempre que nos concentramos em algo bom ou ouvimos nossa “voz interior”, estamos falando com Ele. Deus, portanto, nunca nos abandonará, pois está o tempo todo conosco. Às vezes, no entanto, deixamos outras vozes do mundo falarem mais alto que Ele. A conclusão a que chego é que, apesar dos meus pedidos de Natal, a voz de Deus parece estar abafada em mim. Não tenho reservado o devido tempo para ouvi-Lo. Eu sei que Ele está comigo o tempo todo, mas não conversar com Ele traz-me uma sensação de fraqueza, vazio e solidão indescritível. Minha alma precisa de silêncio para que eu ouça uma única voz. Eu preciso reencontrar-me com Deus. Talvez assim, com Deus vivo em meu coração durante os 365 dias do ano, o Natal deixe de ser uma data tão esperada e, por que não dizer, frustrante.&amp;nbsp; Talvez assim eu não me sinta como um menino que pediu um presente ao papai Noel e não ganhou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8180326932503456776?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8180326932503456776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8180326932503456776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8180326932503456776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8180326932503456776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/e-la-se-foi-mais-um-natal.html' title='E lá se foi mais um Natal...'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6769679905589128517</id><published>2011-12-28T13:49:00.001-03:00</published><updated>2012-01-02T11:38:49.195-03:00</updated><title type='text'>A triste saga de um celular Nokia N8 - parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Junho de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estou em uma das filiais da Claro, operadora que escolhi há 7 anos. Estou aguardando há quase uma hora... A maioria dos clientes que estão sendo atendidos se queixa da qualidade do serviço prestado, principalmente o de internet móvel. Por isso o atendimento é demorado. Eu quero apenas trocar o meu celular por um outro que tenha uma boa câmera, pra que eu possa tirar boas foto se filmar o Miguel. Eis que um dos clientes termina de ser atendido e eu sou chamado. O funcionário me atende com muita atenção, e ao ouvir o tipo de celular que eu quero, sugere-me&amp;nbsp;o Nokia N8. O modelo não me é estranho, pois o Rodrigo tem um desses. Quando pergunto o preço, descubro que tenho que desembolsar mais de R$300,00 para adquiri-lo. Mas o rapaz, muito atencioso, me dá uma dica interessante: “Liga na Claro e pede pra dobrarem seus pontos do Clube Claro. Se você fizer isso, o celular sai de graça pra você. Eu agradeço e sigo as instruções. Dentro de cinco minutos estou novamente na fila, e em pouco menos de meia hora estou sendo atendido. Uma hora depois saio da loja com o tão desejado aparelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Julho de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O tal Nokia N8 é realmente um&amp;nbsp;arraso Tiria boas fotos e ainda filma em uma definição incrível&amp;nbsp;- isso, claro, em se tratando de um celular. Estamos usando o aparelho aqui em casa como uma câmera fotográfica. Nem chip eu coloquei nele. Débora está gostando bastante de usá-lo para tirar fotos do Miguel e filmá-lo. Será ótimo para acompanharmos o seu crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;17 de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt; 6h20min&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Acordei cedo para levar o carro para lavar. Dou uma olhada rápida nos pertences que estão pelo chão, retiro os que eu consigo ver e sigo para o lavador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;10h55min.&lt;/span&gt; Paro com o meu carro em frente ao lavador. Desço e procuro o proprietário. "Ele deu uma saidinha mas volta logo. O senhor não quer esperar?", diz um de seus funcionários. "Amor, será que eu posso levar o carro?" pergunta Débora, preocupada com seu horário no cabeleireiro. Sigo então em direção ao carro da Débora&amp;nbsp;já limpo, fecho as portas, dou partida, manobro-o e o estaciono, entregando-lhe as chaves logo em seguida. Ela&amp;nbsp;procura no porta-luvas pelos seus óculos, que lá estão. Ela acena e sai. Eu arranco uma nota de R$50,00 e entrego a um dos funcionários, ambos&amp;nbsp;jovens com idade entre 18 e 20 anos, e espero o troco de R$5,00. Um deles sai para trocar o dinheiro, enquanto&amp;nbsp;fico conversando com o outro, um ex-aluno. Pego então o troco e saio, pedindo para que agradeçam ao&amp;nbsp;proprietário&amp;nbsp;em meu nome.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;19 de dezembro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #38761d;"&gt;21h.&lt;/span&gt; Estou descarregando as fotos para o computador. Estou quase terminando. Faltam apenas as fotos do Nokia N8 para serem trasnferidas. "Amor, onde está o celular?", pergunto.&amp;nbsp; "Então... Faz um tempão que eu não o vejo", diz ela.&amp;nbsp;Sem me desesperarr, continuo as cópias de segurança que estou fazendo. "Ah, não esquenta, não. Qualquer hora ele aparece.'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;20 de dezembro.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #38761d;"&gt;19h30min&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;.&lt;/span&gt; Estamos passeando de carro pela cidade. Débora, Clara, Miguel e eu. Débora coloca a mão no porta-luvas do carro para guardar o óculos e faz um comentário preocupante. "Nossa! Agora que eu percebi! Eu tinha deixado o celular aqui no porta-luvas. Você verificou se o celular estava aqui antes de levar o carro para lavar?" Um frio me percorre a espinha. De fato, eu não tinha olhado no porta-luvas pra ver se lá havia algo de valor antes de levar o carro para lavar. Desesperado, mudo o percurso e dirijo-me para casa. Em poucos minutos estou revirando as gavetas aqui de casa e procurando pelo celular em todos os cantos possíveis. E nada! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;21 de dezembro. "O senhor por acaso não viu um celular no porta luvas do...?" Antes de terminar minha pergunta, o proprietário do lavador responde, sorrindo. "Sim, eu vi, sim! Eu coloquei ele no porta-luvas! Eu o vi enquanto soprava o carpete do carro, caído sobre o assoalho. Eu sempre dou uma faxina antes de lavar por fora e passar para os meninos. Pode olhar, que está lá!",&amp;nbsp; "Pois é... Acho que algo de errado aconteceu... porque no porta-luvas ele não está." &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;(continua...)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6769679905589128517?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6769679905589128517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6769679905589128517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6769679905589128517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6769679905589128517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/triste-saga-de-um-celular-nokia-n8.html' title='A triste saga de um celular Nokia N8 - parte 1'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6079946744187795665</id><published>2011-12-19T22:26:00.000-03:00</published><updated>2011-12-19T22:26:56.758-03:00</updated><title type='text'>A árvore da vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://paprica.org/wp-content/uploads/2011/11/poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://paprica.org/wp-content/uploads/2011/11/poster.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 40.3pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Eu não sei a data exata em que assisti ao &lt;a href="http://omelete.uol.com.br/videos/arvore-da-vida-trailer-legendado/"&gt;trailer&lt;/a&gt; do filme “A árvore da vida”, do diretor Terrence Malick. Sei que o encontrei no site do &lt;a href="http://www.omelete.com.br/"&gt;Omelete&lt;/a&gt;, e fiquei desde o início interessado em assistir ao filme nos cinemas. Para minha surpresa, o filme foi exibido em um número reduzido de salas pelo país afora, excluindo as cidades de Ribeirão Preto e Franca, as mais próximas de onde moro. Parti então para a tentativa desesperada de baixa-lo da internet. Encontrei as versões em russo e italiano, mas não em inglês. Quando enfim consegui encontrar a versão em inglês, faltava a legenda. Resumindo: foi uma jornada desanimadora e frustrante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 40.3pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No dia 12 de dezembro, às 18h16min, o DVD enfim chegou a minhas mãos Assisti ao filme já sabendo um pouco do enredo e tendo lido várias críticas negativas na internet. O fato é que o filme, como um todo, é um pouco confuso para os meus padrões intelectuais. Não sou muito crítico, gosto de cinema como entretenimento. Há um tom filosófico e metafórico no filme que às vezes confunde um expectador relativamente leigo como eu. Por exemplo: o pai, interpretado por Brad Pitt, é comparado a Deus em sua relação com seus filhos: quer o bem dos mesmos, mas às vezes é severo demais com eles, particularmente com o mais velho. De qualquer forma, há&amp;nbsp;cenas marcantes&amp;nbsp;que fazem valer muito a pena assistir. As imagens são simplesmente maravilhosas. A mãe, interpretada &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;por Jessica Chastain, com&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;um de seus filhos nos braços, ainda bebê, aponta para o céu e diz: “È lá que Deus mora”. Em seu sermão na igreja em que a família frequenta, o padre diz: “Deus às vezes envia moscas às nossas feridas ao invés de curá-las”. O pai tenta ensinar aos seus filhos: “Não sejam íntegros demais, caso contrário serão facilmente passados para trás”. O menino, ao rezar, questiona Deus após a morte por afogamento de um de seus amiguinhos: “Como o Senhor pode exigir que eu seja bom, se o Senhor mesmo não o é?” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 40.3pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Há uma cena do filme em que o pai pega o filho mais velho e vai mostrar as falhas no serviço que ele fez no jardim. Neste momento eu me recordei do papai me levando para mostrar as “rebarbas” que eu deixava quando lavava o caminhão dele.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Obviamente eu nunca desejei que o papai morresse ou disse a ele pra me expulsar de casa, como fez o tal filho no filme. Mas identifiquei muitos aspectos em que a relação entre o pai e o filho mais velho assemelha-se à minha relação com o meu pai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 40.3pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Após assistir “Árvore da vida”, passei a olhar para o meu filho de outra forma. Certamente eu serei duro com ele, mas também precisarei demonstrar muito amor. Assim como o personagem de Brad Pitt, eu quero que meu filho seja um homem íntegro e independente, esforçado, leal e humilde e que saiba tratar todo mundo com muito respeito. Meu sonho é que daqui a 20 ou 30 anos eu possa ler este post e chegar à conclusão de que a semente que eu plantei tornou-se uma árvore realmente cheia de vida. Que meus filhos - se eu tiver outro, além do Miguel - sejam a árvore da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6079946744187795665?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6079946744187795665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6079946744187795665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6079946744187795665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6079946744187795665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/arvore-da-vida.html' title='A árvore da vida'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-935167195346759087</id><published>2011-12-14T22:22:00.000-03:00</published><updated>2011-12-14T22:22:46.974-03:00</updated><title type='text'>Vendo a vida com outros olhos</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;Terça-feira, 6 de dezembr&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;16h12min&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Estou vestindo uma túnica verde e uma toca vermelha. Estou aguardando o colírio analgésico fazer efeito. Papai está sentado na sala ao lado, apreensivo. Olho para cima, para não deixar que o colírio escorra face abaixo. Subitamente, sou tomado por um monte de pensamentos aleatórios, porém todos associados a situações que me fizeram estar aqui neste momento. Faz mais de 20 anos que sou míope. Passei mais de 15 usando óculos de lentes grossas e armações pesadas. Um peso a mais para os ombros de um jovem tímido e que todos tachavam de “nerd”. Com o tempo as situações constrangedoras foram se acumulando. Foram inúmeros cumprimentos a pessoas que eu não conseguia identificar. Foram inúmeros lances em partidas de futebol em que eu errava a posição da bola. “Foi gol?”, perguntava para alguém que não tivesse o mesmo grau de miopia que eu. |Ainda assim, relutei por vezes a cirurgia. Ora, como viverei sem minha visão? Esse foi o meu pensamento durante anos. Mas um sonho me fez mudar de idéia. Neste sonho eu estava em um lugar deserto e corria de um lado para o outro sem identificar o que lá havia, até que eu chegasse bem perto. Na verdade, foi um verdadeiro pesadelo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;O momento chegou. Os médicos me chamam para uma sala. Lá estão cinco pessoas – três médicos e duas enfermeiras. A situação me parece tensa. “Pra que tanta gente se a cirurgia é tão simples?”, eu me pergunto. Um dos médicos pede pra que eu me deite e permita que a enfermeira me prepare. Ela tenta lacrar um dos meus olhos, já anestesiados, com uma espécie de fita crepe. O médico se posiciona e faz aproximar-se de mim um equipamento cheio de luzes, que mais se parece um disco voador. Ele pede pra que eu foque minha visão na luz verde. Ele coloca algo em meu olho pra me impedir de piscar. Sinto então uma espécie de bisturi se aproximando e raspando meu olho. É como se ele arrancasse uma parte do meu olho. “Estou preparando seu olho para o laser. Neste momento, estou raspando o epitélio do seu olho”, segue ele com sua narrativa. Quando ele termina a tal raspagem, minha visão fica totalmente desfocada. Eis que a luz vermelha do “disco voador” se posiciona sobre meus olhos e nele incide o laser. Um forte cheiro de queimado toma conta da sala. Após pouco mais de 20 segundos, o laser se afasta e o médico inicia um processo de higienização do meu olho “queimado”. Ele despeja um líquido desconhecido várias vezes, como se quisesse lavar meu olho. Ele disse que a cirurgia neste olho terminou, mas eu ainda não vejo praticamente nada. Após a limpeza, ele posiciona uma lente, que segundo ele é para proteger o olho. E como se fosse um milagre, tudo o que vejo ganha contornos bem definidos. Satisfeito e tentando segurar a empolgação, eu tenho a certeza de que poderei , enfim, ver a vida com outros olhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-935167195346759087?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/935167195346759087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=935167195346759087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/935167195346759087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/935167195346759087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/vendo-vida-com-outros-olhos.html' title='Vendo a vida com outros olhos'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4639366602717578633</id><published>2011-12-04T08:27:00.003-03:00</published><updated>2011-12-05T05:53:39.026-03:00</updated><title type='text'>Minha última carta ao papai Noel</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Querido papai Noel,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Estou escrevendo esta carta na esperança de que o senhor a leia algum dia. Dizem que o senhor não existe, mas mesmo após 35 anos de existência, eu espero que todos estejam enganados, caso contrário o senhor não terá o desprazer de ler estas poucas linhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pois bem. Durante toda a minha vida procurei ser um “bom menino”. Nunca, em toda a minha existência, eu fiz algo com a intenção de prejudicar alguém. Da mesma forma, eu nunca desejei o mal a qualquer pessoa que fosse, por pior que tivessem sido suas atitudes para comigo. Jamais faltei com a educação com meus pais, avós, tios ou colegas. Enfim, tenho tido um bom comportamento durante todos os meus 35 anos de vida, condição que o senhor exige para nos presentear no Natal. Mesmo assim, papai Noel, eu nunca vi o senhor se manifestar. E não me refiro a não tê-lo visto descendo pela chaminé – não apenas por não termos uma aqui em casa, como também porque tal cena seria um tanto grotesca, dado o diâmetro de seu abdômen. Eu estou me referindo ao espírito natalino que o senhor diz derramar ao passar voando na noite de Natal sobre nossas casas, trazendo paz e harmonia às nossas famílias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em todas as cartas que escrevi para o senhor, eu jamais pedi presentes materiais. Embora eu nunca tenha sido um menino de família rica, jamais me revoltei com a falta de brinquedos ou roupas. O que eu mais pedi em minhas cartas – que, pelo visto, não chegaram até o senhor – foi que trouxesse paz à minha família. Foram anos e anos pedindo – em alguns, eu cheguei a implorar... – e nada do senhor me atender. Às vezes eu pensei ter sido atendido, mas à medida que os anos foram passando, eu fui percebendo no rosto das pessoas por mim tão queridas que se reuniam na noite de Natal que o senhor sempre falhou com o seu “espírito natalino”. Com isso, papai Noel, o número de pessoas à mesa na noite de Natal está cada vez menor a cada ano e com feições cada vez mais insatisfeitas, embora a mesa esteja cada vez mais farta – se o senhor falhou, Deus não! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Por isso, papai Noel, estou lhe escrevendo esta que será minha última carta para comunicar-lhe que de mim o senhor não receberá mais nenhum pedido. Também não espere que eu fique olhando para o céu aguardando o senhor passar com suas renas derramando espírito natalino sobre nossos lares como se fosse um pó mágico. A esta altura da vida, essa imagem me parece um tanto fantasiosa. Peço-lhe, inclusive, que não fique aparecendo em propagandas na televisão, tentando induzir todo mundo a acreditar no tal espírito natalino. A única coisa que o senhor consegue com isso é tornar-nos cada vez mais infelizes, por nos fazer acreditar em algo que não existe. É, papai Noel... Apesar da minha teimosia em escrever esta carta, eu estou chegando à conclusão de que o senhor realmente não existe nem nunca existiu. E não adianta pedir para alguns cidadãos acima do peso vestirem seus uniformes vermelho e branco e passarem de casa em casa distribuindo balas na casa que a prefeitura manda montar na praça central aqui da cidade. Eles não me convencem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Por isso, neste Natal eu não vou pedir que o senhor apareça. Também não vou pedir a Deus que traga para a ceia de Natal as pessoas em cujo coração o senhor tem falhado em tocar com o espírito natalino, porque neste sentido até Ele parece não querer me ouvir. Pra ser sincero, eu estou cansado de depositar&amp;nbsp;minha felicidade em pessoas&amp;nbsp;que se importam mais em não aceitar as diferenças do que com a minha felicidade. Na verdade, com exceção de minha esposa e de meu pequeno filho (este pelo menos por enquanto...), parece que ninguém está nem aí para o que eu sinto. E se me permite dar-lhe uma sugestão, papai Noel, proponho que para os próximos natais o senhor mude essa estória de exigir que todos sejam “bons meninos” pra ganharem seus presentes de Natal. Caso contrário, o senhor estará definitivamente fracassado. E eu lhe digo por quê: ninguém se importa com os “bons meninos” - nem mesmo o senhor! - porque eles não dão trabalho. São seres translúcidos que ninguém percebe, pois não chamam a atenção.&amp;nbsp;Muitas vezes os "bons meninos" como eu sofrem em silêncio pela vida toda, sem ninguém perceber que também precisam de amor e de atenção. Ainda bem que Deus nos atende de vez em quando.&amp;nbsp; Não fosse por Ele, eu juro que teria me tornado um menino mau. Aí sim o senhor teria uma boa desculpa&amp;nbsp;pra não atender aos meus pedidos, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Apesar de minha revolta,&amp;nbsp;tentarei lhe dar um último voto de confiança. Comprei uma miniatura sua e coloquei no alto da parede aqui de casa, para que meu filho, ainda bebê, o veja. Quando ele olhar para a árvore de Natal iluminada que montamos na varanda e para o boneco vermelho e de barbas brancas subindo a&amp;nbsp; parede em direção ao telhado, ele acreditará que o senhor existe, como eu acreditei um dia. Mas vou lhe avisando: se o senhor decepcionar o meu filho como me decepcionou com relação ao espírito natalino, o senhor terá que acertar as contas comigo. Isto, é claro, se a gente se encontrar algum dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4639366602717578633?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4639366602717578633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4639366602717578633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4639366602717578633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4639366602717578633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/12/minha-ultima-carta-ao-papai-noel.html' title='Minha última carta ao papai Noel'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1858689896451422268</id><published>2011-11-30T20:26:00.000-03:00</published><updated>2011-11-30T20:26:39.148-03:00</updated><title type='text'>Adolescência: uma fase de mudanças difícil de mudar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: red; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;2008.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: red; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #1f497d; mso-ansi-language: PT-BR; mso-themecolor: text2;"&gt;Escola Edda Cardoso de Souza Marcussi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;. São 21h16min. Estamos no intervalo de aulas. Estou descendo a rampa que separa as salas de aula do bloco onde fica a sala dos professores. Pelo pátio os alunos se deslocam em direção à cantina, em busca de algo para matar a fome que os incomoda. A maioria deles trabalhou o dia todo. Estão cansados. Receberam ordens de seus patrões, alguns não tão educados. Foram subjugados. Trabalharam pesado. Ao final do mês, a recompensa virá na forma de poucas centenas de reais, muito pouco pelo tanto que trabalham. Muitos deles são pais ou mães de família. Após anos afastados da escola, retornaram para terminar o que não conseguiram quando eram mais jovens. A escola, para a maioria destes alunos, sempre foi uma obrigação desagradável e sem sentido. Agora que estão trabalhando, o que lhes interessa é apenas o certificado de conclusão. É o que seus patrões lhes exigem. Para os mais jovens - pelo menos para a parcela mais ambiciosa - o sonho é conseguir um emprego na usina ou na metalúrgica aqui da cidade, para, assim, terem condições de comprar um carro. E pouco importa se&amp;nbsp;em suas casas não haja garagem. Se for um trabalho no turno noturno, melhor ainda. Os poucos centavos do adicional noturno, segundo dizem, compensa as horas de sono perdidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Faz quatro anos que sou professor de ensino médio nesta escola. Conheço o perfil dos alunos, e chamo a maioria deles pelo nome. Apesar da vida difícil que levam, são alegres e cheios de energia. Em troca da forma respeitosa, educada e amigável com que os trato, recebo deles um respeito inestimável e raro. Curiosamente, sou um dos poucos professores que ainda não encontrou mensagens escritas oou desenhadas nas pinturas de seus carros. Na verdade, tenho muito carinho por estes alunos. No entanto, tenho a sensação de fazer mais por eles como pessoa do que como professor. Poucos sonham em cursar uma faculdade, e um número menor ainda quer saber da tal de&amp;nbsp;Química. Não há perspectivas de um futuro melhor. Aliás, eles parecem preocupados apenas em viver o presente, sem&amp;nbsp;acreditar que o amanhã um dia vai se tornar o hoje. Conselhos parecem sementes lançadas em terra árida e infértil. A vida, infelizmente, cobrar-lhes-á um preço alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando chego ao corredor que dá acesso à sala dos professores, avisto uma aluna que estudava no período da manhã. Recordo-me da feição dela. É uma das poucas alunas loiras da escola e, por isso, sempre chamou a atenção dos rapazes. Tem olhos verdes e a pele bem clara. Há algo nela, no entanto, que me parece diferente. Seu rosto parece mais arredondado. Seu andar também está diferente. Ela me avista, e de longe, grita por mim “Oi, fessor!” Com as mãos nas costas, ela caminha com certa dificuldade em minha direção. Ao aproximar-se, reparo que está grávida. Ela tem apenas 16 anos. Procuro, no entanto, evitar censurá-la. Parabenizo-lhe e desejo uma gravidez tranquila. Pergunto sobre o pai da criança, se é também aluno da escola. “Ah, fessor, nem me fale! Aquele desgraçado não presta!” Ao ver sua reação, decido não entrar em detalhes. Mas ela prossegue por si mesma. “Quando eu falei pra ele que eu estava grávida, ele disse pra eu me virar, que era pra eu tirar. Aí eu disse pra ele se fuder, que se ele não assumisse, eu criaria nossa filha sozinha!” Elogio-a, digo que ela fez a coisa certa, que o bebê não deve pagar por algo que eles fizeram equivocadamente. Então ela me conta que quando nasceu, sua mãe também tinha 16 anos. “Fessor, eu vou criar a minha filha e dar pra ela tudo o que eu não tive. Ela vai ter tudo do bom e do melhor.” Balanço a cabeça, em sinal de apoio, e desejo força nesta nova fase de sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ouço então a sirene tocar. Ela se despede e me agradece pela conversa. É hora de voltar para a sala de aula. Por um instante, eu fico ali parado, olhando para o chão, sem ter a menor idéia do que se passa pela cabeça desses jovens. Estudar seria a única oportunidade de mudarem, de maneira honesta, suas condições sociais e econômicas. Para mim, pelo menos, foi assim. Mas estudar, obviamente, requer esforço, dedicação e tempo. Tempo este que eles preferem usar para bater papo no MSN, para postar fotos e comentários no Facebook, Orkut e Twitter, para se divertir com jogos no celular. Os jovens de hoje passam a maior parte do tempo envolvidos com apetrechos tecnológicos diversos, que os fazem pensar que são mais espertos e “descolados” que a geração anterior. Como se isso não bastasse, andam em gangues que constantemente se confrontam, experimentam o sexo muito cedo e, não raramente, as drogas. Em seus vocabulários, palavras como “gostosa” e “bandida” ocupam o lugar que outrora foram eram de elogios para uma mulher, &amp;nbsp;como “bonita” e “moça de família”. Sem entender como as coisas chegaram a tal ponto, a única coisa em que consigo pensar é que aquela criança que está na barriga daquela jovem certamente seguirá o exemplo de sua mãe, que acabou seguindo o exemplo de sua avó. Uma coisa, no entanto,&amp;nbsp;me parece bastante provável: a família desta jovem dificilmente mudará suas condições financeiras e sociais. A tendência é que a&amp;nbsp;vida difícil&amp;nbsp;vá se transferindo de geração&amp;nbsp;para geração&amp;nbsp;nas famílias de jovens que não estudam ou que se tornam pais e mães muito cedo. Quanto a mim,&amp;nbsp;que na minha adolescência já era considerado velho demais por ser muito "sistemático" e "certinho", a tendência é que eu jamais entenda a adolescência.&amp;nbsp;Isso é algo, no mínimo, assustador, pois quando meus filhos forem adolescentes, eu estarei na casa dos 50 anos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1858689896451422268?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1858689896451422268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1858689896451422268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1858689896451422268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1858689896451422268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/adolescencia-uma-fase-de-mudancas.html' title='Adolescência: uma fase de mudanças difícil de mudar'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4877860396521995914</id><published>2011-11-26T18:14:00.001-03:00</published><updated>2011-11-26T23:08:23.806-03:00</updated><title type='text'>O menino de rua do Natal</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Quando eu era criança, esperava ansiosamente pelo Natal. Na verdade, eu sequer sabia que o Natal era comemorado em 25 de dezembro. Sabia apenas que era uma época de fim de ano, em que eu estava de férias e em que eu ganhava muitos presentes de meus pais, de meus avós e da tia Ângela. Mas havia alguns indícios de que o Natal estava chegando. A cidade se iluminava e o povo ficava passeando pelas lojas, que permaneciam abertas até à noite. Outro indício era quando o papai voltava para casa. Sendo ele caminhoneiro, chegava a passar até 70 dias longe da gente. Eu percebia que o Natal ia se aproximando quando ele voltava para casa e ficava mais de uma semana. Era bom tê-lo em casa, mesmo sabendo que na maioria das vezes ele ficava triste por não ter ganhado o que precisava durante o ano, e que nos próximos dois meses a gente teria que economizar ao máximo por causa da falta de trabalho. Daquela época, eu guardo uma cena – não sei se de um filme ou de uma propaganda – em que uma família enorme, feliz e com a mesa farta, ceia às vésperas do Natal, enquanto um menino de rua permanece do lado de fora, olhando, encantado, as luzes da árvore, a comida da mesa farta e a família reunida. Era uma imagem que me deixava muito triste. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Os anos foram se passando. Não ganho mais presentes – pelo contrário, hoje sou eu quem os dou. Minha esposa e meu filho é que me aguardam chegar do trabalho ao fim do dia. E ao contrário do que ocorria na casa dos meus pais, temos aqui em casa a tradição de montar uma árvore de Natal e enfeitá-la. Além disso, procuramos reunir nossos pais e alguns parentes mais próximos para a ceia e para o almoço de Natal. É uma forma de celebrar e de respeitar este momento tão especial. Passo o ano inteiro ansioso por esta época, que vai ganhando um significado cada vez mais importante a cada ano. Mas o clima natalino é sempre entrecortado ou interrompido por pequenas discussões, desentendimentos ou mal-entendidos na família, fazendo com que haja sempre um mal-estar entre os poucos que reunimos aqui em casa. Nem todos os presentes parecem estar felizes, deixando de lado, por mais católicos que sejam, o perdão, a tolerância, a aceitação, o amor e o respeito que caracterizam o verdadeiro espírito natalino. Sem querer, estas pessoas tão queridas fazem com que eu me sinta um eterno menino de rua, como aquele que de minha infância. Obviamente, não por causa da mesa farta ou da árvore de Natal... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4877860396521995914?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4877860396521995914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4877860396521995914' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4877860396521995914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4877860396521995914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/o-menino-de-rua-e-o-natal.html' title='O menino de rua do Natal'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1361160196989612453</id><published>2011-11-24T00:20:00.005-03:00</published><updated>2011-11-25T08:31:32.106-03:00</updated><title type='text'>Super-Bonder cola tudo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;2003. &lt;/b&gt;Estou sentado à mesa da cozinha da casa da vovó Maria, minha avó materna. A mesa de aço branco, de formato redondo, encontra-se entre a porta que dá acesso ao jardim de inverno e o acesso à sala de jantar. À minha frente estão o balcão de mármore e portas marrons, que parecem fundir-se ao piso marrom. Vovó está preparando o almoço. Aos poucos os espaços vazios da pia vão sendo preenchidos pelos utensílios de alumínio que ela acabou de usar. Sempre de vestido e avental, ela segue sua rotina caseira em um ritmo frenético. Achando-se magra, ela reclama do pouco peso. “Duardo, eu queria tanto engordar um pouco...”, lamenta ela, alheia aos problemas que alguns quilos poderiam lhe trazer. Aos poucos seus movimentos rápidos vão fazendo com que gotas de suor surjam por todo o seu rosto, conferindo brilho à sua pele quando irradiadas pela luz que penetra pela porta do jardim de inverno. Vez ou outra ela pára, abre a torneira da pia, molha as mãos e as passa pelo rosto. “Fio do céu, que calor!”, diz ela, abanando-se com o avental. Em seguida, ela abre a geladeira, em cuja porta estão pregados inúmeros adesivos e ímãs, cada um deles com uma história pra contar. Ela se posiciona cuidadosamente do lado da geladeira, para não tomar “friagem”, e levando as mãos ao seu interior, pega um dos vários potes de margarina Qualy onde ela guarda os “restinhos” de “mistura” que sobrou de outras refeições. É um costume de quem já sofreu com a falta de comida ao longo das sete décadas de vida. Enquanto isso, o “Louro”, seu papagaio verde de mais de 50 anos, começa a gritar de seu poleiro na varanda. “Ô, Antoim! Cadê o Louro?”, grita ele com uma voz rouca, muito parecida com a da vovó, chamando pelo vovô. “Quieta, louro!”, grita ela, continuando os preparativos para o almoço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;Mesmo estando concentrada nos preparativos para o almoço, a vovó segue prestando atenção nas minhas histórias da semana em Ribeirão   Preto. Ela adora que eu venha aqui visitá-la, assim como eu fazia quando era adolescente. Sempre cuidadosa e prestativa, tê-la como avó é um privilégio e tanto. “Vovó, se procurar no dicionário a palavra vovó, eu vou encontrar a foto da senhora lá”, digo a ela quase todas as vezes em que venho aqui. De repente, noto que a vovó está picando almeirão enquanto conversa comigo. Eu me levanto, preocupado. “Vovó, toma cuidado com essa faca, pelo amor de Deus! Ela tá bem afiada!” Ela ri. “Non, fio, eu estou acostumada”, diz ela cheia de confiança. Agora próximo a ela, encostado ao balcão da pia, continuo a contar minhas histórias. Eis que, após uns dois minutos, sou interrompido por um grito da vovó. “Puta merda!”, grita ela, chacoalhando a mão esquerda com o dedo cheio de sangue. “Vovó, a senhora machucou?”, pergunto, afoito, tentando socorrê-la. “Não foi nada, fio. Eu só cortei um ‘tampo’ do dedo”. Quando olho o corte, reparo que o estrago fora tão grande que a ponta de seu dedo está quase reta. “Não tá doendo, mas precisa parar de sangrar”, diz ela, tranqüila e forte como uma pedra, enquanto eu me sento, já enfraquecido diante de tanto sangue. Ela então retira um pote de açúcar do armário da pia e enfia o dedo dentro do açúcar. Da cadeira eu avisto o branco do açúcar aos poucos ganhar tonalidade avermelhada. “É, não tá dando certo...”, diz ela. Ainda com a mão esquerda dentro do pote de açúcar, ela se abaixa e pega, com a mão direita, um pote de café. “Agora vai parar”, diz ela, confiante, enquanto tira o dedo do pote de açúcar e o transfere para o pote com café. O resultado, no entanto, não parece ser o que ela esperava. Ela então me pede ajuda. “Duardo, procura pra mim aí no meio do almeirão a ponta do meu dedo.” Surpreso, eu fico sem saber o que fazer. Então ela mesma, mais que depressa, começa a vasculhar o almeirão em busca da ponta do dedo cortada. “Achei!”, diz ela, levantando com a mão direita, como se fosse um troféu, a ponta do dedo que há pouco foi cortada. “Mas pra que a senhora quer esse pedaço de pele, vovó?”, pergunto-lhe, sem entender o que está acontecendo. “Então... – diz ela, séria, olhando para a ponta do dedo cortada que está em sua mão direita, como se o estivesse analisando – será que se a gente colar com Super-Bonder meu dedo não pára de sangrar?”. Sem saber o que fazer, e emocionado diante de tamanha ingenuidade, sorrio-lhe timidamente dou-lhe um abraço apertado. “Ô, vovó... Como a senhora consegue ser tão fofa?”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1361160196989612453?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1361160196989612453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1361160196989612453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1361160196989612453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1361160196989612453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/super-bonder-cola-tudo.html' title='Super-Bonder cola tudo'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6814162553217030804</id><published>2011-11-20T01:35:00.022-03:00</published><updated>2011-11-20T08:52:02.224-03:00</updated><title type='text'>Presente, passado ou futuro?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando encosto a mão na maçaneta do portão verde de entrada da casa da vovó Lourdes, percebo que ainda é preciso empurrá-lo com força para abri-lo. Como sempre, a maçaneta parece gelada. Ao abri-lo, avisto o chão pintado com gravite vermelho. À direita, o jardim que a vovó tanto estima. Nele estão plantadas as roseiras que tantos lindos botões já produziram, muitos dos quais eu roubei durante minha adolescência – com a permissão da vovó, é claro. No pequeno alpendre, à esquerda da porta de entrada, um pequeno altar onde repousa uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Como sempre, não entro pela porta de entrada. Sigo pela estreita calçada lateral, cujo piso vermelho parece ter sido encerado. À minha direita, sobre as pedras que recobrem o chão, está o caminhão do vovô Crotti, com o qual ele trabalhou o ano todo. Esta é a época do ano em que ambos precisam descansar e curtir sua família. À frente do caminhão, protegido pela sombra da garagem de madeira, encontra-se o carro do vovô, um Gol de cor vinho, fabricado no final dos anos 80. Dentro dele, ouvindo música no rádio toca-fitas, estão meus primos Danilo e Gustavo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Chego ao final da calçada lateral, que se separa da parte cimentada do quintal por meio de um pequeno portão de madeira. Fico ali por uma fração de segundos, parado, apenas observando. Tio Tim e meu primo Fernando estão de pé, com uma tesoura nas mãos, colhendo uvas da velha parreira para a vovó Lourdes preparar a salada de frutas, como ela sempre faz todos os fins de ano. No banco, encostado à pequena parede que separa a área cimentada da área coberta por pedras, próximos aos vasos de samambaia tão estimados pela vovó, minha irmã, meu primo Frederico e minha prima Mariana estão conversando e rindo. Na varanda, logo na primeira cadeira, tio Agenor conversa com o vovô Crotti, provavelmente sobre alguma das viagens que fizeram ou sobre algum baile a que foram juntos. Sentado de lado na cadeira de uma das extremidades da enorme mesa, papai ouve o tio Buchudo contar sobre seu novo caminhão. Com um dos pés apoiados sobre a pequena mureta lateral da pia e com o cotovelo sobre o joelho direito, tio Natal presta atenção à conversa deles. Minhas tias Ângela e Flávia preparam a mesa de madeira dos "12 apóstolos" para o almoço. Na pia, mamãe enxagua a poeira de alguns talheres e pratos que há tempos não são usados, com minha afilhada Clara abraçada à sua perna. Ao fogão, tia Vânia e tia Nilce ajudam a vovó Lourdes com a comida. São parte do cardápio o delicioso macarrão furado e a maionese que só a vovó Lourdes sabe fazer. Todos os filhos da vovó e do vovô estão reunidos e parecem felizes por estarem ali, em paz, para celebrar o início de um novo ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando o pequeno pinscher, até então no colo do vovô Crotti, me avista em frente ao pequeno portão de madeira, ele pula e corre em direção a mim, encosta suas patas dianteiras e, de pé, começa latir. É o aviso de que eu cheguei. Todos então param por um segundo o que estão fazendo e se viram para ver quem está ali. Ao avistar Débora, Miguel e eu, todos sorriem e dizem a mesma coisa: “Olha, o Miguel chegou!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sinto, então, a mão da Débora tocando meu ombro. “Amor, o Miguel acordou”. Quando abro os olhos, dou-me conta de que estou em minha casa, em outra época de minha vida. Jogo as pernas para fora da cama, calço os chinelos e corro até o quarto do Miguel. Quando olho para dentro do berço e seus olhos me identificam, ele sorri e começa a bater os pés de alegria. Tomo-o então nos braços e olho para ele com ternura. Um nó enorme se faz em minha garganta e meus olhos se enchem de lágrimas. Percebo então que o sonho do qual eu acabara de acordar foi uma combinação idealizada de algumas boas lembranças isoladas dos finais de ano na casa de meus avós paternos, mas que aquela situação do sonho jamais aconteceu nem nunca acontecerá, principalmente porque o tio Agenor e meus avós já faleceram e a casa deles foi vendida e demolida. Sem condições de reconstruir o passado, enxugo então minhas lágrimas e encaro minha grande responsabilidade: oferecer ao Miguel, no presente, momentos felizes e marcantes para que ele não precise, no futuro, ter que sonhar com situações que nunca existiram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Calibri;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Se você tiver que escolher entre as lembranças do passado e seus planos para o futuro, escolha viver o presente. Mas não se esqueça que você só será&amp;nbsp; feliz se tiver os três em sua vida.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6814162553217030804?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6814162553217030804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6814162553217030804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6814162553217030804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6814162553217030804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/presente-passado-ou-futuro.html' title='Presente, passado ou futuro?'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7779600040261212862</id><published>2011-11-13T10:39:00.000-03:00</published><updated>2011-11-13T10:39:29.329-03:00</updated><title type='text'>Amigos: não se decepcione com eles</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ao longo da vida, você vai conhecer muitas pessoas. De algumas você terá maior proximidade. De outras, nem tanto. A algumas destas pessoas próximas você chamará de amigos. Talvez pela identificação que tiver com elas, talvez pelo apoio que te oferecerem em momentos difíceis. Você também tachará de amigos aqueles com quem conviver proximamente por muito tempo, por compartilhar de sua vida com eles, da mesma forma que fará com aqueles que o ajudarem em algum ponto de sua jornada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Amigos serão pessoas muito importantes em sua vida. Ela será vazia se você não os tiver. Encontra-los é, portanto, uma necessidade. No entanto, você falhará muitas vezes na tarefa de identifica-los. Não importa quão velho você esteja nem tampouco quanta experiência você julga ter. Você se equivocará muitas vezes, e por sucessivas vezes você se decepcionará. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Você perceberá que a amizade entre duas pessoas depende do interesse de ambas em mantê-la. Lembrar-se-á de quantas vezes empenhou-se para manter uma amizade com alguém que pouco se importava com ela. Muitas pessoas o querem como amigo, mas são egoístas demais pra se envolverem com você ou se tornarem próximas demais. Da mesma forma, você verá quão equivocado estava quando julgou serem amigos aqueles que te ajudaram. Você sentir-se-á traído quando perceber que as pessoas tinham seus próprios interesses em ajuda-lo, ou que o fizeram para manipulá-lo a terem com elas uma dívida de gratidão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Você errará várias vezes, caro leitor, na eleição de seus amigos. Equivocadamente, você elegerá pessoas que adoram caminhar de mãos dadas enquanto estão ao seu lado, mas que não te estenderão a mão quando caminharem à sua frente – que é onde a maioria delas realmente quer estar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tendo se decepcionado tantas e tantas vezes, você equivocar-se-á uma última na tentativa de eleger o seu “best friend” dentre os poucos a quem ainda classificar como “amigo”. De uma forma tão triste e dolorosa que estas palavras jamais poderão te mostrar, você perceberá que seus amigos também têm amigos. Quando isso acontecer, não se chateie se você for o amigo preterido, e não o preferido. Afinal, meu caro, você pode não ter sido&amp;nbsp;um amigo tão bom ou tão interessante quanto imaginava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7779600040261212862?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7779600040261212862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7779600040261212862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7779600040261212862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7779600040261212862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/amigos-nao-se-decepcione-com-eles.html' title='Amigos: não se decepcione com eles'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5962488088940422764</id><published>2011-11-08T18:13:00.000-03:00</published><updated>2011-11-08T18:13:31.402-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos de minha infância - Parte 17</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SUCc5347o0I/TrmSKxaQAQI/AAAAAAAAAWA/qPScUGBroQo/s1600/Coreopsis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-SUCc5347o0I/TrmSKxaQAQI/AAAAAAAAAWA/qPScUGBroQo/s1600/Coreopsis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: red; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Quirinópolis-GO, 1981&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;. Tenho 5 anos. Não há muita gente pra brincar comigo. Todo mundo que eu conheço é mais velho que o papai e a mamãe. Só o Adão, filho da dona Dica e do seu Fi Vieira, e o Missim, filho do seu Antônio Baiano é que são mais novos. Eu não sei se o Adão gosta de brincar comigo, porque ele é pequeno, mas é bem mais velho que eu. Mesmo assim, eu adoro brincar com ele. Outro dia, antes de irmos para São Joaquim da Barra visitar o vovô, a vovó e a titia, eu pedi para o papai me levar à casa do Adão pra brincar com ele. A mamãe ficou brava, acho que porque ainda era madrugada. Agora estou na casa da dona Melinha e do seu Antônio Baiano, brincando com o Missim. Ele deve ter uns 12 anos, mais ou menos. Ele está me mostrando uma flor amarela pequena e muito bonita. Eu já tinha visto essa florzinha muitas vezes nascendo no meio da grama, mas não sei o nome dela. “Missim, como é que se chama essa flor?”. Ele ri. “Essa flor, Duardo... se chama bucetinha”. Eu balanço a cabeça pra mostrar que entendi. É um nome bem engraçado, acho que não vou esquecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Estou na porta da varanda, tirando minhas pequenas botinas. A mamãe vem me dar um abraço. Parece estar com saudade. Resolvo então contar a ela a minha descoberta. “Mamãe, hoje o Missim me mostrou uma bucetinha”. De repente, a mamãe parece uma estátua. Fica parada, com os olhos arregalados, olhando para mim. Parece pálida. Ela faz força pra engolir o cuspe, que parece ter engrossado de uma hora para outra. “Dado, onde é que vocês foram pra ele te mostrar isso?”. Ela parece preocupada. “Mamãe, nós fomos brincar na grama. Tinha umas flores amarelas pequenininhas que eu achei bonitinhas. Ele colheu uma e me mostrou. Disse que aquela flor se chama bucetinha”. A mamãe respira fundo. Parece aliviada. “Dado, deixa eu te pedir uma coisa: você nunca mais vai repetir essa palavra, entendeu?” Eu não entendi. “Mas por quê, mamãe? A flor é bonitinha e o nome é engraçado...” Ela parece nervosa. “Eu vou te explicar porquê”. Ela aumenta a voz. “Porque esse nome é um nome muito feio, é um nome bobagento! Não fica repetindo esse nome, não, se não Deus te castiga, entendeu?” Meio triste, eu balanço a cabeça e fico olhando para o chão. Mas a mamãe parece não ter terminado. “Ai, ai, ai... Tá vendo? É isso que dá brincar com menino bobagento! Fica te ensinando coisas feias... É pecado ficar falando isso, viu? Eu vou falar pro seu pai não te levar mais lá pra brincar com o Missim”. Ela dá as costas e eu fico ali, chateado, sentado no degrau que separa a sala da cozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: red; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;São Joaquim da Barra-SP, 1984&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;. Tenho 8 anos. Estou no pátio da Escola Estadual Manuel Gouveia de Lima. É horário de recreio. Eu estava acostumado a brincar sozinho, a passar as tardes na casa do seu Januário ou da dona Deolinda, lá em Goiás. Agora estou no meio de tanta gente... E eu não conheço ninguém! Acho que estou mais sozinho agora que antes. De longe, lá no meio da grama verde, eu avisto uma mancha amarela. Eu me aproximo. Quando avisto as flores, eu logo as reconheço. “Meu Deus do céu!” E faço o sinal da cruz. Há vários meninos por aqui. Estão colhendo as flores e mostrando uns para os outros. “Olha a bucetinha, olha a bucetinha!” Sem saber o que fazer, eu me aproximo deles e começo a gritar, desesperadamente: “Não, pára com isso! Não fala esse nome, é pecado! Deus vai te castigar!” Ao ouvir o que eu disse, todos começam a rir. Eu balanço a cabeça e saio. “Ainda bem que a mamãe me avisou dessa tal de bucetinha. A mãe desses meninos não deve ter avisado eles. Tadinhos...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5962488088940422764?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5962488088940422764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5962488088940422764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5962488088940422764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5962488088940422764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/fragmentos-de-minha-infancia-parte-17.html' title='Fragmentos de minha infância - Parte 17'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SUCc5347o0I/TrmSKxaQAQI/AAAAAAAAAWA/qPScUGBroQo/s72-c/Coreopsis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8225518522578353195</id><published>2011-11-02T23:27:00.000-03:00</published><updated>2011-11-02T23:27:38.189-03:00</updated><title type='text'>Crônica 9 - A dor de quem fica</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Quando Aluísio avistou a rua de acesso ao cemitério, percebeu que não seria fácil encontrar uma vaga para estacionar seu carro naquele dia de finados. Preferiu parar o carro a umas duas quadras e enfrentar a íngreme subida. Enquanto caminhava, inúmeras pessoas lhe ofereciam vasos de flores. “Tá baratinho, é só R$5,00!” Aluísio se indignou em silêncio. “Que filhos da mãe! Ganhando dinheiro à custa da tristeza dos outros!” Quando chegou à entrada, parou. Olhou para cima, e catolicamente fez o sinal da cruz. Respirou fundo, enxugou o suor da testa com o punho, projetou o pé direito à frente do esquerdo e iniciou a parte final do trajeto rumo ao túmulo de sua esposa Francisca. Foram quase 60 anos de uma união feliz, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;repleta de amor e amizade. Uma vida inteira dedicada a ela. Tanta dedicação, no entanto, não foi suficiente para evitar que o câncer a levasse. Tiveram dois lindos filhos, que se casaram e se esqueceram dele. Há tempos Aluísio não tinha notícia de nenhum deles. Sabia apenas que enriqueceram e que levavam uma boa vida. Já não precisavam mais de seu velho pai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enquanto caminhava, Aluísio assistia o vai-e-vem de pessoas. Algumas se ajoelhavam e rezavam em silêncio. Outras lutavam contra o vento para manter suas velas acesas. Outras, ainda, preferiam lavar os túmulos de seus entes queridos antes de rezar ou acender velas. Aluísio desejava apenas acender um maço de velas e ir embora. Não pensava em lavar o túmulo de sua esposa, que fora limpo nos últimos 116 domingos. Resignado em sua caminhada, avistou um casal de jovens chorando em frente a um túmulo de mármore marrom. Pareciam ser namorados. Aluísio lembrou-se de quando &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vinha visitar com Francisca, na época sua namorada, os túmulos de seus antepassados. Quando seus filhos eram adolescentes, vinham com eles para ensinar a importância de se preservar a lembrança daqueles que amamos. Em vão. Seus filhos, maravilhados com os prazeres que o dinheiro pode proporcionar, sequer se lembram dele, seu pai, que está vivo. Dirá, então, da mãe falecida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Aluísio, enfim, avistou o túmulo de Francisca. Percebeu a presença de duas pessoas próximas a ele. Seu coração acelerou-se. Seriam seus filhos? Teria ele a oportunidade de revê-los e de preencher um pouco do grande vazio e solidão que consumiam seu espírito? Aproximou-se. Aqueles rostos não lhe eram familiares. Notou, então, que o rapaz estava com um dos pés sobre o túmulo de Francisca, e que deixara seus pertences sobre ele enquanto conversava. Aluísio pensou em pedir que o rapaz se retirasse dali e que respeitasse sua dor. Apenas pensou. Os tempos eram outros. Já não tinha mais razão para brigar. Aliás, mal tinha razões para continuar vivo. Entendeu, então, que para aquele jovem o túmulo de Francisca era apenas um retângulo revestido de azulejos que nada significava para ele. Percebeu que todos sentem falta de seus entes falecidos, mas pouco se importam ou respeitam os de outras pessoas. Aluísio para o céu ensolarado, e protegendo seus olhos cansados com a mão direita, disse em voz baixa: “Francisca, minha lindinha, a vida sem você é tão difícil... Quando é que você vem me buscar, meu anjo?”, disse em voz baixa. E dando meia volta, levou consigo o maço de velas, as inúmeras lembranças de quem partiu e a imensa dor de quem ficou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8225518522578353195?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8225518522578353195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8225518522578353195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8225518522578353195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8225518522578353195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/11/cronica-9-dor-de-quem-fica.html' title='Crônica 9 - A dor de quem fica'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5725596672206050682</id><published>2011-10-30T23:01:00.005-03:00</published><updated>2011-11-02T13:24:43.101-03:00</updated><title type='text'>Crônica 8 - A morte revela os hipócritas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Padilha era um homem elegante. Magro, andava sempre alinhado. Não era rico, mas possuía bens materiais suficientes para dar-se o luxo de freqüentar bailes e festas. A dança era sua paixão. Era, como costumam dizer, um verdadeiro pé de valsa. Em um desses bailes conheceu Eleonora. A atração foi imediata. Após poucos encontros, os dois se apaixonaram. Mas havia um pequeno detalhe: Padilha era casado&amp;nbsp;havia mais de 30 anos. Seus filhos jamais aprovariam aquele relacionamento. Nem sua mulher, obviamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Em pouco tempo o namoro entre Padilha e Eleonora tornou-se um caso. A esposa de Padilha tomou conhecimento, porém, eternamente apaixonada pelo esposo, fingiu que nada acontecia. Os filhos, todavia, revoltaram-se. “Se eu encontrar aquela desgraçada na rua, vou dar um pau nela”, dizia um dos filhos. “Se ele não largar de pouca vergonha, vamos cortar o plano de saúde dele”,&amp;nbsp;ameaçava uma das filhas. “Esse velho desgraçado podia tomar veneno e morrer!”, esbravejava um outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Os anos se passaram. Padilha aos poucos foi perdendo sua saúde, adoeceu e acabou falecendo. No velório, os filhos reuniram-se em torno do caixão. Choraram juntos e lamentaram a partida de seu patriarca. “O pai era um homem tão bom...”, dizia a filha que queria cortar seu plano de saúde. “Coitado, sofreu tanto pra morrer...”, lamentava o filho que desejou que ele se envenenasse”. Um dos netos, emocionado, decidiu descrever a tristeza daquele momento em seu site. Quase foi crucificado. “Quem ele está pensando que é? Que falta de respeito com nosso pai!” A morte de Padilha tornara sagrado o seu nome entre os filhos que deixou. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Dois anos depois, no velório da esposa de Padilha, uma cena familiar. “Coitada, sofreu tanto pra morrer...”. “Ela era uma mulher tão boa...” Os filhos novamente se reuniram em torno do caixão e choraram mais uma perda. Era a imagem de uma família unida. Padilha e sua esposa, agora nos céus, viraram santos. Seus filhos, ainda na terra, tornaram-se anjos. Dias depois estavam em pé de guerra no tribunal. Cada um&amp;nbsp;dizia ter sido um filho melhor que os irmãos e que, por isso,&amp;nbsp;defendia uma fatia maior dos bens que Padilha deixou. Alguns irmãos tornaram-se inimigos. E ninguém mais se lembra de Padilha,&amp;nbsp;de sua esposa ou de Eleonora. Nem tampouco que um dia foram uma família.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: red; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;&lt;strong&gt;A morte gera os mártires e revela os hipócritas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5725596672206050682?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5725596672206050682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5725596672206050682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5725596672206050682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5725596672206050682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/cronica-7-morte-revela-os-hipocritas.html' title='Crônica 8 - A morte revela os hipócritas'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8087723216118559523</id><published>2011-10-26T07:57:00.003-03:00</published><updated>2011-10-26T18:44:12.732-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos de minha infância - parte 16</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-emfhka1rC1Q/TqfnZjzjDNI/AAAAAAAAAVU/AKC4hkySpAA/s1600/1981.Eu-5+anos-02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-emfhka1rC1Q/TqfnZjzjDNI/AAAAAAAAAVU/AKC4hkySpAA/s320/1981.Eu-5+anos-02.jpg" width="241" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
(Este post é continuação das partes &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/11/fragmentos-de-minha-infancia.html"&gt;14&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/12/fragmentos-de-minha-infancia-parte-15.html"&gt;15&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao me ver caído, jogado entre timbetes e cacos-de-vidro,&amp;nbsp;a mamãe começa a chorar. "Tair, pelo amor de Deus, não faz isso!" Mas o papai está dominado pela raiva e não dá ouvidos às suas súplicas. Enquanto ele dá mais alguns nós na corda e a ajeita na mão direita, eu tento me levantar. Meu bumbum está doendo, deve ter se machucado quando eu caí. Minhas mãos estão sujas, minhas costas estão molhadas pelo&amp;nbsp;sereno que ainda resta sobre o mato rasteiro. Tomo coragem e olho para o rosto do papai. O meu herói, o meu grande amigo parece ter desaparecido e dado lugar a um homem raivoso e vingativo, que me empurra novamente para a relva e começa a desferir golpes certeiros com a corda em minhas pernas. "Isso é pra você aprender a deixar de&amp;nbsp;fazer gracinha quando eu estiver fazendo negócio, seu fidumaputa!" O primeiro golpe pega nas pernas. A força daquele golpe parece trazer consigo todo o peso do braço do papai. A calça não é suficiente para amortecer o golpe. Dói muito... "Não, papai!" O segundo golpe pega na coxa. O choque da corda levanta um enorme vergão vermelho. "Pára, papai, por favor!" Pode ser que o papai não seja tão forte como o Hulk, mas assim como ele, sua força parece ser maior quando está com raiva. E ele está com muita raiva de mim. Eu só não sei por quê. O terceiro golpe vem longo em seguida, acompanhado por um gemido do papai. Neste ele deve ter colocado toda a sua força. "Papai, papai!" Não adianta chamar pelo papai. Não é ele quem está com a corda na mão, a me suurrar com todo o seu ódio por um motivo que eu ainda não sei qual é. Meu Deus, a quem devo pedir ajuda? "Toma, fidumaputa! Vai, me passa vergonha de novo agora!" Em seguida vem o quarto golpe, o quinto, o sexto... Não&amp;nbsp;há naquele&amp;nbsp;rosto de sobrancelhas arqueadas, agora já suado de tantos golpes,&amp;nbsp;nenhum vestígio do amor que o papai tanto disse que tem por mim. "Toma!" Deixo então de gritar pelo papai. Meus gritos não são apenas gritos de dor, porque eu já não consigo sentir minhas pernas. São também gritos de medo. Como eu queria que o papai pudesse me defender desse que agora me espanca... Será que ele vai voltar algum dia? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já não sei há quanto tempo estou apanhando. Rolando sobre o mato rasteiro, em meio a lixo e a cacos de vidro, sinto minhas mãos machucadas. Minhas pernas devem estar cheias de sangue, mas eu não as vejo por causa dos restos de calça que ainda resistem aos golpes do papai. Já quase não tenho voz de tanto chorar e de pedir para ele parar. Minhas lágrimas já estão secas sobre minhas bochechas rosadas. Não sei se vou sobreviver. Resolvo, então, tentar escapar. Enquanto o papai levanta o braço para desferir mais outro golpe, eu me projeto para trás empurrando o chão com minhas botinas e com minhas mãos. Reúno então as poucas forças que me restam e ando uns dois metros gatinhando, até colocar-me de pé e correr para o meio do mato. O papai, ofegante e raivoso, parece cansado e nem tenta correr atrás de mim. "Volta aqui, fidumaputa!" Chorando e amedrontado, eu não tenho como obedecê-lo. "Não, papai. Eu sei que se eu voltar, o senhor vai continuar me batendo". Mas o papai parece não se dar conta de que está batendo em seu próprio filho, e ao invés de acalmar-se, parece ter ficado ainda mais nervoso. "Eu não vou te bater mais. Mas não me irrite! Se você não voltar aqui, aí sim você vai ver o que é bom pra tosse!". Eu confio nas palavras dele. Na verdade, eu sempre confiei. Caminho então em sua direção, meio desconfiado, e paro a alguns passos dele. Ele me olha. Ainda está com as sobrancelhas arqueadas. Levanto então os olhos e lanço-lhe um olhar de quem está triste e com dor, precisando muito de seu abraço, mas o que recebo é um forte empurrão no peito, que me faz perder o equilíbrio e ganhar o chão novamente. Olho para o papai. Seu rosto agora é uma grande sombra, a sombra de um gigante atrás do qual o sol se esconde. Enxergo apenas a sombra de seu braço armado com a corda roçar o ar mais uma vez, dando início a uma nova sequência interminável de golpes sobre meu pequeno corpo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por mais que a corda traga dor às minhas pernas, meu maior sofrimento vem do fato de eu não entender até agora por que o papai está me batendo. Opa, espera aí! Eu acho que eu sei porque o papai está me batendo! Ele me disse uma vez que um homem tem que ser forte, que homem que é homem não chora. Deve ser isso! Ele deve estar fazendo um teste! Só pode ser isso! Se eu parar de chorar, ele vai parar de me bater. Prendo então a respiração e&amp;nbsp;paro de me mexer. De repente, o papai pára de bater. Tá vendo? Era um teste mesmo! Solto então o ar e volto a respirar ofegante. O papai então arqueia novamente as sobrancelhas, o ódio se estampa novamente eu seu rosto. Então ele levanta novamente a corda e parte pra cima de mim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já não sei há quantos dias eu estou na salmoura. Os vergões em minhas pernas e no meu bumbum ainda estão muito altos. Dá pra sentir com a ponta dos dedos. Depois que a raiva do papai passou, a mamãe teve uma conversa muito séria com ele. "Tair, cê tá doido? Você podia ter matado o Dado", disse ela. Por mais estranho que isso possa parecer, no dia seguinte à surra ele veio me abraçar. Eu me encolhi, ameacei chorar pra que ele ficasse longe de mim. Agora tenho medo do papai, muito medo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De repente, ouço alguém chamando pelo papai. É o homem que estava negociando a compra do trator com o papai no dia em que eu apanhei. Mais que depressa eu corro para debaixo da cama. "Meu Deus do céu! O papai vai bater em mim de novo!" A mamãe, então, começa a rir, com os olhos cheios de lágrimas. "Não, Dado. O homem só veio comprar o trator..."&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Outros fragmentos de minha infância: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-1.html"&gt;Parte 1: À espera do papai&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-2.html" style="color: #009900;"&gt;Parte 2: De casa até o sítio&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-3.html"&gt;Parte 3: Galinha choca&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-4.html" style="color: #009900;"&gt;Parte 4: Rebocando o trator&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-5.html"&gt;Parte 5: Vovô Miller e seus caminhões&lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-6.html"&gt; &lt;span style="color: #009900;"&gt;Parte 6: Invasão bde domicílio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-7.html"&gt;Parte 7: Furando o olho&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-8.html" style="color: #009900;"&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt;Parte 8: O futebol de domingo à tarde&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-9.html"&gt;Parte 9: À sombra da mangueira&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2007/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-11.html"&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt;Parte 10: O ataque da cobra verde &lt;/span&gt;Parte 11: O mudinho &lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2007/05/fragmentos-de-minha-infncia-parte-12.html"&gt;&lt;span style="color: #009900;"&gt;Parte 12: Com ciúmes da Fia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-13.html"&gt;Parte 13: Minha barraca de lona&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/11/fragmentos-de-minha-infancia.html"&gt;Parte 14: O trator Valmet&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8087723216118559523?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8087723216118559523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8087723216118559523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8087723216118559523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8087723216118559523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/fragmentos-de-minha-infancia-parte-16.html' title='Fragmentos de minha infância - parte 16'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-emfhka1rC1Q/TqfnZjzjDNI/AAAAAAAAAVU/AKC4hkySpAA/s72-c/1981.Eu-5+anos-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1461609193069052904</id><published>2011-10-24T06:23:00.001-03:00</published><updated>2011-10-26T18:18:42.906-03:00</updated><title type='text'>O som que me desperta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Todos os dias, quando os raios de sol ainda não penetraram pelas frestas da janela, eu ouço um barulho forte, como se alguém estivesse batendo contra alguma coisa. O som penetra em meu sono, fazendo com que meus batimentos se acelerem até que eu acorde, assustado. Ofegante, olho para o lado e vejo que minha esposa Débora ainda dorme, como um anjo. Vasculho o quarto com os olhos e vejo que o som não se trata de um batido na porta. Norteio-me então pela fonte de luz mais próxima, projeto as pernas para fora da cama e me coloco de pé. Rapidamente, e com a devida cautela, caminho sem o chinelo em direção à porta do quarto. Posiciono-me ao lado da porta e consigo identificar que o som vem do corredor. Ao ver que não há ninguém no corredor, começo a caminhar por ele, vagarosamente. Abro a porta do corredor, mas imediatamente identifico que o barulho não vem daquela parte da casa, e sim de um dos quartos. “Meu Deus, o Miguel!” Subitamente, meu coração se acelera novamente, e a cautela dá lugar ao desespero. Corro então em direção ao berço do Miguel. Lá está ele, de olhos abertos, olhando para os ursinhos de seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mobile&lt;/i&gt;. Quando me vê, abre um enorme sorriso, projeta as duas pernas para cima e as deixa cair sobre o colchão repetidas vezes. Retribuo o sorriso, emocionado com tanta ternura e inocência. Agora eu sei de onde veio o tal barulho...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1461609193069052904?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1461609193069052904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1461609193069052904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1461609193069052904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1461609193069052904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/o-som-que-me-acorda.html' title='O som que me desperta'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6554701514269497264</id><published>2011-10-20T16:22:00.001-03:00</published><updated>2011-10-20T16:41:53.480-03:00</updated><title type='text'>Um dia você vai me agradecer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querido papai,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sei que estas palavras dificilmente chegarão ao senhor, que é avesso&amp;nbsp;a internet e a computador. Na verdade,&amp;nbsp;inúmeras outras pessoas as lerão&amp;nbsp;ao invés do senhor, muitas das quais nós jamais chegaremos a conhecer. De qualquer forma, sinto que elas precisam ser escritas, pois carregá-las comigo tem se tornado um peso que eu não posso suportar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Gostaria, então, de iniciar esta carta "virtual" agradecendo-lhe por ser meu pai. Conhecendo hoje as condições em que vim ao mundo, sou capaz de reconhecer quão importante foi a sua presença ao meu lado e da&amp;nbsp;mamãe durante minha criação. Nos últimos 6 meses tenho acordado todas as&amp;nbsp;manhãs para buscar o Miguel&amp;nbsp;em seu berço, e sempre sou recebido com um lindo sorriso inocente, um verdadeiro presente por eu estar ali. Pois bem, papai: sei que devo, quando bebê, ter distribuído vários destes sorrisos para o senhor, mas agora, 35 anos depois, quem lhe sorri é um homem maduro e com qualidades que o senhor ajudou diretamente a&amp;nbsp;desenvolver.&amp;nbsp;Meu sorriso é&amp;nbsp;uma forma de reconhecimento e de gratidão por ter estado sempre conosco todos estes anos, mesmo que tenha estado&amp;nbsp;boa parte do tempo pelas estradas deste Brasil afora lutando para ganhar o nosso sustento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em segundo lugar, gostaria de agradecer-lhe pelo seu imenso amor. Há diversas formas de manifestar o amor, e eu me lembro do senhor manifestando-o&amp;nbsp;de pelo menos uma dúzia delas. Cronologicamente, a primeira manifestação de amor de que tenho lembrança data daquela grande enchente que inundou o rio que passava em frente à nossa casa, lá em Quirinópolis-GO, no final da década de 70. Sei que a chuva danificou uma ponte, que acabou cedendo enquanto a gente passava por ela de trator. O senhor abraçou-me&amp;nbsp;como um grande urso e deixou que suas costas amortecessem a queda, impedindo assim que eu me machucasse, provavelmente de maneira fatal. Além de ser meu protetor, o senhor foi o meu grande amigo durante meus seis primeiros anos de vida. Era com o senhor que eu passava o dia inteiro desde as primeiras horas, seja no seu colo enquanto ia buscar leite no sítio de trator, ou mesmo na roça enquanto o senhor plantava milho, arroz ou soja. Certo dia, porém, o senhor&amp;nbsp;ficou nervoso por eu quase ter estragado a venda daquele&amp;nbsp;trator Valmet que a gente tinha e&amp;nbsp;acabou me aplicando&amp;nbsp;uma surra que eu não merecia. A partir de então eu passei a vê-lo com olhos de medo. Mesmo assim,&amp;nbsp;o senhor insistiu durante toda a minha adolescência que a gente não tem amigos, e que o senhor era o meu único amigo de verdade. Aquela era uma forma muito triste de ver a vida,&amp;nbsp;da qual&amp;nbsp;eu me&amp;nbsp;recusava a compartilhá-la. Hoje eu consigo&amp;nbsp;entender que o senhor só queria me proteger de todas as decepções que viriam daqueles em quem tanto confiei, mas minha tristeza de reconhecer que o senhor tinha razão não é tão grande quanto minha&amp;nbsp;gratidão de saber que sempre pude contar contigo quando precisasse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além de amigo e protetor, o senhor foi - e graças a Deus ainda é - o meu grande mestre. "Você precisa aprender a fazer de tudo, mesmo que nunca vá fazê-lo". Com esta frase aparentemente contraditória o senhor&amp;nbsp;procurava convencer-me&amp;nbsp;de que eu precisava lavar e encerar&amp;nbsp;seu caminhão, lavar a sua lona, limpar o quintal de casa e a&amp;nbsp;passar as férias escolares de janeiro pintando as chapas da carroceria, o&amp;nbsp;chassis e os pára-barros do seu caminhão. Enquanto meus colegas passavam os sábados e os domingos jogando e se divertindo no clube,&amp;nbsp;a uma esquina de casa, lá estava eu colocando a mão na massa, sob o sol quente, sem entender o porquê. "Um homem não pode ter preguiça", "Faça bem feito e fará uma única vez" e "O&amp;nbsp; nome de um homem vale mais que o seu dinheiro" são algumas das frases chatas, porém sábias que o senhor sempre disse,&amp;nbsp;e que&amp;nbsp;tão importantes&amp;nbsp;foram para a moldagem do meu caráter e para que eu me tornasse um homem de bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por mais estranho que isso possa parecer, eu tenho que agradecê-lo por ter sido tantas e tantas vezes meu maior inimigo. Ao invés de motivar-me, o senhor sempre dizia que eu era mole e que nunca ia ser ninguém. Ao invés de paparicar-me com elogios&amp;nbsp;- mesmo que, de fato, eu realmente os merecesse... - o senhor limitava-se a elogiar-me para os outros, sem que eu jamais soubesse o que realmente achava de mim. Isso fez com que eu me tornasse&amp;nbsp;uma pessoa humilde, sempre disposta a melhorar.&amp;nbsp;"Está bom, mas pode melhorar", era o que o senhor dizia quando assinava as minhas provas de Matemática e de Português, ignorando quando eu lhe dizia que elas&amp;nbsp;eram as maiores notas da&amp;nbsp;turma. Eu bem me lembro de suas palavras quando fui selecionado para servir o tiro-de-guerra: "Lerdo do jeito que você é, você não vai conseguir arranjar&amp;nbsp;emprego nunca!&amp;nbsp;No tiro-de-guerra o sargento vai te chutar todos os dias, quem sabe você não vira homem?". O senhor não se importava com o fato de eu ter sido o melhor aluno da turma de formandos no colégio, em 1990, ou&amp;nbsp;de ter sido o orador da turma, nem tampouco de ter sido o melhor aluno&amp;nbsp;dentre os&amp;nbsp;formandos em contabilidade de 1993. E o fato de o senhor não se importar também fez com que eu não me importasse e procurasse sempre alcançar algo que lhe chamasse a atenção... Se não fosse pelo senhor, eu poderia ter me tornado uma criatura arrogante e&amp;nbsp;cheia de si diante de tantas vitórias. Papai, as palavras do senhor,&amp;nbsp;e também a&amp;nbsp;falta delas, sempre mexiam&amp;nbsp;comigo. Quando isso acontecia, eu dizia pra mim mesmo: "Eu vou provar para ele que eu consigo." Graças a estes desafios, eu acabei me tornando forte e determinado. E contrariando o que o senhor previu, fui homenageado na formatura do tiro-de-guerra com honra ao mérito por ser o atirador mais disciplinado, dedicado e, ainda, o mais rápido para desmontar o fuzil.&amp;nbsp;Isso tudo, papai, graças ao fato do senhor ser o meu melhor (e talvez único...) inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É claro que,&amp;nbsp;como todo&amp;nbsp;ser&amp;nbsp;humano, o senhor demonstrou também ser imperfeito e muitas vezes me deixou muito triste. Além da surra injusta que me aplicou, o senhor deu-me uma resposta aos 8 anos que acabou mudando minha personalidade pelo resto da vida. Quando perguntei-lhe por que meus amigos de classe estavam namorando e eu não, o senhor respondeu-me, entre risos:&amp;nbsp;"Uai, porque você é feio, ora!" Hoje eu entendo que aquilo foi dito em tom de brincadeira, mas eu não tinha idade suficiente para entender que se tratava de uma.&amp;nbsp;Outro dia assisti na internet a uma palestra que o fundador da Apple, Stevie Jobbs, proferiu para formandos da Universidade de Stanford. Em um dos pontos mais belos da palestra, ele menciona que a gente só entende a vida olhando para trás e conectando os pontos. Pois bem. Vendo hoje o rumo que minha vida seguiu e "conectando os pontos", eu lhe sou grato também por ter dito aquilo. Sem querer, aquelas palavras me tornaram um jovem diferente e introspectivo, cuja baixa auto-estima não deixou outra alternativa que não fosse dedicar-se aos livros. Dez anos depois eu recuperaria minha auto-estima através de um tratamento em um renomado psicólogo, em sessões caríssimas que o senhor pagou com o suor de seu trabalho. Foi a redenção para qualquer exagero que o senhor tenha cometido em minha educação. Antes disso, aos 12 anos, o senhor também desembolsara um bom dinheiro pra que eu me tratasse de meu problema na coluna, pagando aulas de natação e sessões de fisioterapia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Devo confessar ao senhor que algumas de nossas melhores conversas têm acontecido desde que me casei. Em uma delas, o senhor disse algo que me deixou pensativo. "Você é o que eu devia ter sido".&amp;nbsp;Talvez o senhor tivesse chegado mais longe se tivesse um pai tão bom e dedicado quanto o que eu tive. Por outro lado, aquelas palavras tristes, ditas enquanto o senhor&amp;nbsp;olhava para o chão,&amp;nbsp;serviram como&amp;nbsp;elogio. A única conclusão a que chego é que se eu fosse um filho do qual o senhor não se orgulhasse, o senhor jamais teria dito aquelas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se algum dia o senhor ler essas palavras, vai se lembrar que eu só aprendi a escrevê-las porque o senhor decidiu mudar-se da roça para a cidade. Caso contrário, eu teria crescido entre vacas e cavalos, ordenhando vacas e as apartando, ou mesmo teria me tornado um excelente tratorista. Contrariando o que muitos pais pensam em relação a seus filhos, o senhor nunca quis que eu seguisse a mesma profissão que a sua. E foi justamente por isso que o senhor me mostrava o lado duro de ser motorista de caminhão.&amp;nbsp;&amp;nbsp;"Um orgulho eu tenho:&amp;nbsp;meu filho não virou motorista", diz sempre o senhor a todo mundo. Mais uma vez o senhor tem razão:&amp;nbsp;não fosse pela sua insistência, eu não teria sequer prestado vestibular para Química em uma universidade privada. Eu, que tanto queria estudar em uma universidade pública, poderia ter sequer&amp;nbsp;ido para uma universidade&amp;nbsp;não fosse por aquela conversa em janeiro de 1995, na oficina do tio "Bichim", enquanto pintávamos as chapas da carroceria do seu caminhão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dentre todas as coisas que o senhor dizia quando eu era adolescente, uma das que&amp;nbsp;mais me irritava era: "Um dia você vai me agradecer." Pois é, papai, esse dia chegou. Mas ao invés de ficar irritado ou contrariado pelo fato de o senhor ter novamente razão, preferi escrever estas palavras para manifestar não apenas a minha gratidão ou o quanto sou agradecido pelo senhor, mas também para demonstrar o quanto eu o amo. Tê-lo como pai é um privilégio, é uma dádiva de Deus. O Miguel, com certeza, tem no senhor um grande avô. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao&amp;nbsp;escrever estas palavras, na esperança de que eu fosse eliminar um peso dos ombros como filho, dou-me conta de que, como pai, tenho&amp;nbsp;um outro ainda maior: ser para o Miguel um pai tão bom quanto o senhor foi para mim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6554701514269497264?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6554701514269497264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6554701514269497264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6554701514269497264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6554701514269497264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/um-dia-voce-vai-me-agradecer.html' title='Um dia você vai me agradecer'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6900831601688625533</id><published>2011-10-17T17:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-17T17:28:10.489-03:00</updated><title type='text'>Quem precisa de um blue ray?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quinta-feira, 13 de outubro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;16h.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;Estamos caminhando em direção à saída do Novo Shopping Ribeirão Preto. Débora e eu estamos exaustos. Apesar de seus ombros empinados, percebo que ela não vê a hora de deitar no banco do carro e tirar um cochilo durante a viagem de volta. Quanto a mim, são&amp;nbsp;minhas pernas que estão me matando. Penso então em quão equivocado eu estava ao escolher um sapato de sola baixa ao invés de um tênis confortável pra vir passear aqui. Apesar do cansaço, tenho um súbito ataque de consumismo. “Amor, vou entrar aqui na Ricardo Eletro pra comprar um Blue Ray rapidinho, tá?”. A reação dela já era esperada. “Como é que é? Mas você vai comprar um Blue Ray pra quê?” A uma pergunta esperada, dou uma resposta preparada: “Quando a gente assiste a um Blue Ray, a resolução da imagem fica perfeita.” Infelizmente para mim, ela não parece estar convencida. “Mas esse aparelho de Blue Ray é caro, não é? A gente está precisando disso agora?” Embora ela esteja com a razão, é tarde demais: o consumismo tomou conta deste pobre mortal ao ponto de me conformar em ter que utilizar o crédito para comprar o maldito/bendito aparelho. “Por favor, meu anjo, sente-se aqui neste banco e espere um minutinho. Eu não demoro É rapidinho!.” A tática de usar os diminutivos enquanto se conversa com uma mulher é infalível! E dizendo isso, sigo a passos largos em direção à loja. De longe avisto o lugar na prateleira onde ficam os reprodutores de DVD e de Blue Ray e sigo em direção a eles. No caminho, entretanto, sou abordado por um dos vendedores. “Boa tarde. Posso ajudar o senhor?”. O vendedor é extremamente solítico e atencioso. Quando digo que quero um aparelho de blue ray, ele me convida para ver no sistema os modelos disponíveis. “Vem cá um minuto, por favor.” Sento-me então à sua frente, e ele à frente de um monitor. “Nós temos modelos da LG e da Phillips. O senhor tem alguma preferência?”, pergunta o vendedor com a segurança de quem sabe o que está realmente me falando. “Eu quero um Phillips. Tem no estoque?’ Ele balança a cabeça e me pede, mais uma vez, para acompanha-lo. Sigo então por entre as mercadorias e chego até a porta do estoque. Enquanto o rapaz vai buscar o aparelho, faço-lhe a pergunta que todo mundo gostaria de saber: “Por que a loja da Ricardo Eletro lá em São Joaquim da Barra fechou?” Meio sem jeito, o vendedor diz algo que não deveria: “Bom, eu ouvi falar que é porque lá não vendia bem, que os vendedores de lá eram meio fracos...” Esboço uma cara de quem entendeu. Lembro-me então das duas ocasiões em que entrei em lojas desta rede. Na primeira delas, nesta mesma unidade, fiquei mais de 50 min em frente ao caixa aguardando o sistema voltar. Na segunda, na referida loja em São Joaquim da Barra, quando a Débora quis comprar uma sanduicheira, a vendedora não quis negociar o preço da concorrência. “Ah, se o Ricardo ficar sabendo disso...”, disse eu em alusão às propagandas que o dono da rede faz na televisão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Em menos de um minuto o rapaz volta com uma embalagem nas mãos contendo o aparelho de Blue Ray que está próximo de ser meu. “Amigo, você divide o preço em duas vezes? Eu te pago uma à vista e a outra você coloca no crédito, pode ser?” Ele concorda. Seguimos então para o computador, onde ele precisa fechar a compra. “Bom, o preço dele é R$499,00. Dá pra te fazer R$400,00”. Assustado com o preço, peço licença, e ali mesmo em sua frente faço uma ligação para o meu amigo Necrão pedindo informações sobre um aparelho de Blue Ray que ele comprara tempos atrás. Direciono então minha conversa com ele para que o vendedor perceba que seu produto está acima do preço. Após algumas tentativas, o preço fica fechado em R$360,00. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Enquanto o vendedor segue preenchendo um sem número de campos, o celular toca. “Amor, você já está terminando?” Respondo-lhe que estou terminando. A batalha que se segue entre o vendedor e o sistema é desleal. São várias páginas que se fecham, outras que travam e, por fim, algumas que não aceitam o preço que ele colocou. Mais de 30min depois, levanto-me e dirijo-me até a Débora, que se levanta quando me vê. “Ué, cadê o aparelho?” Explico-lhe que o sistema está dando problemas, peço-lhe para esperar um pouco mais e volto para fechar o negócio com o vendedor. O que presencio, no entanto, é uma cena constrangedora: o vendedor, após mais de 20min de tentativas, chama o gerente, que tem uma explicação clássica para a situação: “O sistema travou”. O vendedor respira fundo, e na esperança de efetuar sua primeira venda da semana, reinicia o preenchimento de todos campos que havia preenchido até aquele momento. Eis que após tentar confirmar a venda, o sistema não aceita novamente os dados. Paciente, assisto à mesma cena umas quatro vezes. Após uma hora e dez minutos, levanto-me da cadeira e, desapontado, coloco a mão no ombro daquele vendedor desesperado, vítima do(s) sistema(s) e me despeço. “Meu amigo, desculpe-me, mas eu tenho que ir. Meu tempo se esgotou”. Ele balança a cabeça, derrotado, sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. Quando a Débora me vê chegando de mãos abanando, fica curiosa. “Cadê o aparelho? Esperei tanto tempo e você não comprou?” De ombros caídos, só há uma resposta a dar-lhe: “Você tinha razão: eu não preciso de um aparelho de Blue Ray...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6900831601688625533?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6900831601688625533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6900831601688625533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6900831601688625533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6900831601688625533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/quem-precisa-de-um-blue-ray.html' title='Quem precisa de um blue ray?'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-2113083914795027120</id><published>2011-10-13T06:00:00.003-04:00</published><updated>2011-10-14T12:26:46.564-04:00</updated><title type='text'>O dia em que doei meu carro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lGD1utiK3ok/TpYoAaeM9AI/AAAAAAAAAVE/PX_NWLsUVm8/s1600/Du-01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://1.bp.blogspot.com/-lGD1utiK3ok/TpYoAaeM9AI/AAAAAAAAAVE/PX_NWLsUVm8/s320/Du-01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Domingo, 21 de agosto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b style="color: blue;"&gt;9h.&lt;/b&gt; Estamos em casa quebrando o desjejum. Débora à minha frente, Miguel ao nosso lado, acomodado em seu carrinho de bebê. Olha-nos o tempo inteiro, às vezes para mim, às vezes para a Débora. Parece encantado por estar vivo. Fixo o olhar nele e me emociono. Pego-o então no colo e o abraço fortemente contra o peito, beijando-lhe várias vezes o rostinho, cuja pele ainda não experimentou os danos causados pelos raios ultravioleta. Subitamente nosso momento pai-filho é quebrado pelo toque do telefone. É minha mãe dizendo que há um homem interessado em comprar o carro, que está lá vendo o carro mas que está com pressa. “Desce aqui, depressa!”, pede ela, com o velho tom de mãe que acha que sempre vai mandar no seu filho. Contrariado, devolvo o Miguel ao carrinho, corro para o banheiro, escovo os dentes, pego a chave do carro e parto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Enquanto vou vencendo as esquinas em direção à casa de meus pais, vou me lembrando de minhas experiências com carro que coloquei à venda. Trata-se de um Gol CL 1.6, ano 1989, à álcool. Comprei-o do Agnaldo, um vendedor de carros amigo do papai, em 1998, meu último ano na faculdade e no almoxarifado da Usina Alta Mogiana. Como sempre, o papai fez a maior força pra eu comprá-lo, chegando inclusive a colocar a mobilete de minha irmã no negócio pra completar o dinheiro. Minha irmã, na época com 18 anos, ficou irritadíssima com ele, e de nada adiantou devolver-lhe o dinheiro naquele ano. Assim que o adquiri, fiz um baita sacrifício para comprar umas rodas de liga leve para deixá-lo com uma aparência mais arrojada. Se por um lado eu fazia de tudo para deixá-lo como eu queria, por outro o universo parecia conspirar para que as coisas sempre dessem errado. Por exemplo: em 2001 um rapaz embriagado bateu na traseira dele enquanto estava estacionado em frente à casa da vovó Maria. Ao ouvirmos um forte barulho enquanto almoçávamos, corremos em direção ao portão. Ao abri-lo, avistamos um rapaz aparentando entre 30 e 40 anos, com a testa sangrando, completamente embriagado, conduzindo uma criança no banco traseiro de um Fusca. A colisão projetara meu carro cerca de 2m à frente... O prejuízo, na época em torno de R$200,00, acabou ficando por minha conta. Quinze dias depois algum malandro arrombou-o enquanto estava estacionado em frente à casa da Débora, arrancou o tampão traseiro com os auto-falantes e os levou. A partir daquele dia eu fiquei desiludido e passei a preocupar-me apenas com a manutenção mecânica. Em 2003 eu derreti a junta do cabeçote do motor pela primeira vez em uma de minhas viagens para Franca. Na época, convidei meu primo Frederico para ir comigo. Enquanto falava com ele, que estava do outro lado do muro, fui completando a água do radiador. O fato é que eu acabei me esquecendo de colocar a tampa do reservatório quando terminei... Acabei ficando na estrada, e pra não perder a aula, deixei o carro no acostamento e cheguei ao destino de carona com um ônibus de estudante. No mês seguinte, novamente indo para Franca com a Débora, o cabeçote do radiador estourou, fazendo com que eu quase “fundisse” o motor novamente. Foi também com ele que viajamos para nossa lua-de-mel, em Poços de Caldas. Era ele que eu dirigia quando atropelei um motoqueiro a quatro esquinas de casa há 3 anos. E foi também com ele que viajei para Franca durante seis anos e no qual Débora e eu dávamos voltas e mais voltas pela cidade na época em que éramos namorados. Foram 13 anos de história e mais de 300 mil quilômetros rodados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;Quando finalmente chego à casa de meus pais, avisto um homem negro sentado no banco de madeira em frente ao meu carro. Ele sorri e me cumprimenta. Parece ser boa pessoa. Aos poucos vou sabendo sua história: assim como meu pai, é motorista e já teve um carro parecido com o que estou vendendo, mas que precisou desfazer-se dele para comprar seu caminhão. Ao que parece, sua esposa recebeu uma herança e agora quer comprar um carro para sua filha. “Vamos fazer o seguinte: eu te dou R$5.000,00 e você deixa o som e as rodas”, diz ele para começarmos a conversa. Esboço um sorriso, indignado. “Eu estava pensando em pedir R$7.000,00 e deixar só as rodas.” Agora é ele quem ri. Começo então a argumentar: “Veja só: é um carro muito conservado. Os bancos são do Gol moderno e o alternador é de 105 ampéres”, explico-lhe, tentando valorizar o produto. “É... mas a pintura do teto ta um pouco judiada...”, retruca ele. Após pensar, ele faz uma proposta: “Vamos fazer o seguinte: eu pago R$6.000,00 à vista e você deixa a fiação para o som e coloca uma bateria nova”. Fixo o olhar para um ponto qualquer do chão, procurando uma resposta. É um valor muito abaixo do que eu queria... Eis que o bom senso me abandona e eu sou tomado pela emoção. Dou-me conta de que estou vendendo um carro que não estou mais usando, que está parado debaixo da mangueira da casa de meus pais, sem bateria, e que sou privilegiado por ter dois carros. O homem que se candidatou a comprá-lo é um homem trabalhador, que provavelmente está passando pelas mesmas dificuldades que meu pai. Por um instante sinto-me o pior dos homens, como se quisesse tirar vantagem de um pai de família. Meu coração então amolece e eu aceito vender o carro por R$6.000,00.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;&lt;b style="color: red;"&gt;Sábado, 27 de agosto.&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;9h30min&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Estou saindo da casa da mamãe quando avisto o meu antigo carro, agora com seu novo proprietário ao volante. Está com sua esposa, que se dirige a mim pedindo gentilmente o xerox do documento para poderem pagar o seguro obrigatório. “Claro! Por favor, me sigam até o Xerox. Vou providenciar isso já!” Cinco minutos depois eu entrego a cópia do IPVA nas mãos do novo proprietário, com um sorriso no rosto. No entanto, o homem naquele carro parece ser outro. A expressão de homem bom parece ter desaparecido e dado lugar a um homem com humor ácido. “Se eu soubesse que o seguro venceria agora, não seria eu quem iria pagar”. Por uma fração de segundos meu sangue ferve. Ora, eu abri mão das rodas de liga leve que tanto gostava e ainda coloquei uma bateria novinha! O carro está com a mecânica impecável, com bancos novos e lataria praticamente sem podres! E eu entreguei o carro a ele por um preço muito abaixo do que eu queria, para uma pessoa que agora demonstra não apenas ingratidão, mas também um tom de quem quis realmente levar vantagem. “Pois se eu soubesse que você era assim, você não estaria sentado nesta banco, meu chapa!”, é o que meus pensamentos me impulsionam a dizer-lhe. Mas o bom senso, aquele mesmo que me abandonou quando vendi o carro, me aparece novamente. Dou então um tapa em seus ombros, ofereço-lhe um sorriso falso e dou-lhe as costas. “Boa sorte com seu carro novo.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-2113083914795027120?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/2113083914795027120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=2113083914795027120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2113083914795027120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2113083914795027120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/o-dia-em-que-vendi-meu-carro.html' title='O dia em que doei meu carro'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lGD1utiK3ok/TpYoAaeM9AI/AAAAAAAAAVE/PX_NWLsUVm8/s72-c/Du-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-261428650393898811</id><published>2011-10-11T19:53:00.015-04:00</published><updated>2011-10-11T20:09:28.920-04:00</updated><title type='text'>Lembranças da tia Augusta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A primeira lembrança que tenho da tia Augusta data de quando eu tinha 4 ou 5 anos. Na época, o papai levou-me até a casa da tia Alice pra visitar uns parentes que moravam no Paraná (anos depois eu descobriria que Paraná é um estado e não um lugar, e que a cidade em que eles moravam chamava-se Cambira). Dentre minhas lembranças, não tenho nenhuma em que a casa da tia Alice estivesse tão cheia. Já era noite e eu estava morrendo de sono. Quando cheguei na sala, todo mundo estava sentado, olhando para mim. Tímido, sempre acostumado a viver entre os milharais de Quirinópolis-GO, eu me escondi atrás da perna do papai. “Filho, pede bênção pro tio Chiquinho e pra tia Augusta”. Bem, na época eu não fazia idéia de quem eram eles, mas sabia que nunca tinham ido nos visitar lá em Quirinópolis-GO. Tive então a brilhante idéia de me recusar a pedir bênção. Foi a primeira vez que apanhei do papai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;mbora morasse bem longe da gente, a tia Augusta tinha um carinho muito grande pelo papai e pela mamãe. Pesquisando no álbum de casamento deles, descobri que a tia Augusta e o tio Chiquinho vieram de Cambira para serem&amp;nbsp;padrinhos de casamento de meus pais. Conhecendo hoje as circunstâncias em que o casamento aconteceu, posso afirmar que isso foi uma prova enorme de consideração e de carinho pelos meus pais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zn8Fz3O6620/TpTVwZLye0I/AAAAAAAAAU0/SUMV8v5b-L0/s1600/Digitalizar0165.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://3.bp.blogspot.com/-zn8Fz3O6620/TpTVwZLye0I/AAAAAAAAAU0/SUMV8v5b-L0/s320/Digitalizar0165.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vasculhando em minha memória, encontrolembranças de ter ido visitar a tia Augusta por volta de 1986, época em que uma de nossas primas se casou. Lembro-me de ter ficado encantado com a casa dela, toda construída em madeira. Uma casa incrivelmente aconchegante. A casa ficava no fundo de um terreno bem extenso, e como&amp;nbsp;o fundo estava em um nível mais elevado que a frente, a casa parecia estar no alto de uma colina. Simplesmente linda! A tia Augusta cuidava de tudo com muito capricho. Nunca me senti em um lugar tão agradável...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Outras lembranças que tenho da tia Augusta só me aparecem mais de uma década depois. Agora já adulto, guardo com certa riqueza de detalhes minha passagem por lá&amp;nbsp;nos últimos dias de 1998. Munido de meus livros, que eu levara para estudar para a prova de ingresso no mestrado, era difícil resistir aos papos com a tia Augusta. Ela guardava detalhes e histórias de meus bisavós e do tio Eduardo que meu avô havia esquecido. Tão agradável quanto ela era o tio Chiquinho. No fritar dos ovos, acabei engordando uns três quilos&amp;nbsp;e acabei optando por estudar nas madrugadas a perder a oportunidade de falar com ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Retornamos à Cambira em 2002. Passados quatro anos, as coisas estavam bem diferentes na “casa da colina”. Tio Chiquinho havia sofrido um derrame nos olhos e perdera a visão. A tia Augusta que conheci naquele ano mostrara-se uma esposa apaixonada e dedicada. Bastava o tio Chiquinho esboçar alguma palavra e lá estava a tia Augusta ao seu lado. Embora pernoitássemos na casa de nossa prima Sueli, que na época era delegada de polícia, era na casa da tia Augusta que fazíamos todas as nossas refeições. Auxiliada pela prima Sônia, que ali também morava com os primos Fontana, Vinicius e Maria Augusta, ela fazia questão de que fôssemos muito bem tratados. Foi nessa ocasião em que tive minhas conversas mais longas com o tio Chiquinho. Já cego, ele me contou que sonhara estar em uma festa flertando com duas damas e foi atacado&amp;nbsp;por dois homens. Um deles foi acertado com um soco e caiu. O outro desviara. “Imagina, Duardo! Ele quase me acertou!”, exclamava a tia Augusta, assustada com o fato do tio Chiquinho ter desferido um soco contra ela enquanto dormia, presumindo que estivesse lutando de verdade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Foram dias muito bem aproveitados. A viagem de volta, porém, foi dolorosa, pois eu sabia&amp;nbsp;que aquelas tinham sido minhas últimas conversas com ele. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ijo8CVnDSbw/TpTWVM99G1I/AAAAAAAAAU8/J2nqCkLYfTA/s1600/2001.jan-TioChiquinho+TiaAugusta-01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://3.bp.blogspot.com/-ijo8CVnDSbw/TpTWVM99G1I/AAAAAAAAAU8/J2nqCkLYfTA/s320/2001.jan-TioChiquinho+TiaAugusta-01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cQPS5RvA1wQ/TpTVWG8bisI/AAAAAAAAAUs/hSU-hWiaIMI/s1600/2001.jan-TioChiquinho+TiaAugusta-02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://4.bp.blogspot.com/-cQPS5RvA1wQ/TpTVWG8bisI/AAAAAAAAAUs/hSU-hWiaIMI/s320/2001.jan-TioChiquinho+TiaAugusta-02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Retornamos à Cambira em 2006. Tia Augusta parecia não ter envelhecido, mas suas pernas começavam a ficar pesadas. Passava a maior parte do tempo na cama ou sentada à mesa da cozinha, conversando comigo, com o papai ou com a mamãe. Sempre atenciosa e procurando garantir que fôssemos bem tratados, ela se apresentava como uma avó doce, atenciosa e carinhosa. Foi nesta ocasião em que tive com ela minhas mais longas conversas, a maioria delas sobre o passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-X5eyLc3nNx0/TpTSSdZBmTI/AAAAAAAAAUc/4nma2REJw-M/s1600/Cambira+set-06+foto+23.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-X5eyLc3nNx0/TpTSSdZBmTI/AAAAAAAAAUc/4nma2REJw-M/s320/Cambira+set-06+foto+23.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vi a tia Augusta pela última vez em janeiro de 2007. Estava um pouco mais nervosa que antes, talvez por ter perdido parte da força nas pernas, mas continuava doce e atenciosa. Seus olhos claros estavam agora menores e ainda mais cheios de ternura. Quando me olhavam, faziam com que eu tivesse vontade de abraça-la. E como era caloroso o abraço dela... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mDCu1y4OwLM/TpTUzIzNJfI/AAAAAAAAAUk/DjiH6JfLa6M/s1600/2007.jan-Foto+13.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-mDCu1y4OwLM/TpTUzIzNJfI/AAAAAAAAAUk/DjiH6JfLa6M/s320/2007.jan-Foto+13.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify; text-indent: 40.5pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tia Augusta nos deixou na madrugada do dia 10 de outubro, após quase um século de vida. Dedicada aos filhos e aos netos, era querida e adorada por todos, que certamente agora estão, assim como eu, com um enorme vazio no peito. Minhas lembranças da tia Augusta são tão doces quanto os aperitivos que ela nos oferecia como sobremesa. Ao lembrar dela, é impossível não sentir saudade. Queria que ela tivesse conhecido meu pequeno Miguel, mas Deus devia estar precisando de pessoas boas ao seu lado e a chamou para ocupar o lugar que ela tanto merece. Mas certamente ele a conhecerá &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pelas minhas palavras e pela sua voz italiana das gravações de algumas de nossas conversas. Obrigado, tia Augusta, pelo privilégio de ter vivido momentos tão especiais ao lado da senhora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-261428650393898811?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/261428650393898811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=261428650393898811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/261428650393898811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/261428650393898811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/lembrancas-da-tia-augusta.html' title='Lembranças da tia Augusta'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zn8Fz3O6620/TpTVwZLye0I/AAAAAAAAAU0/SUMV8v5b-L0/s72-c/Digitalizar0165.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1621149379460851521</id><published>2011-10-09T06:00:00.004-04:00</published><updated>2011-10-09T06:00:05.960-04:00</updated><title type='text'>Crônica 7 - Lealdade moderna</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Houve uma época, em um país bem distante, em que os empregos de uma grande empresa eram selecionados através de rígidos processos seletivos. Havia pouquíssimas vagas e os salários oferecidos eram altíssimos. Quando abria uma vaga, surgiam candidatos de todos os cantos do país e do mundo. Os processos seletivos eram longos e muito disputados, pois o nível dos candidatos e das provas estavam à altura dos salários oferecidos. A seleção era feita em três etapas: uma prova escrita, de conhecimentos específicos, que era eliminatória, uma entrevista e avaliação do currículo do candidato. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Álvaro sempre sonhara em trabalhar naquela grande empresa, onde havia estagiado na época de graduação. Foi durante seu estágio que conheceu Nelson, um dos gerentes da empresa. Álvaro admirava Nelson pela sua forma informal de lidar com os funcionários da empresa e pela dinâmica com que gerenciava seu setor. Por outro lado, Nelson enxergou em Álvaro um potencial que o próprio desconhecia. Seus incentivos foram indispensáveis para que Álvaro tivesse um desempenho excepcional durante seu estágio, aumentando inclusive a produtividade do setor de Nelson, o que lhe rendeu não apenas elogios do diretor, mas também um bom aumento de salário. Os dois acabaram se ajudando mutuamente, e após o final do estágio, mantiveram um laço de amizade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Na formatura, Álvaro graduou-se com todas as honras que um bom aluno podia conseguir, e logo conseguiu um excelente emprego. Aos poucos conseguiu economizar dinheiro e comprar seu carro, construir sua casa, casar-se e constituir uma linda família. Embora Álvaro estivesse feliz, o sonho de trabalhar naquela grande empresa nunca o abandonara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Eis que um dia Álvaro recebeu um telefone de Nelson. “Vamos abrir uma vaga aqui na nossa empresa, e eu gostaria que você se candidatasse. Precisamos de alguém com o seu perfil: ético, dedicado, responsável e que saiba trabalhar em equipe”. Imediatamente um frio percorrera a espinha de Álvaro, deixando-o paralisado. “Temos vários currículos aqui, mas conhecendo o seu currículo, posso dizer que você só perde pra você mesmo”. Álvaro não sabia o que dizer. Era a oportunidade por que ele tanto esperava. Além disso, a idéia de trabalhar ao lado de Nelson em muito o agradava, principalmente pela amizade e respeito que tinha por ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;A partir daquele dia, Álvaro passou a dedicar suas madrugadas para estudar para o tal concurso. “Você só perde pra você”. A frase pronunciada por Nelson ao telefone funcionava como um combustível para ele. “Se eu não fizer merda, a vaga é minha. Não dá nem pra acreditar!”, pensava. Os meses se passaram e o dia do concurso enfim chegou. Álvaro obteve a melhor nota na prova escrita. Seu desempenho deixou-o aliviado e confiante. Nelson, que acompanhara a correção das provas, ligou para parabenizar-lhe pelo resultado parcial. “Você mandou bem! Até agora, pelo seu desempenho, a vaga é sua!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Vieram então a entrevista e a avaliação de currículo. O processo seletivo durara praticamente uma semana. Ao final do quinto dia, Álvaro, que fez o seu melhor, estava exausto, porém ainda mantinha suas esperanças. Afinal, seu desempenho tinha sido excelente na prova escrita. Por outro lado, era impossível prever o resultado das provas de entrevistas e avaliação de currículo, que se baseavam em critérios subjetivos. No entanto, as palavras de Nelson não lhe saíam da cabeça. “Precisamos de alguém com o seu perfil: ético, dedicado, responsável e que saiba trabalhar em equipe”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Quatro anos se passaram. Álvaro continuou trabalhando na mesma empresa desde o término da graduação. Para a vaga que ele tanto sonhava foi escolhido um candidato que tivera um rendimento na prova escrita muito abaixo do seu. Sem saber os critérios que foram utilizados para a seleção, nem tampouco quais erros ele havia cometido durante a entrevista, Álvaro continuou trabalhando com afinco para aumentar a produtividade da empresa. Certo dia, decidiu sair mais cedo do trabalho e decidiu passar na empresa de Nelson para visitá-lo. Quando chegou à sala de Nelson, ouviu a voz de alguém conversando com ele. Álvaro ficou prostrado, sem saber o que fazer. Foi quando identificou a voz da outra pessoa como sendo aquele que fora aprovado no concurso que ele prestou há quatro anos. Em outras palavras, era a pessoa que ocupava a vaga que ele tanto quis um dia. Conteve o ímpeto de girar a maçaneta, e ao mesmo tempo conteve-se, evitando girar os calcanhares e ir embora. Foi então que conseguiu ouvir com clareza a voz de Nelson. “Você é a melhor contratação que nós poderíamos ter feito. Álvaro era bom, mas não tinha iniciativa e era pouco criativo”. Embora soubesse reconhecer os méritos do rapaz que ocupava a vaga que ele quis, Álvaro sentiu-se ferido e traído com aquelas palavras. Afinal, teria Nelson sido sincero com ele durante aquela ligação? Teria Nelson mudado de idéia ou será que aquele que se escondia atrás da porta era o verdadeiro Nelson que jamais se revelou a Álvaro? Ou, ainda, será que a admiração que Álvaro tinha por ele o impediu todos aqueles anos de enxergar o verdadeiro Nelson? Enfim, um sem número de interrogações sobre a amizade e a lealdade de Nelson lhe surgiu à mente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.0pt;"&gt;Álvaro manteve contato com Nelson, porém nunca lhe contou o que ouvira por trás da porta naquele dia em que fora visitá-lo na empresa. Um ano depois de ter ouvido a conversa por trás da porta, Álvaro recebeu uma ligação de Nelson. “Álvaro, abriu uma vaga aqui na empresa e eu gostaria que você se candidatasse. Precisamos de alguém com o seu perfil: ético, dedicado, responsável e...”. Sem deixar que Nelson terminasse, Álvaro deu-lhe como resposta o “tu-tu-tu” do telefone desligado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: blue; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;&lt;b&gt;Seja leal, mas não espere lealdade de quem você a dedica.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1621149379460851521?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1621149379460851521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1621149379460851521' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1621149379460851521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1621149379460851521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/cronica-7-lealdade-moderna.html' title='Crônica 7 - Lealdade moderna'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1164170480664811381</id><published>2011-10-07T06:00:00.000-04:00</published><updated>2011-10-07T06:00:06.091-04:00</updated><title type='text'>De joelhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;30 de janeiro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. São &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;15h&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Estamos na festa de casamento de meu amigo Carlos, que eu conheço há quase 20 anos. Seus pais são pessoas de bem e sempre me trataram como se fosse filho deles. Estamos sentados à mesa com eles, contando lorotas e nos divertindo. Acabamos de "passar a gravata". O dinheiro arrecadado foi excelente! Mas... está chegando a hora de ir embora. Às 17 horas jogarei minha primeira partida de futebol do ano. Foi uma das promessas que fiz no início do ano: vou cuidar de minha saúde e voltar a jogar futebol. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 17h43min.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estou na quadra de grama sintética do Renato Requi, a três esquinas da casa de meus pais. Nossa turma é constituída por&amp;nbsp;rapazes muito mais jovens que eu, mas eu não passo vergonha. Ainda dou meus chutes “de bico” para o gol e consigo ser eficiente na marcação. Esta é minha última partida do dia. Aliás, a última deveria ter sido a anterior. Já estou cansado e satisfeito com meu desempenho após tanto tempo sem jogar. Eis que a bola sobra para mim. Respiro fundo, corto para a direita e ensaio uma arrancada para o ataque. Um passo, dois passos... e meu pé se prende na grama e meu joelho se desloca, fazendo um barulho enorme. “Puta que pariu, o joelho dele fudeu!”, grita um colega que está assistindo ao jogo do alambrado. Já no chão,&amp;nbsp;levo a mão ao joelho direito. Acho que nunca senti tanta dor em minha vida. “Não fui eu!”, diz um que estava próximo. Não, a culpa não foi de ninguém. Eu caí sozinho! Apóio-me no ombro de dois colegas, que me ajudam a pular na perna esquerda até chegar ao&amp;nbsp;alambrado. Ali permaneço até o final do horário, com as proteções para o joelho, que nada adiantaram, nas mãos. Mal consigo colocar o pé no chão...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; tab-stops: .5in; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;18h15min.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Com dificuldade, consigo subir as escadas da garagem e chegar à porta da cozinha. Quando ouve meus gemidos, Débora leva as mãos ao rosto, assustada. “Meu Deus, o que aconteceu?”, pergunta ela, preocupada. “Nada, não, amor. Acho que não irei andar nunca mais. Estourei todos os ligamentos do joelho!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; tab-stops: .5in; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;15 de fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;13h50min.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Estou sendo avaliado pelo fisioterapeuta aqui da faculdade. Ele faz inúmeros testes e não encontra nada de grave. “Talvez tenha sido algum ligamento lateral, mas não é nada pra se preocupar.” Serão dois meses de fisioterapia intensos. Pelo menos vou ficar bem. Ele disse que, de qualquer forma, devo procurar um médico e fazer uma ressonância, pois não dá pra dar um diagnóstico confiável sem a ressonância.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; tab-stops: .5in; text-align: justify; text-indent: 0.5in;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;5 de outubro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Enfim tomei coragem e procurei o médico especialista em joelhos. Conto a ele o meu caso. Ele pede pra eu subir na maca, pega minhas pernas pelas panturrilhas e as gira. “Viu só? Seu joelho direito está solto! Seu joelho está estalando por causa dos ligamentos. Você rompeu o ligamento cruzado anterior”. Preocupado, lanço a pergunta inevitável: “Tem cura?”. A resposta é a que eu mais temia: “Tem: cirurgia”. Ao notar meu pânico, ele continua: “Como não está inchando nem doendo, você poderá levar uma vida normal, mas não poderá jogar futebol, vôlei ou qualquer outro esporte em que&amp;nbsp;você pule, gire o joelho&amp;nbsp;ou precise dar arranques. Ah, um detalhe:&amp;nbsp;se você quiser fazer a cirurgia, é melhor que seja antes dos 40 anos." Depois de finalizar dizendo que posso ter futuramente uma artrose por causa de minhas pernas arqueadas como as do Garrincha, o médico senta-se e escreve uma carta de recomendação ao professor de educação física e prescreve uma lista caríssima de medicamentos para eu tomar nos próximos seis meses. Agradeço-lhe e me despeço, não apenas dele, mas também do futebol. A partir de agora, se eu tiver juízo, futebol só pela televisão e em minhas lembranças da adolescência, quando cheguei a jogar pelo time do clube da Baixada aos 14 anos. Diante de tudo isso, devo me ajoelhar diante de um fato irrefutável: estou realmente ficando velho...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1164170480664811381?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1164170480664811381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1164170480664811381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1164170480664811381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1164170480664811381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/de-joelhos.html' title='De joelhos'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1434803611219207016</id><published>2011-10-05T07:00:00.003-04:00</published><updated>2011-10-05T12:01:28.987-04:00</updated><title type='text'>Minhas professoras - parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dona Dalva foi minha professora en 1985 e 1986, na 3ª e na 4ª séries do ensino fundamental. Assim como a dona Neide, ela também havia sido professora de minha mãe. Embora eu guarde grande respeito e consideração pela dona Nadir e pela dona Neide,&amp;nbsp;tenho dona Dalva como uma verdadeira "mãezona". Além de ser uma ótima professora, era rígida como tinha que ser e sabia ser gentil quando precisava. Foi ela quem me salvou das brigas com o Paçoca e com o Betinho. Basta fechar de olhos para eu voltar à última sala do lado direito do segundo andar do bloco esquerdo da escola Manoel Gouveia de Lima, onde eu me sentava na última carteira. Na época, obviamente, eu ainda conseguia enxergar tudo o que ela escrevia na lousa sem precisar de óculos ou de lentes de contato. Quanta saudade...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No ano seguinte, em 1987, conheci as duas professoras que mais me marcaram, e que tiveram a maior importância na minha formação escolar.&amp;nbsp;As professoras Maria Auxiliadora da Rocha Corradini e a professora Ana Maria de Carvalho Perez foram as grandes responsáveis pela minha formação em Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente. Sempre elegante,&amp;nbsp;a dona Auxiliadora, como&amp;nbsp;era conhecida,&amp;nbsp;andava com as unhas feitas e com o cabelo sempre arrumado, na altura dos ombros. Já na quinta-série indicava livros pra gente ler e marcava um dia para o discutirmos na forma de seminário. Ensinava-nos as regras de pontuação, concordância, acentuação e tudo o que eu sei sobre Gramática da Língua Portuguesa. Aliás, devo ressaltar que é melhor utilizar o verbo saber no passado, pois com as mudanças nas regras, hoje estou totalmente desorientado. Ela sempre dizia que ninguém tirava A na prova dela. Acostumado a lidar com os desafios que o papai sempre me impôs, lembro-me de sempre levar as provas dela para ele assinar. Eram sempre as melhores da turma. Pois é, um dos únicos alunos analfabetos da 1ª. série viera a tornar-se o melhor aluno da turma. Bons tempos... Como a dona Auxiliadora morava há uma esquina de casa, minha mãe a via sempre indo pra escola. Mais um bom motivo pra eu ter andado na linha nos quatro anos em que ela foi minha professora. Não sei se terei oportunidade de dizer isso a ela pessoalmente, mas minha gratidão para com ela é imensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quanto à dona Ana, fica difícil expressar a grandeza do sentimento e do respeito que tenho por ela. Seus dois filhos, os gêmeos Fábio e a Fabiana, e seus dois sobrinhos, Anderson Perez e Fábio Turazza, estudavam na mesma sala que eu. Considero que isso foi um privilégio, pois ela ofereceu pra gente uma Matemática de altíssimo nível - afinal, estava ensinando aos seus próprios filhos.&amp;nbsp;Ao término da 8ª. série, alguns alunos foram prestar Vestibulinho no Anglo pra conseguir descontos no colegial. Eu fiquei em 13º dentre os 250 que prestaram. Pena que eram apenas 5 bolsas... A dona Ana exigia que a gente fizesse um livrinho com fórmulas – ela dizia que iríamos usá-lo pela vida toda – e deixava um dia da semana pra gente estudar Geometria. Devo o que sei sobre Matemática a ela. Apesar de tudo,&amp;nbsp;foi sua atitude na 8ª. série que mais me marcou. Precisavam de um aluno pra ser o orador da turma. Mesmo com seus filhos e sobrinhos, ela acabou me escolhendo. Justamente eu, o mais tímido de todos... “Mas dona Ana, eu...”, ia eu desistindo quando ela me interceptou com um sonoro&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;“Não quero saber. Vai ser você mesmo. Te vira!” No dia da formatura, acabei fazendo um discurso que fez muitos pais chorarem (Ainda falarei deste assunto em uma outra oportunidade). A ela, minha eterna gratidão!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Finalmente, merecem ser lembradas a dona Lisete e a dona Ednéia, ambas professoras de Educação Artística. A dona Lisete, minha professora na 5ª. série, deixava nos cadernos de desenho comentários do tipo “Lindo! Parabéns! Muito bom! Continue assim”. O Fábio, filho da dona Ana, sempre foi muito bom nos desenhos e, por isso, recebia mil elogios dela por causa de seus desenhos. "Não é possível esse cara desenhar tão bem assim. Será que ele não cola?" Pelo sim, pelo não, eu passei inúmeras tardes&amp;nbsp;copiando desenhos pra treinar&amp;nbsp;meu traço. Acabamos nos tornando&amp;nbsp;os melhores desenhistas da sala. Quase 4 anos depois, ao final da 8ª. série, quando fomos até a casa dele fazer um trabalho de Ciências, achamos sem querer uns papéis de seda com uns desenhos. Descobri então que ele recebia elogios por desenhos que ele colava. De qualquer forma, graças aos incentivos da dona Lisete, aprendi a desenhar razoavelmente bem, chegando inclusive a&amp;nbsp;desenhar alguns rostos (mostrarei os&amp;nbsp;desenhos aqui também em ocasião&amp;nbsp;oportuna).&amp;nbsp;Quanto à dona Ednéia, ela convidou-me na 8ª. série&amp;nbsp;para participar de um teatro, onde eu interpretaria um palhaço que havia&amp;nbsp;esquecido como sorrir. Eu seria o protagonista – ou seja, o palhaço! Eu me lembro de ensaiar em várias outras classes. Foi a primeira vez em que eu protagonizei algo, e a primeira vez que eu me senti feliz fazendo os outros rirem. Meu pai, no entanto, ficou puto da vida. “Você já é meio bobo e ainda vai fazer papel de palhaço? Mas nem pensar!”. O teatro acabou não vingando por outras razões, mas minha gratidão e respeito pela dona Ednéia sempre existirão. Sem dúvida foi uma professora que fez a diferença!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dentre essas professoras que mencionei, sei que a dona Auxiliadora, dona Ana e dona Ednéia estão vivas e com saúde. Mamãe diz que as vê de vez em quando, e ainda hoje elas se lembram de mim e me elogiam para ela, deixando-a cheia de orgulho. Quanto às outras, não sei por onde andam. Talvez a dona Nadir, dona Neide e dona Dalva tenham falecido ou estejam velhinhas demais pra se lembrar de mim. Em minhas lembranças, no entanto, todas elas serão eternas. Que este post seja uma homenagem e uma forma de gratidão a tudo o que elas fizeram por mim e por tantos outros alunos. Sem dúvida elas me influenciaram desde cedo, talvez sem querer, a seguir a mesma profissão que elas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1434803611219207016?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1434803611219207016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1434803611219207016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1434803611219207016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1434803611219207016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/minhas-professoras-parte-2.html' title='Minhas professoras - parte 2'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6726989816540972980</id><published>2011-10-03T07:08:00.001-04:00</published><updated>2011-10-03T07:08:00.843-04:00</updated><title type='text'>Minhas professoras - parte 1</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
 &lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;
&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Quando
venci os portões da escola “Manoel Gouveia de Lima” pela primeira vez, em
fevereiro de 1983, fiquei fascinado. Afinal, eu era uma criança que vivera,
desde o meu nascimento, em uma casa à beira de uma estrada de terra batida, a 30 km da cidade de
Quirinópolis-GO, e que estava acostumada a conviver com o verde das plantações
de milho e de soja, que meu pai cultivava para a nossa sobrevivência, e a
passar manhãs e tardes a admirar os coqueirais e os cerrados. Ainda me lembro
daquela alegria que senti ao me deparar com tantas outras crianças que tinham a
mesma idade que eu. Hoje, olhando com outros olhos, percebo que foi naquele
momento que eu decidi jamais me afastar de um ambiente escolar. Entretanto, ao
entrar em sala de aula pela primeira vez, a alegria deu lugar ao espanto. As
palavras que a professora Nadir escrevia no quadro negro pareciam-me rabiscos
ou, talvez, alguma espécie de código que só os outros alunos conseguiam
decifrar. Foi então que percebi que eu era o único aluno daquela sala que não
havia cursado a pré-escola e, portanto, era o único que não sabia ler nem
escrever... Em outras palavras, eu acabava de ser apresentado ao primeiro dos
grandes desafios que me seriam impostos na vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em
pouco mais de seis meses, graças a muito esforço e dedicação, e principalmente
ao apoio de minha mãe, eu já era capaz de entender as palavras e a construir
frases inteiras. Depois das letras vieram os números. Percebi que eles queriam
dizer algo, e que para entendê-los eu precisava parar e pensar. Desde o início
eu achava este “diálogo” com os números muito prazeroso, embora eu percebesse
que muitos dos meus colegas de classe não sentiam o mesmo. Acostumado com a
vida na zona rural, onde todos se ajudavam, eu me acostumei a fazer tarefa em
companhia de meus colegas e a discutir em grupo as operações básicas da
Matemática. Sem que eu soubesse, brotava ali não apenas a minha vocação pelas
Ciências Exatas, mas também o imenso prazer de aprender e ensinar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;A despeito das dificuldades
enfrentadas naqueles duros primeiros meses de minha vida escolar, meu pai
estipulou que ao final de cada bimestre eu deveria apresentar-lhe o boletim
escolar para que ele próprio pudesse analisar minhas notas. Entretanto, por
melhores que elas fossem, a resposta que eu ouvia era sempre a mesma: “Tá bom,
filho, mas pode melhorar”. Estas palavras ecoaram em minha mente durante toda a
minha adolescência, e ainda hoje são a mola propulsora que me impulsiona à
superação nos momentos de fraqueza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;As lembranças que tenho da
Dona Nadir, minha primeira professora, são raras porém marcantes. Foi com ela
que aprendi a desenhar as palavras e a entender o seu significado. Sua paciência
para comigo foi indispensável para que eu conseguisse escrever este post. Talvez
mais por ter acalmado minha mãe diante da incapacidade inicial. Afinal, eu era o
único analfabeto da turma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Minha professora de segunda
série foi a dona Neide. Pra minha sorte – ou diria azar? – a ela havia sido
também professora de minha mãe. Não era de se esperar, portanto, que fosse uma
mulher jovem. Sisuda, não me lembro de um sorriso sequer, embora tivesse uma
enorme marca de expressão descendo do nariz até o queixo. Minha mãe dizia que
ela morava no prédio – na época, só havia um aqui em São Joaquim – razão pela
qual eu procurava passar correndo por ele quando minha mãe e eu passávamos em
frente ao tal edifício. Sentada em sua cadeira, de pernas cruzadas e trajando
jeans, dona Neide acendia seu cigarro e ficava aguardando a turma terminar de
copiar ou de fazer os exercícios que ela havia passado na lousa. Não raramente,
um ou outro aluno começava a tossir por causa da fumaça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;“Cala a boca e faz o exercício!’,
dizia ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;É, meus amigos, pedagogia é
tudo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6726989816540972980?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6726989816540972980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6726989816540972980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6726989816540972980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6726989816540972980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/minhas-professoras-parte-1.html' title='Minhas professoras - parte 1'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-9196462081466662750</id><published>2011-10-01T10:05:00.001-04:00</published><updated>2011-10-01T11:28:25.666-04:00</updated><title type='text'>De pai para filho, de filho para pai</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;
“Dado,
toda noite eu sonho com o pai”. Enquanto pronuncia essas palavras, o papai,
deitado na rede, olha para alguma estrela perdida no céu escuro, onde espera
encontrar conforto para a sua dor. Meu avô faleceu no final de 2008. Minha avó
deixou-nos no início deste ano. Por mais que ele amasse minha avó, é com meu
avô que meu pai sonha todas as noites. “Esta noite eu sonhei que a gente estava
tocando terra no Goiás”, conta. &lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;
É
bem possível que os dois estejam se dando melhor nos sonhos que na vida real. O
que sei é que meu avô e meu pai tinham sérias diferenças. Meu pai nunca
concordou com as “escapadas” de meu avô, mas nunca o desrespeitou. Quando
criança, ao ver meu avô agredindo minha avó fisicamente, meu pai limitou-se a
deixar de pedir sua bênção. E assim o fez até o último dia de vida de meu avô.
Curiosamente, em uma das últimas conversas que tive com meu avô, perguntei-lhe
qual de seus 5 filhos era mais parecido com ele. “Seu pai”, respondeu ele. Meu
pai ficara surpreso ao saber, já que dele jamais recebera um abraço sequer ao
longo de toda a vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;
Nos
sonhos de meu pai não há conflitos entre ele e meu avô. Pelo contrário: os dois
sempre trabalham juntos e/ou dividem alguma tarefa. São grandes amigos. Talvez
meu pai sonhe tanto com ele porque nos sonhos os dois mantêm o tipo de
relacionamento mutuamente respeitoso que meu pai sempre quis ter com ele. “Eu
nunca faltei ao respeito com ele”, diz o papai. É, aliás, uma frase que o papai
vive sempre repetindo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;
O papai vem
de uma família de italianos. Sempre pregou que a família é tudo na vida de um
homem, e que um homem não tem outros amigos que não sejam seus pais. Além
disso, sempre procurou fazer com que eu aceitasse que um homem vale o que tem
no bolso. É verdade que minhas experiências mostraram que ele estava equivocado
em alguns destes conceitos. Por outro lado, é também verdade que esses conceitos
foram passados a ele pelos meus avós. Hoje, sem os pais, com pouquíssimos amigos (na
verdade, não me lembro de nenhum nome neste momento...), sem forças para trabalhar
e vivendo de uma mísera aposentadoria, meu pai continua a olhar para o céu em
busca de redenção para suas escolhas equivocadas, por ter tantas vezes colocado
seus filhos e sua esposa em segundo plano e dado mais importância
a seus pais e a seus irmãos, alguns dos quais sequer falam com ele.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;
Enquanto isso,
sua esposa e sua nora brincam na sala ao lado com seu neto de quatro meses. &amp;nbsp;De repente, com um sorriso estampado do rosto,
ele se levanta da rede. Com os cabelos e os pêlos do peito grisalhos, sem
camisa e vestindo apenas uma bermuda feita de calça cortada, ele caminha a
passos curtos em direção à sala, mancando por causa do esporão que o incomoda há anos. “Olha que gracinha, bem!”, diz ele
pra mamãe, soltando em seguida uma gargalhada. É chegada a hora de deixar um legado melhor que o que ele recebeu. Sentado,
olhando para o céu, agora sou eu quem sorri. “Obrigado, meu Deus, pela
oportunidade de ser pai”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-9196462081466662750?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/9196462081466662750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=9196462081466662750' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/9196462081466662750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/9196462081466662750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/10/de-pai-para-filho-de-filho-para-pai.html' title='De pai para filho, de filho para pai'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-2445983553784688718</id><published>2011-09-29T22:37:00.003-04:00</published><updated>2011-09-30T15:48:21.300-04:00</updated><title type='text'>Crônica 6 - Pra que a pressa?</title><content type='html'>Há dias Afonso não conseguia dormir. Estava
preocupado com a papelada que se acumulava sobre sua mesa, com os relatórios a
serem entregues, com as metas que precisava atingir na empresa. Era muita
cobrança. Não apenas dos outros para com ele, mas dele para consigo mesmo. “Não
posso falhar”, pensava ele. Seus amigos precisavam dele. Seus pais cobravam sua
atenção. Sua esposa sentia muito a sua ausência. “Você não tem tempo nem para o
nosso filho recém-nascido. Se soubesse que ia ser assim, deveríamos ter pensado
duas vezes antes de concebê-lo”. Aos poucos um sentimento de frustração ia se
abatendo sobre ele. Um sentimento de fracasso e impotência. Mas o que mais o
machucava era a sensação de estar falhando com todos. &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
Enquanto dirigia seu carro em direção ao serviço,
mil coisas lhe passavam pela cabeça. Sem esperança de entender como deixou as
coisas chegarem onde estavam, procurou concentrar-se no volume de trabalho que
teria aquele dia. Sentado no banco de seu carro, mesmo com o ar condicionado
ligado, seu coração batia tão rápido e o suor lhe escorria pela testa como se
ele estivesse correndo pela avenida. Na verdade, ele estava correndo. E muito. Mas
correr não bastava para as poucas 24 horas de um dia. Era preciso co voar. Olhou
para seu relógio. Eram 7h45min. Como sempre, saíra de casa atrasado. Aos poucos
o pé de Afonso foi se tornando mais e mais pesado, e sem que ele percebesse o
ponteiro do velocímetro já atingia os 120 km. Era o dobro da velocidade
permitida para aquela avenida. Para aliviar a tensão, Afonso começou a passar
as músicas no CD de seu carro uma a uma. Quando o controle sintonizou em “Don’t
stop believing”, cuja tradução significava “Não pare de acreditar”, o controle
remoto escorregou-lhe de sua mão e lentamente pousou sobre o assoalho. “Merda!”,
xingou ele, quase no limite de sua irritação. Olhou para frente, e ao ver que a
avenida estava vazia, abaixou-se para pegar o controle remoto. De repente,
ouviu um estrondo se chocando com seu carro, como se tivesse atropelado algo ou
alguém. Freou bruscamente e, assustado, parou o carro e abriu a porta. Quando olhou
para trás, avistou um corpo estirado há quase 100 m de seu carro. Era um senhor
de idade, magro e com uma longa barba branca. Desesperado, Afonso levou as mãos
ao rosto, e passando-as pela testa, arrastou os cabelos para trás. “Meu Deus do
céu, eu matei um homem!”. Em pânico, correu ao encontro daquele senhor, e sem saber
bem o que fazer, pegou-o nos braço. “O senhor está bem?”, pergunto-lhe.Foi
quando sentiu suas mãos molhadas pelo sangue daquele senhor. Como se fosse um
último suspiro, e entre gemidos de dor, uma única frase foi pronunciada: “Meu
filho, não tenha tanta pressa. A vida já passa tão rápido...” E dizendo isso
tombou o rosto para o lado, já sem vida. Afonso deixou-se cair sobre a guia da
calçada e começou a chorar. Mais que a tristeza de ter dado fim à vida de um
homem, pensou que naquele ritmo estava caminhando a passos largos para dar fim
à sua própria vida. E apoiando as mãos no rosto, chorou como uma criança.
Quando suas lágrimas já haviam se esgotado, levantou-se e reuniu forças para ir
até o carro ligar para a emergência. Percorreu novamente os 100 metros que
afastavam o carro do corpo daquele homem e pegou o celular. Quando a atendente
perguntou-lhe qual era a localização exata, Afonso olhou para trás para ver o
nome da rua que cruzava a avenida, lugar em que o acidente ocorrera. Quando
olhou para trás, seu coração disparou. O corpo do velho senhor não estava mais
lá. Afonso ficou sem palavras, e deixando o celular cair no banco do carro,
olhou para o céu. Seu relógio marcava 7h45min.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-2445983553784688718?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/2445983553784688718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=2445983553784688718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2445983553784688718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2445983553784688718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/pra-que-pressa.html' title='Crônica 6 - Pra que a pressa?'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8400921804021610989</id><published>2011-09-27T19:57:00.002-04:00</published><updated>2011-09-28T08:27:16.623-04:00</updated><title type='text'>O poder da música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;20h.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; Estou em companhia de um enorme pacote de provas,
que aguarda minhas correções. É uma tarefa terrível de se fazer. Afinal,
corrigir uma prova e atribuir uma nota ou conceito é o mesmo que julgar alguém,
e isso definitivamente não é algo que eu gosto de fazer. Decido então
selecionar uma música para quebrar o silêncio. Abro a pasta Meus Documentos e
procuro pela sub-pasta “Músicas”. Dentre as várias categorias que ali estão, a pasta
dos Anos 80 parece atrair o mouse. E com um clique aparecem no monitor nomes de
músicas que até hoje me deixam tocado de alguma forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Com duplo clique, começa
a tocar “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hnBDT14DuNg"&gt;Lonely is the night&lt;/a&gt;”, do Air Supply e eu viajo para a cabine do caminhão
do papai. Estou aguardando no estacionamento da cooperativa Carol, em Orlândia.
O papai foi pegar a nota e me deixou aqui sozinho. Essa música é linda! Está
nas paradas de sucesso, é tema da novela das 19h. Olho ao meu redor. Eucaliptos
enormes me cercam, e além da sombra, embelezam a paisagem e me trazem um
sentimento de proteção. Sintonizo o rádio do papai em outra música, igualmente
linda: “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wHqqraFrrd0"&gt;If wishes come true&lt;/a&gt;”, do Sweet Sensation. Essa música também toca na
novela das 19h. Quando a música acaba, me dou conta de que não tenho mais 13 anos.
No último sábado fomos ao lugar a que estas músicas me levam. Da Carol restou
apenas uma pequena loja, onde fomos comprar duas mesas para a festa de batizado
do Miguel. Dos eucaliptos restaram apenas os caules cortados. Em seus lugares
foram plantados ipês, que nesta época do ano estão sem folhas e sem flores. O
clima seco e o chão sujo nem de longe lembram a imagem que eu tenho em minhas
lembranças. É uma imagem de tristeza e abandono. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Desloco o cursor do
mouse à procura de outra música e encontro “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NEOem7U2LPE"&gt;Take my breath away&lt;/a&gt;”, da Berlin.
Vejo então o Tom Cruise passeando de moto pela orla de San Diego, entre altos
coqueiros, com óculos e com a jaqueta que eu sempre quis. Puxa vida, como tenho
inveja dele! Ele é baixinho, como eu, mas não se intimida diante das provações
do Iceman. Ah, e sem falar que a namorada dele é uma loira maravilhosa! Quero
ser piloto de avião! Eis que a música termina e eu me dou conta que com minha
miopia avançada e com o medo de altura que tenho eu jamais conseguiria ser piloto
de avião... Sem contar que a Kelly McGillis assumiu ser lésbica e hoje está
irreconhecível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5M3WudxRDeo"&gt;All I need is you&lt;/a&gt;”,
do Big Trouble, tema do “Falcão – campeão dos campeões”. Quantas e quantas
vezes meu primo Danilo ouviu essa música dentro do meu antigo Gol BX e não
chorou pensando em uma namorada que ele nunca me disse quem era... Por coincidência, o papai é caminhoneiro e bmo na queda de braços com o Falcão. Quantas quedas de braço eu tirava com o papai quando era
adolescente... Ele me deixava puxar com a outra mão também, mas nem assim eu
conseguia ganhar dele. Quanto aos meus colegas, André me chamou pra tirar uma “francesa”
e quis passar o dedo sobre minha mão, pra dobrar meu punho e fazer como o
Falcão no filme. Eu olho pra ele e digo: “Cê acha mesmo que isso funciona?”, e
com um impulso, dobro o braço dele até ele gritar. Hoje o André, que morava
vizinho de casa, mudou-se pra Itumbiara. Tornou-se advogado. Quanto ao papai,
jamais o desafiarei para uma nova queda de braço. Não por medo de perder, mas
sim de ganhar. Quero que ele continue sempre sendo o homem mais forte do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V0CG4eN8SUQ"&gt;It’s a heartache&lt;/a&gt;”,
da Bonnie Taylor. Estou em Goiás, tenho poucos anos de vida. Essa mulher que
canta essa música está chorando. Coitada! Fico com dó dela e começo a chorar
também...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LArBLDsnnaY&amp;amp;feature=fvst"&gt;Everything I own&lt;/a&gt;”, do Boy George. &lt;span lang="PT-BR"&gt;A música é muito bonita, mas quando olho na televisão não sei dizer se é
homem ou mulher. O papai disse que é um homem vestido de mulher. Por que será
que ele se vestiu de mulher?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0nRDuv7DpDU"&gt;Eternal flame&lt;/a&gt;”, do the Bangles,
me leva de volta à novela “Que Rei sou eu?”. Giulia Gam e Edson Celulari formavam
um lindo casal! Pena que nunca se casaram na vida real. Ela se casou com Pedro
Bial, ele com a Cláudia Raia. Ambos se divorciaram. Para eles ainda existe uma
chance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8400921804021610989?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8400921804021610989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8400921804021610989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8400921804021610989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8400921804021610989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/20h.html' title='O poder da música'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5611548765979078214</id><published>2011-09-17T07:59:00.001-04:00</published><updated>2011-09-26T17:45:26.808-04:00</updated><title type='text'>A mangueira</title><content type='html'>&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;


&lt;b style="color: red;"&gt;1979. &lt;/b&gt;Tenho 3 anos. Moramos em Quirinópolis,
no Estado de Goiás. Dentre as pessoas que conhecemos por aqui, “seu” Januário e
dona Sebastiana estão entre as que eu mais gosto. Sei que eles são bem mais
velhos que o papai e a mamãe, mas não sei dizer quantos anos eles têm. Eu adoro
ficar brincar na casa deles. Seu Januário trabalha para o papai, mas quando eu
vou pra roça com o papai, ele fica cuidando de mim o tempo inteiro. Outro dia
ele me mostrou um bodoque. É parecido com um arco, mas ao invés de jogar uma
flecha, a gente joga uma pedra com ele. Outro dia o seu Januário tentou me
ensinar como usar o bodoque, mas a única coisa que consegui foi acertar a
cabeça do dedão. Ele também fez um colar usando broto de mandioca. O papai me
disse que ele gosta de mim como se fosse filho dele. Eu sei que ele tem um
filho, mas o papai disse que não é dele, que ele foi adotado. A gente só o vê quando
vai à cidade. Ele sempre está bebendo em um par próximo à saída. Parece até que
ele não dá muita bola para a dona Sebastiana e o seu Januário...&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
&lt;b style="color: red;"&gt;1986.&lt;/b&gt; Tenho 10 anos. Estamos indo
visitar seu Januário e a dona Sebastiana no sítio onde eles moram, aqui em São Joaquim. Quando
viemos de Quirinópolis para cá, eles vieram também. Acho que eles gostavam
tanto da gente que não quiseram ficar longe. O sítio não é deles, é do Pedro
Jacomin. Lá eles vivem, tomam conta das galinhas, dos porcos e da plantação de
mandioca. O sítio fica perto de um riacho. Na última vez que viemos visitá-los,
seu Januário nos levou para pescar. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
&lt;b style="color: red;"&gt;1989. &lt;/b&gt;Estou indo visitar a dona
Sebastiana. Seu Januário faleceu, e para ela não ficar sozinha no sítio, o
papai comprou o terreno aqui ao lado, que era do tio Tim, e construiu uma casa pra
ela morar. É uma casa pequena, com quarto, cozinha e banheiro. O papai também
fez um cercadinho pra ela poder cuidar de sua horta. Bem perto do muro da
divisa com o terreno da dona Cota, ela plantou um caroço de manga. Talvez um
dia torne-se uma linda mangueira.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
&lt;b style="color: red;"&gt;2005.&lt;/b&gt; Estamos fazendo um churrasco aqui
em casa. Convidamos
o vovô Crotti, a vovó Lourdes, o vovô Milla, a vovó Maria, tia Ângela, tio
Natal, tia Vânia e meu primo Frederico. Tia Vânia e tio Natal compraram o
terreno que era da dona Cota e hoje são nossos vizinhos. O dia está ensolarado,
mas não nos preocupamos com isso. Estamos todos sob a sombra do pé de manga que
a dona Sebastiana plantou. Ela já não mora mais aqui conosco. Mudou-se, e faleceu
alguns anos depois. Infelizmente os anos a levaram, mas trouxeram uma linda e
frondosa mangueira. Quando meu pai disse que queria cortá-la, o vovô Crotti
intercede: “Tair, eu não quero que você corte essa mangueira. Olha a sombra boa
que ela faz!”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2011.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;“Cuidado aí!”, diz meu pai para o
bombeiro enquanto ele corta um enorme galho da mangueira. O barulho
ensurdecedor da moto-serra cerra quando sua lâmina atravessa o galho, já
parcialmente seco. A mangueira está morrendo. Não pela idade, mas pela maldade
de alguém que injetou veneno em suas veias. Vovô Crotti e vovó Lourdes se foram
e já não estão mais entre nós. Tia Vânia, tio Natal e Frederico se
desentenderam com meus pais enquanto minha avó ainda era viva, e hoje não se
falam. Talvez a moto-serra soe como música aos seus ouvidos, que por vezes insistiram
para que meu pai cortasse a mangueira, alegando que suas raízes estavam
estragando a casa onde moram. Do meu colo, o Miguel vê seu vovô carregando na
carriola os restos do que foi um dia a mangueira que a dona Sebastiana plantou.
Ele conhecerá a dona Sebastiana, seu Januário, vovô Crotti e vovó Lourdes apenas
pelas fotos e pelas histórias que contarmos a ele. Da mangueira, o que ele
saberá é que ela foi cortada para dar lugar a uma linda varanda, onde faremos
os nossos churrascos daqui em
 diante. Não contarei sobre o envenenamento da mangueira.
Afinal, quero que ele seja alguém que plante mangueiras, e não uma pessoa que
saiba como matá-las. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5611548765979078214?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5611548765979078214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5611548765979078214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5611548765979078214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5611548765979078214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/mangueira.html' title='A mangueira'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5110712282777938723</id><published>2011-09-12T21:25:00.004-04:00</published><updated>2011-09-26T17:45:50.119-04:00</updated><title type='text'>Mais um dia...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;


&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;São 22h30min. Passo o cartão de ponto e corro para
o carro. Um minuto a mais e eu fico mais de 15min na fila de carros na saída.
São poucos minutos até que eu pague a estrada para casa, e mais algumas dezenas
até que eu chegue em
 casa. Quando lá estiver, e assim que abrir a porta da
cozinha, sentirei o cheiro de meu lar. Débora estará sentada no sofá com o
Miguel no colo, à minha espera pra que eu o pegue no colo para o arroto usual
após mamar 210 mL de leite. Após beijá-la, pegarei Miguel em meus braços e o
abraçarei. Sentirei o calor e a fofura daquele pequeno corpo. Beijarei sua
testinha, molhada por causa do esforço que fez para mamar. Então olharei em
seus pequenos olhos e direi a ele o quanto o amo. Idealizarei o seu futuro e
exercitarei minha imaginação pensando como ele será quando crescer, se será um
bom filho, se será esforçado, se será humilde e se terá respeito pelos outros,
principalmente seus pais. Ora, pra que sonhar com o futuro se o presente é um
sonho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5110712282777938723?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5110712282777938723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5110712282777938723' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5110712282777938723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5110712282777938723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/mais-um-dia.html' title='Mais um dia...'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7736632467788491356</id><published>2011-09-06T19:55:00.001-04:00</published><updated>2011-09-17T08:01:35.262-04:00</updated><title type='text'>Há muito o que fazer</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
 &lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;
&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.05pt;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Terça-feira, 6 de
setembro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; São 15h. Cá estou novamente em frente ao monitor
do notebook lutando para publicar os artigos de meu projeto de pesquisa. É, é
isso que eu faço pra garantir o pão de cada dia. Há um aqui em particular que
está me deixando de cabelo em
 pé. Já o submeti duas vezes para publicação. Na primeira, o
editor sugeriu que eu o reescrevesse e o submetesse como artigo de pesquisa.
Assim o fim. E adivinha? Agora ele sugeriu que eu submetesse como comunicação
rápida. É brincadeira?&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.05pt;"&gt;
Meus
olhos já não ardem mais como há semanas atrás. Troquei as lentes de contato
pelos óculos, que embora muito leves, sempre me colocam em situações
constrangedoras. Ontem, por exemplo, enquanto comia um lanche no jantar, fui
espantar um mosquito que me incomodava e acabei tocando nos óculos. Eles foram
parar a uns dois metros de distância, nos pés de alguém que passava e, sem
querer, quase os pisotearam. De qualquer forma, os óculos aliviaram minha dor
de cabeça. A labirintite também foi desapareceu. Pelo menos por enquanto...&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.05pt;"&gt;
20h25min.
Estou em sala de aula. Os alunos estão agitados, pois terão que apresentar
trabalho para a disciplina de Físico-Química. É difícil mantê-los concentrados
quando isso acontece. Alguns vieram me pedir esclarecimentos sobre os
trabalhos. Pobres coitados. Mal sabem que quando se é doutor em alguma coisa,
sabe-se muita coisa de uma pequena área da ciência... Eis que bate à porta um
aluno do 4º. ano. É um dos alunos mais velhos do curso – aliás, é mais velho
que eu... Curiosamente, é um dos poucos alunos negros do curso. Pois é, nosso
país ainda é um país de oportunidades desiguais... Ele me avista e pergunta se
pode falar comigo após a aula. Disse que quer pedir um conselho pessoal. Vejam
então vocês: em meio a tantos problemas, alguém me procura e pede minha ajuda.
Em meio à complexidade do meio acadêmico e científico, surge alguém que me
considera em condições de ajudá-lo. Ora, isso não é uma casualidade. É, sem
dúvida, uma grande honra. É, sem dúvida, mais uma das bênçãos que Deus segue
derramando em minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7736632467788491356?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7736632467788491356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7736632467788491356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7736632467788491356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7736632467788491356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/ha-muito-o-que-fazer.html' title='Há muito o que fazer'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7778315314624376056</id><published>2011-09-05T19:52:00.001-04:00</published><updated>2011-09-17T08:02:38.966-04:00</updated><title type='text'>O passado sempre presente</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
 &lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;
&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Segunda-feira, 5 de setembro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Estou
trabalhando em minha sala aqui na universidade. É o que eu venho fazendo há
seis anos. Poucos são privilegiados de fazerem o que gostam. Bom, é também
verdade que eu aprendi a gostar do que eu faço. De qualquer forma, cá estou eu.
Aos 35 anos. Lá em casa minha esposa e meu filho me aguardam. Deus comprovou
novamente Sua bondade para comigo e trouxe o Miguel à minha imagem e
semelhança. Minha mãe chora quando o vê. Meu pai se emociona. Meus avós e minha
tia ficam extasiados. Dizem estar vivendo novamente a emoção que sentiam quando
eu era bebê.&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
À
minha frente está um monitor repleto de palavras em inglês, que traduzidas
significam “puta merda, cara, como você é esforçado!”. Certo, eu não entendo
muito de inglês. Após três anos pagando aulas particulares de conversação,
confesso que não evoluí muito. Mal tenho tempo pra checar as palavras que
aprendo durante as aulas... E é justamente por isso que nem sei como cheguei
até aqui...&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Meus
pensamentos vão divagando, e de repente saio de mim. Vou para bem longe, para
uma época que não volta mais. Sou criança, talvez quatro ou cinco anos. Com meu
pequeno chapéu de palha e minhas botinas, à semelhança de meu pai, caminho pela
plantação de milho perto de onde morei, em Quirinópolis-GO. Os
pequenos pés de milho me parecem tão grandes... As palmeiras, então, que meu
pai não teve coragem de arrancar, parecem chegar até o céu. Logo avisto a
enorme mangueira. Logo ali está a casa da dona Deolinda. Agora me vejo dentro
da casa dela, na cozinha. Avisto o fogão de lenha. Da porta da cozinha avisto
as enormes mangueiras, cujas sombras trazem um frescor inigualável. Sinto um nó
na garganta. Os olhos ficam rasos em lágrimas. Ouço o Outlook avisando que há um novo
e-mail pra abrir. Em meio a tantas conquistas, em meio a tantas vitórias,
conseguidas em meio a tanto esforço, vejo que há coisas que o tempo leva e não
traz de volta. A inocência e a ingenuidade quase se extinguiram de mim. E o
pouco do que resta dessas virtudes infantis hoje me fazem sofrer. Ou me deixam
vulnerável, susceptível a ser manipulado por colegas que se denominam meus
amigos, ou me trazem lembranças de uma época em que eu era feliz com muito
pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7778315314624376056?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7778315314624376056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7778315314624376056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7778315314624376056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7778315314624376056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/09/o-passado-sempre-presente.html' title='O passado sempre presente'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4955361686728641289</id><published>2011-07-28T22:43:00.000-04:00</published><updated>2011-07-28T22:43:10.448-04:00</updated><title type='text'>História sem final feliz</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves/&gt;
  &lt;w:TrackFormatting/&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;
   &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;
   &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;
   &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;
   &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;
   &lt;w:CachedColBalance/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="--&gt;
   &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;
   &lt;m:dispdef&gt;
   &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;
   &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;
   &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;
   &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;
   &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;
   &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;
  &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;
&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-qformat:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin-top:0cm;
 mso-para-margin-right:0cm;
 mso-para-margin-bottom:10.0pt;
 mso-para-margin-left:0cm;
 line-height:115%;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:11.0pt;
 font-family:"Calibri","sans-serif";
 mso-ascii-font-family:Calibri;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
 mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
 mso-hansi-font-family:Calibri;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;
 mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
 mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1979.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Estou na casa da vovó Maria e do vovô Miller. A casa está cheia de gente. Estão
comemorando meu aniversário. É neste mês que completo três anos. Todos querem
me pegar nos braços para posar para uma foto, inclusive o tio Tim, de quem eu
gosto muito. Ele é irmão do papai, mais jovem e muito forte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sSnF1Ns_KA0/TjIdcPC7X0I/AAAAAAAAAUE/RSBooHNSQkU/s1600/1979.Eu-3+anos-10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-sSnF1Ns_KA0/TjIdcPC7X0I/AAAAAAAAAUE/RSBooHNSQkU/s320/1979.Eu-3+anos-10.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1989.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Estou na casa da vovó Lourdes e do vovô Crotti, sob a sombra de uma grande
parreira. Os cachos de uva estão começando a surgir. A salada de frutas do
Natal, que a vovó tanto gosta de fazer e distribuir para seus filhos está
garantida. Estou sentado no sofá, olhando o papai conversar com a vovó e o
vovô. Fico olhando o Fusca branco, o famoso “8018” que o papai vendeu para o
tio Tim. Esse nome, obviamente, vem da placa. Outro dia o tio Tim estava me
contando que ele e o “Dirlam” encostaram os pára-choques dianteiros de seus
fuscas e aceleraram fundo pra ver qual dois dois motores era mais potente e
capaz de empurrar o outro. O tio Tim é bastante namorador. Ele não tem vergonha
de conversar com as mulheres como eu tenho. Espero um dia ser como ele.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;1992.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Faltam poucos minutos para a sirene do Segato apitar. Trata-se de uma grande
empresa que fabrica e comercializa cozinhas planejadas. O tio Tim trabalha lá.
Além de ser motorista, ele também ajuda a montar as cozinhas que são vendidas
para outras cidades. Vou para a calçada e avisto o tio Tim, caminhando
apressadamente. Estendo a mão e peço sua bênção. Ele pega em minha mão, e pra
não perder o costume a aperta até eu gritar e pedir que pare. “Aperta que nem
homem, Duardo!” Ele sorri e segue em direção ao seu trabalho, que anos atrás lhe
custou as pontas de alguns dedos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2004.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Estamos em um churrasco aqui em casa. O papai está pilotando a churrasqueira.
Hoje temos uma turma com bastante apetite, encabeçada pelo tio Tim e pelo tio
Buchudo. O tio Tim disse que a carne está gostosa. Ele não deixa perder sequer
o caldo que resta na ponta dos dedos. O papai pede pra que ele não exagere.
Afinal, ele geralmente passa mal todas as vezes que ele come muito, por causa
da diabetes. O vovô Crotti e a vovó Lourdes estão aqui também. Muito feliz, o
papai pede para guardar uma foto para guardar de recordação. Falta só a tia
Vânia pra que todos os filhos saíssem juntos na foto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xJmOcOm_cq4/TjId7l2UlxI/AAAAAAAAAUI/6B2k3Xqf8KY/s1600/Churrasco+2004+-+foto+03.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-xJmOcOm_cq4/TjId7l2UlxI/AAAAAAAAAUI/6B2k3Xqf8KY/s320/Churrasco+2004+-+foto+03.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2008.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Estamos no velório do vovô Crotti. Mesmo sabendo o quanto ele sofreu antes de
nos deixar, a tristeza é bem grande. O mais desesperado é o tio Tim, que,
debruçado sobre o caixão, parece rezar pedindo pela volta do vovô. Arrasado,
ele coloca o rosto entre as mãos e pergunta, enxugando as lágrimas que vão
caindo: “Por que? Por que? Volta, pai...”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;2010.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Paro o carro em frente à casa do tio Tim, para comprar um cachorro quente. Ele
me recebeu com um aperto de mão, já não tão forte como antes, puxa um tamborete
e pede que eu me sente. Assim o faço, e ele começa a falar. Ele me mostra o
carro que comprou – uma linda Parati cor vinho. Enquanto elogio o carro, ele
estende a mão com as chaves. “Dá uma volta pra você ver o que é um carrão.”
Após dar a volta ao quarteirão e pegar o cachorro quente que a Ângela, sua
esposa, acabara de preparar, ele insiste pra que eu leve uma kafta ou um espeto
de carne. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Janeiro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;
Estamos no velório da vovó Lourdes. Após muito sofrer, a vovó parte agora
descansar em paz ao lado do vovô. O tio Tim parece desnorteado. “O que eu vou
fazer sem a minha mãezinha?” Ao me ver abraçando&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;minha mãe, ele diz: “Aproveita sua mãe,
Duardo, porque a minha já foi...” E desaba novamente em pranto. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;27 de Julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;.&lt;/span&gt; Ando pelo corredor que dá acesso à porta da cozinha
da casa do tio Tim. Logo que entro na cozinha avisto-o com o cabelo curto e a
barba por fazer. Ele está deitado, com os pés para cima. Há cerca de quatro
meses ele pisou em um caco de vidro enquanto andava descalço em seu quintal.
Por causa da diabetes o maldito caco lá permaneceu sem que ele o sentisse.
Desde então a coisa complicou. Seu pé está com dificuldades de irrigação
sanguínea. Quando ele me vê, ele me puxa e me abraça. “Dos meus sobrinhos só
faltava você pra vir me visitar” Peço desculpas a ele e tento explicar o que
não tem explicação. Enquanto conversamos ele sente fortes fisgadas nas pernas.
A dor fica estampada em seu rosto. No entanto, vejo-o mais animado do que o
papai havia dito. “Tio, faça tudo o que o médico disser, se Deus quiser vai dar
certo.”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;28 de julho de 2011.&lt;/span&gt;
&lt;/b&gt;Ligo para a mamãe e aviso que cheguei do trabalho. Com voz abatida, ela me
passa a notícia bomba: “Os médicos disseram que o pé do tio Tim está friozinho
de tudo. Ele terá que cortar sua perna para cima do joelho...” Meu tio acabara
de perder uma grande batalha contra a diabetes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4955361686728641289?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4955361686728641289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4955361686728641289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4955361686728641289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4955361686728641289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/07/historia-sem-final-feliz.html' title='História sem final feliz'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sSnF1Ns_KA0/TjIdcPC7X0I/AAAAAAAAAUE/RSBooHNSQkU/s72-c/1979.Eu-3+anos-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1149375470033734398</id><published>2011-05-15T21:02:00.003-04:00</published><updated>2011-07-17T21:03:35.715-04:00</updated><title type='text'>Meu querido filho -  parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pJwPkGDcMug/TiOFrrjTSdI/AAAAAAAAAUA/8rSVlmeUlpk/s1600/P5100472.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-pJwPkGDcMug/TiOFrrjTSdI/AAAAAAAAAUA/8rSVlmeUlpk/s320/P5100472.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Querido filho,&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Esta é a
primeira mensagem que lhe escrevo. Faz apenas 5 dias que você veio ao mundo,
então eu sei que levará anos pra que você seja capaz de lê-la e de entender o
amor com que essas palavras foram escritas. Quando isso acontecer, provavelmente
você já estará na adolescência e eu estarei me aproximando dos cinqüenta anos.
Já não terei a mesma virilidade de hoje – que, aliás, já não é a mesma de anos
atrás - mas se você tiver se tornado o filho que tanto idealizei, certamente
entenderá que essas palavras foram escritas nos dias mais felizes que vivi até
então – os seus primeiros dias de vida.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
A primeira vez
que lhe peguei nos braços foi um momento mágico. Eu estava apreensivo, muito
preocupado com sua mamãe. A pressão dela subira antes de ir para a sala de
cirurgia. Ela sentiu muito medo de morrer e de não poder ver você. Na verdade,
eu também senti. E foi após 40 minutos de espera, às 12h22min do dia 10 de
maio, que a Dra. Fabiana surgiu com você nos braços. “Quem é o pai do Miguel?”,
perguntou ela. Vovô Altair e vovó Carminha, que também estavam na sala de
espera, mais que depressa correram para vê-lo, e o fizeram antes de mim. “Ele é
lindo! Olha, ele está olhando para nós!”, disseram eles. “Vai, filho, pegue ele
nos braços”. Preocupado com sua mamãe, e ao mesmo tempo emocionado com o seu
olhar de anjo, eu tomei você em meus braços sem saber o que dizer. Você ficou
me olhando com aqueles pequenos olhos azuis (embora eu soubesse que não estava
enxergando perfeitamente...) e eu, pela primeira vez em muitos anos, fiquei sem
saber o que dizer. Só não sei como tive forças para me manter de pé, tamanha a
felicidade que você me trouxe naquele instante.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Sua mamãe
travou uma dura batalha pra você vir ao mundo. Ela se cuidou como nunca durante
as 39 semanas e 4 dias de espera. Cuidou da alimentação, evitou momentos de
estresse e procurou instruir-se ao máximo pra poder cuidar bem de você. Todas
as noites ela colocava uma música clássica no Ipod (quando for ler este texto
você mal saberá o que terá sido um Ipod...) pra você dormir. Como você era
grande e não estava na posição correta, os médicos tiveram que cortar a
barriguinha de sua mamãe pra que você pudesse vir ao mundo. Sua mamãe perdeu
muito sangue, sentiu muita dor, e por dias mal conseguiu sair da cama. A
cicatriz da cirurgia – a que eu prefiro chamar de “marca de uma batalha vencida
pelo amor” – estará com ela para sempre. Por isso, meu filho, quando você
souber ler e entender essas palavras, eu espero que esses sejam motivos
suficientes pra você amar e respeitar sua mãe como ela sempre mereceu.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Seu papai se
preparou muito pra sua chegada. Trabalhou muito pra colocar as coisas em ordem
no serviço dele pra poder curtir a semana em que você veio ao mundo. Duas
semanas antes de você nascer os alunos do seu papai fizeram um chá de fraldas
pra você lá na faculdade. Nós ganhamos mais de 60 pacotes de fraldas! Isso porque
o papai contou a notícia pra todo mundo que conhecia e que muita gente ficou
feliz com o seu nascimento. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Eu e sua mamãe
sonhamos com você por mais de uma década, mesmo antes de nos casarmos. Em
outras palavras, você é a concretização de um sonho antigo. Você é a prova de
que os sonhos odem se tornar realidade. Na verdade, você representa para nós
muito mais que um sonho; você representa a esperança de um mundo melhor no
futuro. Vivemos tempos em que há falta de respeito mútuo, em que cada um só
pensa em si mesmo e em tirar proveito das situações. Nosso maior desafio será
tentar preparar-lhe para ser diferente e saber se defender em um mundo em que
os diferentes são excluídos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30.0pt;"&gt;
Para você, meu
filho, eu escrevo um trecho da fala de Jor-El para seu filho Kal-El (ah, eu
espero que você também goste de quadrinhos de super-heróis...): “Você será
diferente. Muitas vezes se sentirá excluído, mas nunca estará sozinho. Você fará
da minha força a tua, e eu farei da tua a minha força. Você verá o mundo pelos
meus olhos, e eu verei o mundo pelos seus. Então o pai se tornará o filho, e o
filho se tornará o pai”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1149375470033734398?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1149375470033734398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1149375470033734398' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1149375470033734398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1149375470033734398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/05/meu-querido-filho-parte-1.html' title='Meu querido filho -  parte 1'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pJwPkGDcMug/TiOFrrjTSdI/AAAAAAAAAUA/8rSVlmeUlpk/s72-c/P5100472.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3327256196481692774</id><published>2011-04-14T19:16:00.001-04:00</published><updated>2011-04-14T21:42:24.989-04:00</updated><title type='text'>À espera de um pequeno milagre</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Certa vez,
anos atrás, eu sonhei com você. Eu não pude ver o seu rosto, mas sabia que era
você. Na verdade, eu mais que sabia: eu sentia. Lembro-me de ter acordado de manhã
com os olhos úmidos. O coração parecia ter bloqueado a garganta. Por mais
estranho que possa lhe parecer, eu sorria. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Os dias que se
sucederam foram maravilhosos. “Você está diferente, parece mais feliz”, diziam
aqueles com quem convivo diariamente. Não havia um obstáculo sequer que eu não
quisesse vencer por você. “Quero que tenha orgulho de mim por tudo o que eu
fizer”, dizia para mim mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Nas semanas
que se seguiram eu esperei ansiosamente por um novo sonho. Por vezes tive vontade de dormir durante o dia para que você surgisse novamente em meus
sonhos. Eu achava que por ser um “bom moço” eu merecesse pelo menos isso, e acreditava que se isso acontecesse novamente, nós realmente iríamos nos encontrar algum dia.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Os meses
seguintes foram particularmente tristes. As lembranças daquele sonho foram se
dissipando, e minhas esperanças de que aquele divino sonho algum dia tornasse realidade
foram sendo minadas. O mundo ao meu redor nunca me pareceu tão triste. “Não se
pode sonhar com algo que não se pode ter.”, tentava, em vão, convencer-me. Mesmo
preenchido, eu me sentia vazio. Eu adormecia na doce esperança de sonhar com
você sorrindo,
correndo em minha direção com os braços abertos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Dois anos
repletos de tristeza se passaram. As vitórias em minha vida profissional foram
se acumulando. Lembro-me de ter recebido homenagens das turmas de formandos
daquela época. Ah, as formaturas... Eu tanto pedi a Deus para que você viesse
para ouvir algum dia um de meus discursos saudosistas. Eu tanto sonhei em
participar de uma formatura com você...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Uma das coisas
que aprendi com você naquele sonho, cujos detalhes foram aos poucos se perdendo
em minha memória cansada, foi que a felicidade não deve ser depositada em alguém
ou em alguma coisa que tanto desejamos, mas que não faz parte de nossa
realidade. E assim continuei vivendo, procurando fazer o meu melhor, como
sempre fiz. Tentei ser um bom profissional. Tentei ser um bom filho. Tentei ser
um bom amigo. Tentei ser um bom esposo. E muitas vezes eu consegui. Mas havia
algo que nada nem ninguém no mundo poderia me proporcionar. Só você. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
Quando a
tristeza e um enorme sentimento de impotência tomavam conta de mim, você novamente
surgiu em meus sonhos. “É só mais um sonho, não vou me agarrar a ele novamente”,
tentava, em vão, confortar-me. Alguns meses depois eu pude sentir seu primeiro
chute na barriga de sua mamãe.&amp;nbsp; No primeiro exame por ultrassom, pude ver suas pequenas mãos perfeitas, seus
pequenos dedos. Em um&amp;nbsp; outro, pude ver o seu rosto. Você
dormia como um anjo. O pequeno anjo que surgiu em meus sonhos estava dormindo na
barriga de sua mamãe. Talvez esteja sonhando comigo, seu papai, que tanto tem
esperado por você, meu pequeno Miguel...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3327256196481692774?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3327256196481692774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3327256196481692774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3327256196481692774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3327256196481692774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/04/espera-de-um-pequeno-milagre.html' title='À espera de um pequeno milagre'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-357565032139703670</id><published>2011-04-10T16:18:00.001-04:00</published><updated>2011-04-10T16:22:04.847-04:00</updated><title type='text'>Quando o olho é maior que a boca</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
&lt;b style="color: red;"&gt;1996.&lt;/b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;Domingo,
20h. Estou cercado, não tenho para onde ir. Sob os olhares de meu pai, minha mãe
e Débora, estou sentado à mesa olhando para o chão. Estão todos preocupados
comigo. Na verdade, nos últimos minutos tenho ouvido tantos sermões dos três
que já nem sei se estão preocupados com o meu estado ou com o pecado que
cometi. Ora, que atire a primeira pedra aquele de família pobre que há tempos não
come um delicioso rocambole de carne feito pela sua avó! Digo “um" por ter comido
o rocambole praticamente sozinho. A situação está tensa. Como disse meu
pai, “O negócio não vai nem pra baixo, nem pra cima”. Meu estômago dói muito. Após
muito pensar, ele abre sua bolsa de remédios e tira o miraculoso “Gotas do Zeca”.
Tomo o remédio da mão dele e leio o rótulo, de onde eu concluo que se trata de
uma mistura de raízes. “Papai, eu não vou beber isso aí! Olha o cheiro desse tróço!”
Ele arqueia as sobrancelhas. “Você quer melhorar ou não quer?” Minha mãe então
enche uma xícara de água e pinga umas cinqüenta gotas do Zeca. Aperto o nariz
com os dedos, pra não sentir o cheiro, e em um único gole acabo esvaziando a xícara.
Ao contrário do que o meu pai pensava, o efeito não foi imediato. Acho que nem
o Zeca vai resolver o meu problema.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt;"&gt;
23h. Acabo de
deixar a Débora em sua casa. Despeço-me rapidamente. Sinto um aperto no estômago.
Preciso voltar pra casa, seja lá o que for. Dirijo o mais rápido que posso pela
rua mais movimentada da cidade. Meu estômago parece inquieto. Acho que vou
vomitar. “Pelo amor de Deus! Vomitar no meio da rua, não!” Aperto o pé no
acelerador, mas a impressão que tenho é a de que quanto mais eu piso, mais o
estômago revira. De repente, vomito pedaços do rocambole que almocei saem com o
carro ainda em
 movimento. Tento parar, mas acabo abrindo a porta com o carro
ainda em movimento. A
segunda remessa de rocambole acaba atingindo a porta do carro. Com o carro parado vem
a terceira, a quarta e, por fim, a quinta “remessa”. É isso que acontece quando
se tem o olho maior que a boca. O cheiro insuportável que toma conta do carro
certamente não me deixará esquecer disso tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-357565032139703670?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/357565032139703670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=357565032139703670' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/357565032139703670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/357565032139703670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/04/quando-o-olho-e-maior-que-boca.html' title='Quando o olho é maior que a boca'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6043084846166584091</id><published>2011-04-03T22:03:00.000-04:00</published><updated>2011-04-03T22:03:39.141-04:00</updated><title type='text'>Bullying</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:"";
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
a:link, span.MsoHyperlink
	{color:blue;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed
	{color:purple;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
@page Section1
	{size:612.0pt 792.0pt;
	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
	mso-header-margin:36.0pt;
	mso-footer-margin:36.0pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:"";
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
a:link, span.MsoHyperlink
	{color:blue;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed
	{color:purple;
	text-decoration:underline;
	text-underline:single;}
@page Section1
	{size:612.0pt 792.0pt;
	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
	mso-header-margin:36.0pt;
	mso-footer-margin:36.0pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Segundo o site
Wikipedia, “&lt;b&gt;&lt;i&gt;Bullying&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é um termo em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa" title="Língua inglesa"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;inglês&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
utilizado para descrever atos de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viol%C3%AAncia"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;violência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; física ou &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia" title="Psicologia"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;psicológica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,
intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (&lt;i&gt;bully&lt;/i&gt; -
«tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou
agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.
Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados
momentos cometem agressões, porém também são vítimas de &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt; pela
turma”. Nas últimas semanas foi muito comentada a reação de um jovem
australiano às provocações e agressões de um colega de escola. O &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XI1BmlLf6-c&amp;amp;feature=related"&gt;vídeo&lt;/a&gt; chama
realmente a atenção por causa da violência da reação do jovem e certamente
desperta na maioria reações do tipo “Bem feito! Mexeu com quem estava quieto,
levou!”. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Embora eu
tenha tomado conhecimento desta palavra apenas recentemente, acredito que o &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt; sempre existiu. Na época de colégio,
por exemplo, presenciei uma cena bem parecida como a que é mostrada no vídeo. Um
de meus colegas de turma na 4ª série, o Anderson (a quem chamávamos de “Branco”
por ser loiro) sofreu por muito tempo provocações de um colega bem menor que
ele, o Carlos Alberto, então apelidado de “Betinho”. Um dia o Branco cansou-se
das provocações e chamou o Betinho para o braço. Para não ter problemas maiores
com a direção da escola, a briga aconteceu no típico estilo “Te pego na saída”.
Lembro-me que naquele dia ninguém foi para casa quando o sinal tocou. Havia
mais ou menos umas 100 pessoas presenciando a briga. Todos assistindo, mas
ninguém separando. Obviamente o Betinho levou uma baita surra e nunca mais
mexeu com o Branco.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Na mesma época
também fui vítima de bullying. Recordo-me que eu rejeitava o apelido de “Tonhão”,
e justamente por isso levo o apelido até hoje. Certa vez na escola ele e o Pancho
(que, aliás, nem era aluno...) me viram e começaram a chamar-me pelo apelido de
forma agressiva. Pancho o fez primeiro. Como sua fama não era das melhores
(diziam na época que ele havia esmurrado a cara de um colega até “arrancar
sangue”), decidi não aceitar a provocação e ficar “na minha”. O Betinho seguiu
o embalo, porém eu o conhecia e resolvi pedir pra ele parar com a provocação. Assim
o fiz e dei-lhe as costas. Senti apenas o forte empurrão que ele me deu,
projetando-me à frente. Todos logo fizeram uma enorme roda em nossa volta,
gritando “É briga, é briga!” Eu nunca havia me metido em nenhuma confusão até
então. Fiquei completamente parado e levei dois socos, um no queixo e outro na
testa. Parti então com tudo pra cima dele e o peguei pelas costas, mais ou
menos como o jovem australiano do vídeo fez com seu pequeno opressor. Após rodá-lo
umas cinco ou seis vezes no ar, arremessei-o a uns três metros de distância. Foi
minha única briga, e espero que tenha sido a última. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Não sei dizer
exatamente o que teria acontecido se eu e o Branco não tivéssemos nos metido em
nossas brigas com o Betinho. O fato é que nós nunca mais fomos incomodados, nem
pelo Betinho nem por ninguém. Da mesma forma, não sei explicar por que o &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt; acontece. Aparentemente trata-se
de uma falta de tolerância tremenda com as diferenças. Isso é muito comum na adolescência (é óbvio que adolescência é um termo relativo e não se refere a uma faixa etária... há homens que nunca amadureceu!!!),
época em que os jovens ainda não se aceitaram como são nem tampouco sabem aceitar
como os outros são. Acham que todos devem ser iguais e pertencer ao mesmo “bando”.
Sim, essa é a palavra mais correta. O &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;
é algo animal, motivo por instintos. É algo que não desejo pra ninguém, principalmente
para o meu filho. Abaixo o &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;!&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6043084846166584091?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6043084846166584091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6043084846166584091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6043084846166584091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6043084846166584091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/04/bullying.html' title='Bullying'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5485899243250047694</id><published>2011-03-26T21:52:00.000-04:00</published><updated>2011-03-26T21:52:32.825-04:00</updated><title type='text'>Caminhoneiros</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves/&gt;
  &lt;w:TrackFormatting/&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;
   &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;
   &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;
   &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;
   &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;
   &lt;w:CachedColBalance/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="--&gt;
   &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;
   &lt;m:dispdef&gt;
   &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;
   &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;
   &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;
   &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;
   &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;
   &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;
  &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;
&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-qformat:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin-top:0cm;
 mso-para-margin-right:0cm;
 mso-para-margin-bottom:10.0pt;
 mso-para-margin-left:0cm;
 line-height:115%;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:11.0pt;
 font-family:"Calibri","sans-serif";
 mso-ascii-font-family:Calibri;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
 mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
 mso-hansi-font-family:Calibri;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;
 mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
 mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O termo “caminhoneiro”
que aqui utilizo refere-se àquele que&amp;nbsp; ganha&amp;nbsp; seu sustento ao volante.
Minha “inspiração” para o assunto &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;- e
coloco aqui as aspas por tratar-se mais uma vontade do que uma inspiração
propriamente dita – vem do fato de que muitos de minha família são
caminhoneiros, a começar pelo meu pai e meu tio. Além deles, meu avô e meu tio
avô também eram caminhoneiros, e assim permaneceram até os últimos anos de suas
vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Conta o
meu pai que ele tornou-se caminhoneiro por influência (não sei se positiva,
negativa ou se por necessidade) de meu avô. Já aos 16 anos meu pai transportava
mercadorias de São Joaquim da Barra para São Paulo conduzindo o caminhão de meu
avô. Sem possuir carteira de habilitação, a saída que ele encontrou para poder
trabalhar e, assim, tratar de seus irmãos mais novos, foi viajar com um senhor
já de idade ao seu lado, que assumia a direção quando se aproximavam dos postos
da polícia rodoviária. A “iniciação” de meu pai ao volante se dera uns dois
anos antes, na própria cidade de São Paulo. “Preocupe-se com o que está na sua frente.
Esqueça quem vem atrás!”, disse meu avô a ele naquela ocasião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ao
casar-se, meu pai mudou-se para Quirinópolis-GO, onde deixou o volante do
caminhão para tornar-se agricultor. Foram os seis melhores anos de minha vida
ao lado dele! Mas a situação financeira piorou, e em 1982 ele retornou,
contrariado, ao volante. Mudamo-nos para São Joaquim da Barra-SP, onde vivemos
até hoje. No início ele passava a semana estradas afora, mas retornava nos fins
de semana. Devido à profissão de meu pai, não pude desfrutar de sua presença a
maior parte de minha adolecência. Uma pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Tenho
lembranças de algumas viagens que fiz ao lado de meu pai na boléia de seu
caminhão, um Mercedez Bens modelo 2013 amarelo (que era amarelo quando ele
comprou de meu tio). Fomos algumas vezes para Passos-MG. Lembro-me das nuvens
escuras daqueles dias. A boléia parecia um lugar confortável naquela época.
Outra viagem marcante foi a que fizemos para Brasília-DF. Fiquei uns três ou
quatro dias sem tomar banho! Lembro-me que no dia em que finalmente tomamos banho fomos
jantar ele, meu tio Wágner e eu em uma churrascaria em Cristalina-GO. Por anos
eu guardei a camiseta que usei naquela noite... Eis que ao retomarmos nosso
caminho na estrada um dos pneus do caminhão de meu pai estourou, justamente
quando ele me perguntava o que significava a palavra “dream” pra verificar se
eu estava aprendendo alguma coisa na escola. Ele também levou-me pra conhecer o
porto de Santos pra que eu pudesse ver o mar pela primeira vez. Mas o porto
estava fechado e eu acabei conhecendo apenas a poluição da cidade de Cubatão-SP. Eu só viria a conhecer o mar quase 15 anos depois, em 2004,
mesmo ano em que entrei em um avião pela primeira vez. No entanto, o que mais
me marcou de todas essas viagens foi a forma como o meu pai me tratava. Ele
sempre fez questão de mostrar que não era um homem satisfeito com sua
profissão, e agia sempre de forma a me desestimular a segui-la. “Filho, eu
quero que você estude. Depois que fizer a faculdade, se você quiser pode ser
lixeiro, palhaço, o que você quiser. Eu só não quero que você seja caminhoneiro
nem polícia.”, dizia ele. Anos depois eu entenderia que sua aversão à polícia
devia-se às propinas que alguns policiais rodoviários exigiam dele para não
multá-lo. De certa forma, meu pai sempre procurou evitar que eu passasse pelo
mesmo que ele. Em nossas viagens ele me fazia dormir junto à carga do
caminhão, sob o sereno. Certa vez dormi sobre uma sacaria de adubo. Quando acordei,
parecia que tinha sido surrado. “Isso é pra você ver como o seu pai sofre”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em períodos de safra, ou desde que as lavouras de soja e milho deram lugares às
inúteis lavouras de cana-de-açúcar, meu pai chegava a passar quase 70 dias
longe de casa. Quando acordava, a primeira coisa que eu pedia a Deus em minhas
orações era para que Ele o protegesse de todos os perigos das estradas. Eu sempre tive medo de que ele não voltasse...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;No ano
de 2005 meu pai teve um câncer no rim. Fez uma operação para retirada do
tumor, e após esta operação deveria ficar de repouso durante três meses. No entanto,
quando foi visitar meus avós, deparou-se com meu avô caído ao chão expelindo
sangue pela boca. Desesperado, abaixou-se, levantou meu avô, colocou-o em seus
braços e o levou para o hospital. Sua atitude louvável rendeu-lhe uma érnia nos pontos da cirurgia,
que hoje o impede de dirigir o caminhão por longas distâncias.&amp;nbsp; Hoje, enfim, ele dorme em casa todas as noites, mas eu e minha irmã crescemos e já não estamos mais lá pra poder contar com ele pra nos defender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Hoje também durmo em
minha casa todos os dias e posso cuidar de minha esposa e de meu filho, que
deve vir ao mundo dentro de um mês, porém em minhas viagens para o trabalho
percorro quase 45000 km por ano. Meu pai conseguiu que eu estudasse, mas não
conseguiu evitar que eu ganhasse as estradas todos os dias. Em outras palavras, ambém me tornei uma
espécie de “caminhoneiro”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Hoje em
dia a profissão de “caminhoneiro” está em baixa e é pouco valorizada. Os donos
de caminhão sequer ganham o suficiente para a manutenção de seus veículos, o
que fica evidente pelo estado sucateado em que a maioria deles se encontra. As
transportadoras “engoliram” os caminhoneiros autônomos, como o meu pai e meu
tio, e como foram meu avô e meu tio-avô. Não há mais espaço para caminhões pequenos,
e os que possuem carretas também reclamam das despesas comparativamente
maiores. Aqueles que levam o país sobre suas rodas não mais recebem da
sociedade o devido reconhecimento. A eles eu dedico este post e ofereço todo o
meu respeito e minha consideração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5485899243250047694?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5485899243250047694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5485899243250047694' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5485899243250047694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5485899243250047694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/03/caminhoneiros.html' title='Caminhoneiros'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6668022648209299671</id><published>2011-02-13T16:36:00.002-03:00</published><updated>2011-02-13T16:36:31.308-03:00</updated><title type='text'>Lembranças da vovó Lourdes</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
 &lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt;
&lt;style&gt;
st1\:*{behavior:url(#ieooui) }
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Foi bastante
doloroso escrever as palavras que você está lendo. Afinal, é muito complicado lidar
com lembranças e reconhecer que não se pode alterar o roteiro de um filme
depois que ele se acaba.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Minha avó
Lourdes partiu no dia 25 de janeiro de 2011, por volta das 8h da manhã. Por
mais que ela tenha lutado, não conseguiu vencer sua luta contra o câncer. Assim
como aconteceu com o meu avô Valter, ela sofreu muito nos seus últimos momentos
de vida. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Quando a
visitei no hospital pela última vez, ela estava inconsciente e respirando com
dificuldade, mesmo com o auxílio de aparelhos. Estávamos no quarto apenas ela,
eu e a Val, moça que ficava cuidando dela. Faltava pouco para o término do horário
de visitas e o sol já havia se posto. Na penumbra daquele quarto, eu olhei para
minha avó e passei as mãos pelos seus cabelos pela última vez. Beije-lhe a
testa e ao seu ouvido pedi perdão por não ter sido um neto melhor, por não ter
ido visitá-la mais vezes, não importam quais tenham sido os motivos. Entre lágrimas,
abracei-a pela primeira vez em meus quase 35 anos de vida. É muito triste
pensar que meu primeiro abraço foi na última vez em que a vi...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Em meio a
tanta dor, veio a dúvida: por que não fui mais próximo dela? Há várias teorias,
mas algumas delas envolvem questões familiares que se originaram antes mesmo do
casamento dos meus pais. Vou, portanto, evitar de listá-las aqui e limitar-me a
registrar apenas as boas lembranças que dela guardarei.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Minha avó
Lourdes sempre foi uma mulher vaidosa. Lembro-me que quando era criança ela
usava o que meu pai chamava de “bobs” no cabelo. Alguns chamavam de “permanente”.
Quando ia com o papai na casa dela, o papai dizia: “Ah, não, dona Lourdes, a
senhora fez desanima-marido de novo?” Eu achava aquilo engraçado. Fisicamente,
ela tinha mais ou menos a mesma estatura de minha mãe. Quase sempre estava
usando óculos e tinha um forte aperto de mãos, mesmo nos seus últimos dias. Na
maioria das vezes em que me abraçava, dava um tapinha (muito dolorido, por
sinal...), o que me assustava um pouco quando eu era criança. Lembro com
carinho de suas pernas levemente arqueadas, que me faziam reconhecê-la de longe
quando virava a esquina de casa.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Vovó Lourdes não
tinha um &lt;i&gt;hobbie&lt;/i&gt;, como tricotar ou
qualquer outra coisa que lhe preenchesse o tempo. Quase sempre estava preocupada
com os filhos, com o vovô Valter Crotti ou com o tio Antônio. Como cozinheira,
os pratos que mais me deliciavam eram o macarrão, a abobrinha refogada e a
maionese (essa era imbatível). Nas festas de fim de ano, fazia questão de
preparar uma enorme salada de frutas e distribuir para os filhos. Nesta salada
ela usava as uvas de sua parreira, e justamente por isso não gostava que ficássemos
cortando os cachos de uva antes da hora. Lá havia também uma jaboticabeira
cujas jaboticabas eram deliciosas e em cuja sombra eu, Frederico, minha irmã e
o Fernando jogávamos Banco Imobiliário na época em que a tia Vânia ainda morava
lá.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Uma das coisas
que a vovó mais gostava era reunir seus filhos no fim de ano. Para isso,
comprou uma enorme mesa (diz ela que era uma mesa de 12 apóstolos), onde os
filhos e suas famílias poderiam se sentar. Infelizmente, por desavenças entre
eles, nunca os cinco filhos estiveram sentados à mesa juntos. Tanto ela quanto
meu avô partiram sem ter o prazer de vê-los todos reunidos. E como é natural em
famílias em que os pais partem, a probabilidade disso acontecer agora é
praticamente nula.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Quando fui
comunicar-lhe que ia me casar, ela me disse: “Casar para quê? Deixa disso, fica
ajudando o seu pai.” Eu ri e disse-lhe que mesmo após o casamento eu não deixaria
de ajudar o papai. Infelizmente ela não compareceu ao meu casamento, pois na época
meu avô estava muito adoecido. Por outro lado, tenho muitas lembranças dela no
sítio da família em
 Quirinópolis. O papai diz que sua vontade era se mudar para lá
com o meu avô e viver ao lado dele e do tio Antônio. Por ironia do destino, os
dois partiram antes dela... No curral, adorava andar por entre suas vacas, ou
mesmo pelos pastos de sua propriedade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Minhas melhores
e mais longas conversas com ela aconteceram no ano passado, nos meses que
antecederam sua partida. Na última, em especial, recordo-me de ter dito a ela
que éramos como carros cujas peças começam a falhar, mas que não podem ser
substituídas. Foi assim que consegui dela seu último sorriso.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
A partida de
minha avó representou uma perda inestimável para todos da família,
especialmente seus filhos. O papai, por exemplo, tão acostumado a ligar para
ela, já discou várias vezes o seu número... Desde então ele vive triste,
olhando para o céu e dizendo todas as vezes que o vejo: “Estou com saudade da
minha mãe...”. Para mim a partida de minha avó o fim de muita coisa, menos das
lembranças dos momentos que tenho dela. Espero que em outras vidas (ou
reencarnações) nós possamos nos reencontrar e sermos mais próximos do que fomos
nesta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-6668022648209299671?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/6668022648209299671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=6668022648209299671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6668022648209299671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/6668022648209299671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/02/lembrancas-da-vovo-lourdes.html' title='Lembranças da vovó Lourdes'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5410377485858052835</id><published>2011-01-05T08:05:00.001-03:00</published><updated>2011-01-05T08:10:28.263-03:00</updated><title type='text'>Viagem para a Europa - Parte 1</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;b style="color: red;"&gt;24 Agosto de
2010.&lt;/b&gt; Esta será uma data que eu jamais me esquecerei. Será a primeira vez que
entro em um avião para cruzar o Oceano Atlântico. Não vou negar que sinto um
frio na barriga quando penso que vamos passar praticamente 10 h sobre o mar a 13 km de altura e a mais de 900 km por hora. Mas não
posso transparecer insegurança. Débora está comigo e está muito animada. Esta
será nossa primeira viagem internacional. Estamos a caminho de Paris, a capital
mundial da moda. Faço idéia do que isso deve significar pra uma mulher. A propósito,
esta também é a primeira viagem dela em um avião...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Estamos em
seis pessoas. Além de Débora e eu, estão também Rodrigo, Carlos, Serjão e
Crevelin. Os três primeiros são bem mais que colegas de trabalho, e o último é
bem mais que um colega de futebol. Somos todos amigos. E viajar em uma turma de
amigos responsáveis... ah, isso é bom demais!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Débora e eu acordamos
cedo, por volta das 4h da manhã. Precisamos arrumar as malas, tomar café da
manhã e pegar a estrada até Ribeirão Preto. Combinamos de deixar o carro no
condomínio onde mora o Serjão. De lá rumaremos para São Paulo, de onde sairá o
avião. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Num piscar de
olhos, estamos dentro da van, a caminho de São Paulo. Há um clima de euforia.
Todos rimos sem qualquer motivo aparente. Acho, inclusive, que todos estamos
com um friozinho na barriga. Na televisão da van está passando o filme “Alice
no país das maravilhas”, com Johnny Deep, mas ninguém dá atenção. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Eis que
estamos no aeroporto. A van abre suas portas e nos deixa no lado oposto onde
faremos o check in. Temos então que atravessar o aeroporto praticamente inteiro
empurrando as malas. Feito o check in, sentimos uma fome enorme e saímos à
procura de comida. Decidimos comer um lanche do McDonald’s. Sigo a opção do
Serjão e acabo escolhendo um tal de “chicken classic”. Poucos minutos depois de
pagar um preço abusivo pelo maldito lanche, cá estou na mesa com o lanche
aberto separando cebolas roxas enormes da parte realmente comestível do lanche.
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TSRRF4aRJRI/AAAAAAAAAT4/kFxmCer9wWg/s1600/0002.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://4.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TSRRF4aRJRI/AAAAAAAAAT4/kFxmCer9wWg/s640/0002.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Passamos então
pela alfândega. Vejo então que não tenho nada de valor. Quando vamos apresentar
os passaportes, a primeira gafe: eu e a Débora trocamos os passaportes. Nos
rostos sérios das atendentes vejo desenhados dois sorrisos largos, seguidos de
gargalhadas. “Moça, não ri, não”, digo, pra que elas saboreiem sua sessão de
risos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Passamos então
pelo “duty free”, uma área dentro do aeroporto que antecede o embarque. Lá se
compra tudo mais barato. Dizem que é uma área livre de taxas. Débora compra
alguma coisa pra maquiagem, enquanto eu me desloco discretamente para o
banheiro, onde permaneço na posição de rei por quase 15 min.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Já avistamos o
avião onde permaneceremos nas próximas 12 h. É um avião da Air France. Um dos
companheiros faz uma piada totalmente fora de hora e lembra do avião da Air
Force que caiu no Oceano Atlântico há um ou dois anos atrás e ninguém consegui
encontrar sequer os destroços. Mas agora é tarde pra recuar... e já estamos
dentro do avião...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
O avião tem
mais de quatrocentos lugares. Há a primeira classe – ou classe executiva – e a
segunda classe, onde estamos. A nossa classe é a que fica mais próxima da cauda
do avião. Sentamos eu e a Débora juntos. Atrás de nós senta-se o Carlos, e nas
poltronas de trás estão o Rodrigo (janelinha), Sérgio (no meio) e o Crevelin
(na ponta). Em pouco tempo senta-se um francês ao nosso lado. Não dá pra
entender nada do que o cara fala. Só pra ajudar, ele não fala inglês. É o
primeiro indício de que francês não gosta de inglês, provavelmente por razões
históricas. “Se todo mundo for assim lá em Paris, nós estamos ferrados!”, digo
a mim mesmo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Mas não é só.
Enquanto todos os outros colegas estão assistindo ou ouvindo alguma coisa,
nossas televisões não estão funcionando. Olho para trás e vejo que todos estão
se distraindo. Meu desconforto fica maior ainda quando percebo que o espaço
entre as poltronas é pequeno. De repente, o francês que está sentado ao lado da
Débora começa a nos chama e diz alguma coisa em espanhol, que eu não entendo. Ele
também parece nervoso por não estar assistindo à televisão. Putz... estou vendo
que essa será uma looooooooonga.... viagem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;i style="color: blue;"&gt;(to be continued...)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5410377485858052835?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5410377485858052835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5410377485858052835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5410377485858052835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5410377485858052835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2011/01/viagem-para-europa-parte-1.html' title='Viagem para a Europa - Parte 1'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TSRRF4aRJRI/AAAAAAAAAT4/kFxmCer9wWg/s72-c/0002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4638804972462971081</id><published>2010-12-26T09:30:00.000-03:00</published><updated>2010-12-26T09:30:27.594-03:00</updated><title type='text'>O significado do Natal</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
O mês de
dezembro é o mais aguardado do ano. As pessoas começam a se preparar para o
Natal já nos primeiros dias deste mês. As casas ficam iluminadas, os prefeitos
decoram suas cidades e as lojas ficam abertas até mais tarde. As crianças fazem
fila pra visitar o papai Noel em sua casa na praça. É uma época realmente mágica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Certamente um pouco
desta magia vem das propagandas que são anunciadas na televisão. Surgem famílias
felizes, protegidas em suas casas bem pintadas e decoradas. Há sempre uma
criança, cujos pais são jovens e bem-sucedidos, um cachorro, avós carinhosos e
uma enorme árvore ao pé da escada. Supõe-se, então, que o casal more em um
sobrado... Ao pé dela, obviamente, há inúmeros presentes. As luzes da casa me
parecem mais fracas que as da árvore de Natal. Que família feliz!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Voltemos então
à realidade: é necessário um esforço enorme pra reunir a família. Muitos dos
parentes que queremos conosco na noite de Natal não fazem sequer o menor
esforço para comparecerem, principalmente porque há outras pessoas ali com quem
eles brigaram durante do ano. “Se fulano vai estar lá, então não irei.” Ora, não
seria essa uma ótima ocasião para uma reconciliação?” Onde está o espírito
natalino? A propósito, será que alguém se lembra o que realmente estamos
comemorando na noite de Natal? Será que Jesus Cristo realmente nasce nos nossos
corações nesta data?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Dizem meus
pais e meus avós que “antigamente” (entenda-se: na época deles) todos da família
se reuniam no Natal. Segundo eles, os tempos eram tão difíceis que só se bebia
Coca-Cola no dia de Natal. Disso eu posso tirar duas possíveis conclusões: ou
eles estão idealizando aquela época, varrendo as brigas para debaixo do tapete
e lembrando apenas das coisas boas, ou então a situação realmente mudou assim
que a situação melhorou. Vivemos uma época de consumismo, onde cada um luta pra
ter mais que o outro. Deixadas de lado as merecidas exceções, tanto masculinas
como femininas, é bem provável que isso tenha acontecido por causa por uma razão
bem simples. Quando um filho se casa, a tendência é que ele se distancie de sua
família e se aproxime da família de sua esposa. Cansados das brigas, e no
intuito de querer evitá-las, os homens de hoje simplesmente abdicam do diálogo
para evitar confusão. “Querido, vamos passar o Natal na casa da mamãe”. “Tudo
bem, querida, como você quiser”. Quando a família é grande, o problema se
agrava. As mulheres de dois irmãos geralmente não se entendem e acabam
colocando os irmãos uns contra os outros. “Você não ta vendo que seu irmão está
se passando para trás?”&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Assim é o
Natal dos dias atuais. Espero que daqui a uns 20 anos eu possa escrever algo
diferente sobre o Natal. O que posso escrever aqui é que tive um Natal muito
melhor que o de 2008, quando tentamos reunir a família pela primeira vez. E ao
contrário do que este post possa sugerir, estou muito feliz pelo Natal que
tivemos aqui em casa. Talvez
esta felicidade deva-se a um ponto bastante importante: deixei de idealizar o
Natal como nas propagandas e valorizar o Natal que acontece de verdade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4638804972462971081?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4638804972462971081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4638804972462971081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4638804972462971081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4638804972462971081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/12/o-significado-do-natal.html' title='O significado do Natal'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7906907805580896770</id><published>2010-12-06T17:30:00.002-03:00</published><updated>2010-12-06T17:30:53.018-03:00</updated><title type='text'>Acontecimentos importantes</title><content type='html'>É difícil escrever um post depois de tanto tempo e depois de tantas experiências. Há tanta coisa acontecendo em minha vida... Dois acontecimentos certamente mudaram minha vida: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Fiz uma viagem para a Europa. Sim, eu viajei 12 h de avião sobre o Oceano Atlântico para conhecer Paris e Berlim. Preciso escrever isso com riqueza de detalhes pra não esquecer. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(2) Vou ser pai! O que me parecia pouco provável no momento aconteceu, mostrando que para Deus nada é impossível. Isso me dá novo fôlego pra voltar a escrever aqui no blog. Quem sabe um dia meu filho (ou minha filha) leia essas palavras... Irão ter vergonha de mim ou saberão o quanto eu os amei desde que foram concebidos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas notícias boas pra contar. Vou tentar fazer isso aos poucos, até o fim de 2010. Que ano maravilhoso!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7906907805580896770?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7906907805580896770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7906907805580896770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7906907805580896770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7906907805580896770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/12/acontecimentos-importantes.html' title='Acontecimentos importantes'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7806098005036641921</id><published>2010-10-11T07:39:00.003-04:00</published><updated>2010-10-11T07:39:47.914-04:00</updated><title type='text'>Perdas</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;
 &lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:10.0pt;
 font-family:"Times New Roman";
 mso-ansi-language:#0400;
 mso-fareast-language:#0400;
 mso-bidi-language:#0400;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Os dois últimos
meses que se passaram desde que postei as últimas atualizações deste blog foram
particularmente difíceis. Um de meus amigos, com quem divido sala no trabalho,
perdeu o pai. O mesmo aconteceu com um outro grande amigo dos tempos de pós-graduação.
O primeiro destes amigos era muito próximo de seu pai e tinha com ele uma relação
parecida com a que tenho com o meu. Eram cúmplices, iam à sauna, faziam
churrascos e ficavam bêbados juntos. Embora eu não seja fã de velórios,
principalmente por nunca saber ao certo o que dizer, compareci ao dele para
demonstrar meus sentimentos ao meu amigo. Presenciei, assim, o seu sofrimento e
compartilhei de sua dor. Houve um momento em que ele disse a um dos amigos de
seu pai: “Puxa vida, na semana passada a gente ficou bêbado. A gente se abraçou
e disse um pro outro: ‘Como eu amo esse cara’... Era a despedida e eu nem me
dei conta.” &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
O meu segundo
amigo deu-me a notícia por telefone ontem. Em meio a muitas mudanças, inclusive
de trabalho e de endereço, ele recebeu a notícia de que seu pai estava com câncer
em estágio terminal. Ao contrário do amigo que mencionei logo acima, este mantinha
uma certa distância de seu pai, não porque quisesse, mas pela forma como ele
agia. Pelo que me lembro de nossas conversas no quarto em que dividíamos na casa
de pós-graduação em que morávamos, esse meu amigo dizia que seu pai, assim como
o meu, era caminhoneiro. Tratava-se de um homem embrutecido pela vida, que
dificilmente manifestava carinho. Mesmo assim, a frase que ouvi de meu amigo ao
telefone deixou-me com o coração partido: “Eu imaginei que por não sermos tão
próximos, eu não sentiria a falta dele. Enganei-me”. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Pois bem.
Estou com 34 anos. Já não sou mais nenhum rapaz. As rugas começam a tomar conta
de meu rosto, meus cabelos – os que ainda sobrevivem em meu couro – começam a
perder a cor. Meus joelhos já não são os mesmos e já não tenho aquela disposição
para praticar esportes ou cuidar de minha coluna. O trabalho consome a melhor
parte de mim. Envelhecer é um processo natural. Nossas forças vão se exaurindo
aos poucos até não restar nada, mas nem sempre não nos damos conta disso. Olho para
meu sobrinho e lembro de quando eu ia buscar a Débora em sua casa e tinha,
antes de sair, que dar uma volta no quarteirão com ele de pé, entre minhas
pernas, buzinando. Hoje ele está mais alto que eu, só pensa internet, em sair e
“ficar” com as meninas. O cheiro de bebê deu lugar ao chulé, fruto do costume
adolescente de não gostar de tomar banho. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Sim, eu estou
envelhecendo. Mas não é isso que me preocupa, e não é por isso que escrevo este
post. Ao ver a dor desses meus dois amigos por terem perdido seus pais, eu fico
imaginando quão terrível serão perder meus pais e meus avós. Nos últimos anos
perdi dois tios-avôs, Francisco e Agenor, e meu avô paterno Valter. Mesmo não
sendo tão próximo de meu avô Valter, e tendo me mantido calmo durante todo o
velório, entrei em desespero quando jogaram a primeira pá de terra sobre seu
caixão. Era o fim de tudo. Como sobreviverei à perda de meu pai e de meu avô
paterno? Eu os vejo fracos, cheios de problemas de saúde. Meu pai tem 58 anos, é
hipertenso e diabético, tem problemas nos rins e esporão. Lembro-me de quão
forte ele era. Aos 40 anos, levantava sobre a cabeça um peso de 60 quilos com o
braço esquerdo, com uma força que eu jamais terei. Segurava a tampa lateral do
caminhão sozinho, trabalhava o dia todo em cima do trator. Um gigante! Meu avô,
por sua vez, está com 83 anos, sofre com dores em seu joelho e tem problemas de
audição. Dizem que ele trabalhou na pedreira – baita serviço pesado! Eu sei que
um dia eles vão partir. Cada dia que se passa é um dia a menos, como se fosse
uma contagem regressiva.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Infelizmente não
há como se preparar para isso. Como disse o técnico Dunga após a derrota para a
Holanda na copa deste ano: “Ninguém treina para perder. Não há como se preparar
para a derrota”. A única coisa a fazer é aproveitar o máximo de cada instante ao
lado deles, dar-lhes toda a atenção que eu tiver. Não há como evitar as lágrimas
e as perdas. Há apenas como evitar o remorso, a sensação de que podia ter feito
e não fez. E conviver com a sensação de que não se deu tudo de si, eu imagino,
deve ser a pior do mundo, pois não há uma segunda chance.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7806098005036641921?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7806098005036641921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7806098005036641921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7806098005036641921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7806098005036641921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/10/perdas.html' title='Perdas'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-2882215779811256828</id><published>2010-07-11T09:21:00.002-04:00</published><updated>2010-07-11T09:21:46.420-04:00</updated><title type='text'>O caso Bruno e Eliza</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:"";
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
@page Section1
	{size:595.3pt 841.9pt;
	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm;
	mso-header-margin:35.45pt;
	mso-footer-margin:35.45pt;
	mso-gutter-margin:2.0cm;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Nos últimos
dias o caso do goleiro do Flamengo, que supostamente mandou assassinar a amante,
tem sido a bola da vez da mídia brasileira. Não há noticiário da televisão ou página
de notícias da internet que não tenha abordado o assunto com riqueza de
detalhes. Mais uma vez a imprensa brasileira atua de forma a deixar a população
bem informada – e, por que não dizer, intencionalmente chocada? Diante de
tantos detalhes, é inevitável que cada brasileiro construa sua versão dos
fatos. Eis aqui a minha.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
Ele, o goleiro
Bruno do Flamengo, parece ter vindo de família muito pobre. Dizem que em nosso
país há quatro maneiras de um menino pobre melhorar de vida: estudando, jogando
futebol, ganhando na loteria ou traficando drogas. O goleiro, pelo que parece, já
acumulava R$150.000,00 mensais jogando como goleiro do time de maior torcida do
país. É natural que com o dinheiro venham também as más companhias (que
naturalmente vão explorar o “lado negro da força”) e a vontade de usufruir
erroneamente do poder que ele o traz. Mesmo casado e com filhos, o tal goleiro
passou a promover “festinhas”, onde ocorriam orgias com garotas de programa. Eis
que numa dessas festas o goleiro conhece ela, Eliza Samudio, moça pobre que se
mudou para os grandes centros em busca de riqueza. Dizem que em nosso país há
quatro maneiras de uma mulher pobre melhorar de vida: estudando, ganhando na
loteria, tornando-se modelo, mostrando a bunda na televisão ou aplicando o
chamado “golpe do baú”. Eliza parece ter tentando ganhar a vida como modelo e
como atriz pornô, e mesmo não tendo enriquecido, parece ter se tornado bastante
“solicitada” entre jogadores de futebol. Eis sua grande chance de aplicar o “golpe
do baú”: engravidar de um boleiro famoso e dele arrancar uma boa pensão mensal.
Eliza acabou engravidando de Bruno, mas o (ex)goleiro não apenas se recusou a
aceitar a paternidade, como também deu uns tapas na moça e pediu pra que ela
abortasse. Raivosa, a moça foi à imprensa e denunciou o goleiro, manchando sua
imagem. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
O que se segue
a partir daí ainda precisa ser esclarecido. De qualquer forma, há fortes evidências
de que o goleiro pagou para alguém executar a moça. Bruno está detido
provisoriamente e será julgado, podendo pegar até 30 anos de cadeia (o que
duvido que vá acontecer, principalmente tendo ele o dinheiro que tem). Suas
imagens, mostradas exaustivamente na televisão, mostram-no trajando o macacão
laranja de presidiário. O rapaz mantém sua arrogância, com o queixo sempre reto
e sem olhar para baixo. Deve saber que em nosso país “nada dá nada”, que vai
certamente sair impune desse crime e que em quatro ou cinco, na pior das hipóteses,
estará novamente em liberdade. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;
De tudo isso,
fica uma reflexão: por que moças e rapazes não escolhem o estudo como forma de
melhorarem de vida? Por que nesse país todo mundo, inclusive os jovens, escolhe
o caminho mais fácil? Será que se esquecem que o caminho mais fácil é sempre o
mais perigoso?&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-2882215779811256828?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/2882215779811256828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=2882215779811256828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2882215779811256828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/2882215779811256828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/07/o-caso-bruno-e-eliza.html' title='O caso Bruno e Eliza'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1589238661731648922</id><published>2010-07-10T08:00:00.001-04:00</published><updated>2010-07-10T08:00:31.543-04:00</updated><title type='text'>Homens fortes</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:"";
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
@page Section1
	{size:612.0pt 792.0pt;
	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;
	mso-header-margin:36.0pt;
	mso-footer-margin:36.0pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;
&lt;!--
 /* Style Definitions */
 p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:"";
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}
@page Section1
	{size:595.3pt 841.9pt;
	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm;
	mso-header-margin:35.45pt;
	mso-footer-margin:35.45pt;
	mso-gutter-margin:2.0cm;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
&lt;/style&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Todos os dias,
a caminho do trabalho, vejo pela estrada duas pessoas que sempre me chamam a
atenção. Uma delas é um senhor magro, que sempre trafega de bicicleta pela
rodovia. Sua aparência acusa uns 70 anos ou mais. Parece ser um senhor de
origem humilde, daqueles que sempre trabalhou na roça a vida toda. Sua barba é
branca e está sempre por fazer, embora não seja necessariamente grande. Seus
dentes aparentemente foram abandonando sua boca ao longo da vida, e a julgar
pela forma como sorri para mim quando nos cruzamos pelo caminho, me parece que
não usa dentadura. Sempre alegre e trajando sempre boné, o que dá a impressão
de estar indo para o trabalho na roça, este senhor sempre aparece pelo caminho,
sempre nos mesmos trechos da rodovia. Ao longo do tempo deduzi que ele mora em
uma cidade próxima e que todos os dias segue em direção a um altar de Nossa
Senhora montado à beira da rodovia. Imagino que ele deve ter recebido um
milagre e que, para cumprir a promessa, para lá se dirige todos os dias. Certo
dia o via ajoelhado ao pé do altar, com as mãos levantadas para cima. Daí vem
certamente seu sorriso. Para ele estar vivo e ter saúde pra ir diariamente
agradecer pelo milagre já é razão mais que suficiente para alegrar-se.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Em um outro
trecho da rodovia, bem mais à frente, sempre me deparo com um senhor de chapéu
preto, que muito me faz lembrar meu querido tio Chiquinho. Talvez este segundo senhor
seja um pouco mais velho que o primeiro, &amp;nbsp;mas a julgar pelo seu traje, dá pra ver que é
um pouco mais vaidoso. Sempre com camisa e calça de linho, e com um pacote nas
mãos, este senhor de pernas arqueadas como as minhas e a do Garrincha percorre
pelo menos uns &lt;st1:metricconverter productid="5 km" w:st="on"&gt;5 km&lt;/st1:metricconverter&gt;
diariamente. A julgar pelo pacote que trás nas mãos, eu ousaria dizer que ele
mora em algum sítio na beira da rodovia e que segue diariamente até alguma
padaria na cidade para buscar alguma coisa, talvez pão. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Estes homens
sempre me fazem lembrar de meus avôs. O vovô Crotti era um homem magro.Trabalhou
até os 75 anos como motorista de caminhão, e não fosse o cigarro, acredito que
teria vivido até os 100 anos. Embora não bebesse, adorava uma sanfona e um forró.
Era um ótimo dançarino. Meu avô Miller, por sua vez, já passou dos 80 anos. Todas
as manhãs ele coloca seu chapéu e sai com sua bicicleta pela cidade, segue até
a casa da mamãe e vem subindo devagar, parando para conversar pelo caminho. Até
hoje sobe em árvores e em cima da casa, coisa que com a minha idade eu nunca
tive coragem de fazer por causa do medo de altura. Além da cachacinha que bebe
diariamente, todos os dias ele se senta com meu tio Lazinho, seu irmão, e os
dois bebem duas cervejas enquanto conversam. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;
Cada um destes
homens fortes me passam um ensinamento diferente com seus estilos de vida
diferentes. Aos 34 anos, sentado no chão da sala em frente ao notebook, eu fico
me perguntando se chegarei a viver tantos anos, e se o fizer, como estará minha
saúde até lá. Sinto ainda fortes dores na coluna, talvez fruto do tempo que
passo diariamente sentado. Nenhum deles conheceu computadores, internet,
celulares, mp3 ou ipods. Mas olhando para eles e para suas vidas, eu fico me
perguntando até que ponto vale a pena viver em meio à tecnologia. Os homens que
mencionei tornaram-se fortes sem precisar de e-mails ou de Google. Eles
passavam todo o tempo livre junto às suas famílias, e não em frente ao monitor
de um computador fazendo compras on line ou assistindo vídeos do Youtube. Mesmo
assim, eu os vejo como homens fortes e tenho por eles um grande respeito. Mas
será que as próximas gerações nos verão como homens fortes também? Ou será que
este respeito por gerações anteriores está entrando em extinção?&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1589238661731648922?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1589238661731648922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1589238661731648922' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1589238661731648922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1589238661731648922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/07/homens-fortes.html' title='Homens fortes'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3031431224654275473</id><published>2010-07-09T23:00:00.001-04:00</published><updated>2010-07-09T23:03:24.815-04:00</updated><title type='text'>Relembrando os velhos tempos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Sábado, 24 de abril de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: blue;"&gt;7h35min.&lt;/span&gt; Estou atrasado para as aulas. Isso não acontecia tempos atrás, quando eu era apenas um aluno. Agora que sou professor e as coisas começaram a sair do meu controle, a situação parece ser um pouco diferente. Tenho 55 min pra abastecer o carro e enfrentar 60 km de uma pista simples e perigosa, repleta de caminhões carvoeiros e canavieiros. O jeito vai ser tirar a diferença no pedal do acelerador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;8h35min.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Estou, enfim, na sala de aula. Quase no horário! Os alunos estão me aguardando fora da sala de aula. Sigo até o setor de multimídia para pegar a chave e retorno rapidamente. Os alunos se acomodam e eu começo a explicar os tão temidos mecanismos de fragmentação. O assunto é complexo, eu me esforço ao máximo para simplificar, abrindo inclusive mão de alguns formalismos. Muitos alunos interrompem a aula solicitando que não haja prova. Isso acontece todos os anos; ao invés de sentar e estudar, a maioria deles prefere propor alternativas mais fáceis. Tento explicar novamente o conteúdo, mas eles parecem estar bloqueados só de saberem que vai haver prova. Tento acalmá-los, mas eles parecem decididos. O cansaço vai aos poucos minando minha paciência. Já são 12h45min e está difícil me controlar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;13h40min.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estou na estrada em que tantas vezes viajei de ônibus ao lado de minha saudosa amiga Ana Cláudia, em direção a Ribeirão Preto. Lá alguns ex-colegas de moradia irão se reunir em um churrasco. Sei que vão beber e que vamos nos lembrar dos velhos tempos de pós-graduação. Disseram-me pra ir preparado para jogar futebol, mas estou preparado para não jogar. Jogar em meio a bêbados não funciona, principalmente quando se é o único que não ingere bebidas alcoólicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;14h45min.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Estou ao portão da casa onde vão fazer o churrasco. O “Alvim” vem receber-me. Parece animado. Logo em seguida vem o “Pancinha” me abraçando, com as mãos totalmente engorduradas; ele é o churrasqueiro. Dentre os demais rostos os únicos que reconheço são do “Rondinelli”, cuja maior lembrança que tenho é de ter namorado um mês uma moça sem saber o nome dela, e da Luciane, esposa do Pancinha. Apesar dos poucos, damos boas risadas. Como nos bons tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TDfh9S5ed0I/AAAAAAAAASc/mpwdcQD8W94/s1600/P4240374.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;img border="0" rw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TDfh9S5ed0I/AAAAAAAAASc/mpwdcQD8W94/s320/P4240374.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;15h45min.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Estou na estrada, de volta para casa. Os carros e a estrada chamam-me pouco a atenção. Meus pensamentos estão na época de pós-graduação, tão sofrida e ao mesmo tempo tão frutífera e divertida. Estou me lembrando das inúmeras experiências junto aos colegas de pós-graduação. Quantos jogos de futebol nas noites de terças-feiras. Quantas e quantas madrugadas passadas na varanda contando piadas e “tirando sarro” uns dos outros. São tantas as boas lembranças que agora tenho a impressão de que tudo era perfeito (é só impressão, pois sabemos que nada é perfeito). Sem dúvida foram os meus “anos dourados”. Hoje me dei conta de que o tempo se passou, cada um de nós seguiu sua vida e tomou seu próprio rumo. Espero que todos estejam bem e felizes. E espero que mesmo não estando hoje presentes, que se lembrem de como foram bons aqueles tempos difíceis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3031431224654275473?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3031431224654275473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3031431224654275473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3031431224654275473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3031431224654275473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/07/relembrando-os-velhos-tempos.html' title='Relembrando os velhos tempos'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SOZdkMATxCU/TDfh9S5ed0I/AAAAAAAAASc/mpwdcQD8W94/s72-c/P4240374.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5600147490522530814</id><published>2010-05-09T09:50:00.000-04:00</published><updated>2010-05-09T09:51:47.931-04:00</updated><title type='text'>Querido blog...</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;Infelizmente não tenho tido tempo pra escrever ultimamente. Mergulhei-me em uma rotina de trabalho intensa que vem me ocupando quase que por completo. Sempre fui muito dedicado ao que eu faço, e como costumam dizer, trabalhar com o que a gente gosta é quase que não trabalhar. A boa notícia é que eu voltei a jogar futebol. Era uma das minhas metas para esse ano. Aliás, nos últimos dois jogos fiz até alguns gols. Estou feliz por estar de volta. Vamos ver até quando...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;Em minhas viagens ao trabalho vou ouvindo músicas no rádio do carro. Compilei músicas dos anos 70, 80, 90, pop e rock, além de algumas músicas eletrônicas recentes com que me identifico. Mas as músicas dos anos 80 são as que eu mais ouço. Tenho a sensação de que cada uma delas me leva de volta à época de escola e, principalmente, ao clube da Baixada onde passei quase que todas as minhas tardes, sábados e domingos do período de &lt;st1:metricconverter productid="1998 a" st="on"&gt;1998 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1991. O clube fica muito próximo à casa de meus pais, então passo perto dele sempre que vou visitar meus pais. Infelizmente o clube está anos luz de ser o que foi na minha adolescência. Está quase que abandonado, com poucos sócios. Nas poucas vezes que fui lá recentemente havia menos de uma dúzia de pessoas, entre sócios e funcionários. Isso me faz refletir sobre o fato de que muitas pessoas e muitos lugares que conhecemos ao longo de nossas vidas permanecem vivos apenas em nossas lembranças. Minha primeira namorada, por exemplo, não existe mais. Não a vejo desde os 15 anos, mas ouvi dizer que engravidou, foi morar com um cara, separou-se, perdeu-se e, enfim, voltou para a casa dos pais. Dizem que está muito gorda – o que não dá pra imaginar, já que ela era um palito quando éramos namorados há 18 anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;O fato é que eu vivo amarrado às minhas lembranças do passado. Prestes a completar 34 anos, às vezes ainda me sinto que ainda não amadureci. Embora eu não confie mais nas pessoas, não é raro eu me comportar de forma ingênua, o que muitas vezes me deixa exposto às manipulações. Muitos já me contaram mentiras para fazer com que eu tomasse certas atitudes, que eu tomei por confiança. Aqui neste país as pessoas parecem pensar apenas em tirar vantagem de tudo e de todos. Somente os espertos, os desonestos e os ladrões é que são valorizados. É justamente por isso que eu preciso passar um tempo em um país de primeiro mundo. Espero poder fazer isso no ano que vem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;Hoje é dia das mães. Vou visitar minha mãe, minhas avós e minha sogra e dar-lhes um abraço, desejando que vivam por muitos anos e permaneçam doces como são. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5600147490522530814?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5600147490522530814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5600147490522530814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5600147490522530814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5600147490522530814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/05/querido-blog.html' title='Querido blog...'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7101952342895739346</id><published>2010-04-22T20:16:00.001-04:00</published><updated>2010-04-22T20:21:28.708-04:00</updated><title type='text'>Cirurgia volume 3 - parte 1</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-gutter-margin:2.0cm; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;Quinta-feira da semana santa. Daqui a três dias será Páscoa. Amanhã minha irmã virá de Cosmópolis para almoçar conosco. A família estará novamente reunida para celebrarmos nossa união. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;São 15h30min. Acabo de chegar do trabalho. Estou pelas ruas da cidade, em direção ao “boteco” chamado “Rei do Quibe”. Pelo nome do estabelecimento já dá pra imaginar o que estou indo buscar. Sei que quando chegar em casa, Débora estará com fome. E assistir a Medical Detectives faminto não é uma boa idéia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15h55min.&lt;/span&gt; Estou sentado no chão da sala, com um quibe na mão. Ao meu lado Débora começa a degustar o seu. Brincamos um com o outro. Coisas bobas do tipo “você tá com tanta fome que ta comendo pelo nariz!”, mas que nos tornam um casal muito feliz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16h15min&lt;/span&gt;. O telefone toca. Eu imagino que deva ser a mamãe, preocupada por eu ainda não ter ligado pra ela avisando que cheguei. Quando atendo, percebo que ela está com voz grave. “O que você vai fazer agora?” Explico-lhe que acabei de chegar do trabalho e que estou “curtindo” o pouco tempo que tenho ao lado da Débora. “Acharam onde está a pedra do seu pai. Ela desceu para o canal, está encravada. Ta formando puz. O médico vai operá-lo esta noite e eu preciso que você fique lá com ele.” A notícia me deixa abalado. Operação? Meu Deus do céu! Outra? Será a terceira que meu pai fará. A primeira foi para remover um câncer, a segunda foi para remover um cálculo renal. Digo o que preciso e o que ela quer ouvir. “Diga ao papai que eu fico com ele. Vou tomar banho. Às 17h estarei no hospital. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 30pt;"&gt;Assim que coloco o telefone no gancho lembro-me da “profecia” de meu pai. “Filho, eu vou morrer com 57 anos. Um frio me percorre a coluna. Meu Deus do céu! &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7101952342895739346?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7101952342895739346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7101952342895739346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7101952342895739346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7101952342895739346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/04/cirurgia-volume-3-parte-1.html' title='Cirurgia volume 3 - parte 1'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5881651788346921868</id><published>2010-03-18T21:16:00.000-04:00</published><updated>2010-03-18T21:18:57.531-04:00</updated><title type='text'>Sky</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 63pt;"&gt;Onde estive todo este tempo? Essa é a pergunta que me faço agora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 63pt;"&gt;Talvez estivesse triste, sem vontade de escrever. E neste caso a máxima de que a tristeza desaparece quando se escrever não se aplica. Talvez eu tenha apenas me retirado, dado um tempo pra mim mesmo. De qualquer forma, hoje senti uma vontade imensa de voltar a escrever... e aqui estou!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 63pt;"&gt;Enquanto escrevo estas palavras na sala aqui de casa, ouço “Bless the beasts and children”, do Carpenters, música esta que eu nem conhecia. Está tocando na televisão, em um dos canais da Sky. Pois vejam como são as coisas... No início do ano passado tomei coragem e contratei o serviço por assinatura. Recebi um telefonema de uma moça afirmando que estavam com parceria com a empresa de telefonia e que haveria um desconto. Ora, como descobriram o meu telefone? A moça foi logo pedindo o número do meu cartão de crédito e de CPF. Aos poucos fui ficando meio desconfiado. Vasculhei então um daqueles e-mails que algum amigo sempre envia para nos alertar para as ameaças que nos rondam via telefone e acabei encontrando um que falava do serviço da Sky. Segundo o tal e-mail alguém ligava na residência e agendava um horário para a instalação do serviço, e quando o portão era aberto... mãos para o alto! Fiquei espantado com a semelhança do que estava escrito no e-mail com o rumo que as coisas estavam tomando comigo, e justamente por isso relutei várias e várias vezes até decidir “encarar”. Minha esposa ficou desconfiadíssima, com muito medo. Quando o interfone tocou, na tarde do dia 31 do ano passado, disse a ela para ficar no quarto e fechar a porta. Peguei então uma enorme faca e um rolo de salame italiano e segui para o portão. Acho que você consegue imaginar a reação dos três rapazes, devidamente uniformizados e com o aparelho da Sky nas mãos, quando me viram com uma faca daquele tamanho nas mãos. Ao ver a cara de espanto deles, não me restou alternativa. “E aí, vai um salaminho aí?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 63pt;"&gt;No final das contas, acabamos nos tornando amigos. Dei um bombom para cada um deles e algumas latas de cerveja que estavam na geladeira há algum tempo. Enquanto eles instalavam a antena e o conversor, falamos algumas besteiras e demos boas risadas. Mas quem até hoje ri sou eu quando me lembro do mico que paguei naquele dia, saindo ao portão sem camisa, com um rolo de salaminho nas mãos... e com uma faca!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5881651788346921868?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5881651788346921868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5881651788346921868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5881651788346921868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5881651788346921868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/03/sky.html' title='Sky'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-7590812764773992893</id><published>2010-01-05T08:47:00.000-03:00</published><updated>2010-01-05T08:48:29.260-03:00</updated><title type='text'>Natal e passagem de ano</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Natal e reveillon se foram e não foram empolgantes como no ano passado, em que consegui reunir boa parte da família aqui &lt;st1:personname productid="em casa. Por" st="on"&gt;em casa. Por&lt;/st1:personname&gt; outro lado, ao contrário dos outors anos, não fiquei tão chateado. Percebi que o tal “espírito natalino” tornou-se hoje em dia apenas comercial. Aquelas imagens de uma família reunida sentada à mesa servem apenas para fazer a gente olhar pras nossas famílias e dizer: “Puxa vida, como minha família é desunida!” Na verdade, não conheço nenhuma família grande que é unida. Espero que algum leitor que passe por aqui deixe algum comentário dizendo o contrário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Perspectivas para 2010? Trabalho e muito trabalho. Será um ano importantíssimo, que certamente passará mais rápido ainda que 2009. Mas estou muito otimista e muito motivado. Agradeço a Deus por ter oportunidade de trabalhar e de ganhar o sustento para minha família. Espero ter saúde pra trabalhar bastante e que não tenha novamente problemas com labirintite, rins, intoxicação alimentar e que as usuais travadas na coluna não me incomodem tanto. Gostaria também de poder voltar a jogar futebol sem sentir dor. Era o único esporte que eu gostava de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-7590812764773992893?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/7590812764773992893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=7590812764773992893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7590812764773992893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/7590812764773992893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2010/01/natal-e-passagem-de-ano.html' title='Natal e passagem de ano'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3361952983125733133</id><published>2009-12-05T15:45:00.002-03:00</published><updated>2009-12-05T15:50:51.985-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos de minha infância - parte 15</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Quando me ouve dizer aquilo, o papai me olha com cara de bravo. Nunca vi ele me olhando desse jeito. Parece que está com ódio de mim. “Cala a boca, bunda suja!”. Ele nunca falou comigo desse jeito. O papai nunca falou comigo desse jeito! Mesmo assim, depois de falar isso, ele continua me olhando com cara de quem está com muita raiva. O homem continua conversando com ele ainda olha pra mim de vez em quando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;O papai e o homem que veio aqui pra ver o trator aos poucos vão se afastando. Fico parado no mesmo lugar, olhando para o chão. Acho que vou embora pra casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Sozinho, começo a caminhar pela estrada de terra. Ando um pouco e vejo o seu Dudu, nosso vizinho, passando de charrete. Ele ajeita seu chapéu de palha, dá uma tragada no cigarro e puxa as rédeas, fazendo a charrete parar. “Dadinho, vem cá!” Ele me chama e eu me aproximo da charrete. Então ele enfia a mão no bolso e tira dois saquinhos amarelos de fumo vazios. “Oba! Mais um pra coleção! Obrigado, seu Dudu!” Ele sabe que eu coleciono esses saquinhos. Gosto do cheiro e do barulhinho que o saquinho faz quando a gente aperta ele com as mãos. Também acho legal a foto do Luís Gonzaga que vem desenhada no meio de um quadrado amarelo do saquinho. Como o seu Dudu fuma muito, ele sempre guarda os saquinhos para mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;O seu Dudu se ajeita na charrete, dá uma apertada na rédea e a égua começa a andar. “Seu Dudu, meu pai me chamou de bunda suja. Por quê? Eu não tenho a bunda suja!” Ele ri. “Seu pai deve ta nervoso, Dadinho. Deixa pra lá. Vai lá c’a sua mãe. Tchau!” Aos poucos a charrete dele vai ficando longe, até ele pegar a rodovia de terra e desaparecer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Enquanto caminho pra casa, encontro um pedaço de corda de pano caído no chão. Está cheio de nós. “Nossa, uma corda! O papai gosta tanto de corda... Vou levar essa corda pra ele e deixar na frente de casa. Ele vai gostar! Aí eu digo que fui eu que achei e ele vai ficar menos bravo comigo...” Pego então a corda e vou andando arrastando ela pela estrada de terra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Cruzo a estronca e chego &lt;st1:personname productid="em casa. Deixo" st="on"&gt;em casa. Deixo&lt;/st1:personname&gt; a corda perto do banco, debaixo da árvore que faz sombra na porta da nossa casa. Procuro a mamãe. Ela está lavando roupa. Chego perto dela. “Ô, meu fiinho! Cê tai... E o papai, já acabou o negócio do trator?” Eu falo, triste. “Mamãe, o papai me chamou de bunda suja.” A mamãe ri. “Mas por que, fi?” Eu levanto os ombros e as mãos e faço cara de quem não sabe por quê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Fico ali um tempão olhando a mamãe lavando roupa. A mamãe é muito corajosa. Tira água da cisterna e até tiro com a espingarda ela sabe dar. De vez em quando eu ajudo ela a tirar água da cisterna, mas tenho muito medo de cair lá dentro. Parece que é muito funda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Ouço o barulho de um motor ligando. Não é o do trator. É o homem que está indo embora. Vejo então o homem abrindo a porteira e indo embora. Olho para o outro lado e vejo o papai vindo em minha direção com a corda nas mãos. Ele vem caminhando depressa e está com a corda enrolada na mão direita. Vou então correndo na direção dele. “Papai, o senhor viu a corda que eu achei?” Então ele me levanta pela orelha e caminha comigo em direção ao mato rasteiro perto de onde a mamãe está lavando roupa. Lá então ele me joga e eu caio deitado, chorando. “Bem do céu! O que cê vai fazê?”, grita a mamãe, agarrando no braço dele. “E você não entra no meio, não, porque senão vai sobrar pra você também!”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;(continua...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Outros fragmentos de minha infância: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-1.html"&gt;Parte 1: À espera do papai&lt;/a&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 153, 0);" href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-2.html"&gt;Parte 2: De casa até o sítio&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-3.html"&gt;Parte 3: Galinha choca&lt;/a&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 153, 0);" href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-4.html"&gt;Parte 4: Rebocando o trator&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-5.html"&gt;Parte 5: Vovô Miller e seus caminhões&lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-6.html"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Parte 6: Invasão bde domicílio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-7.html"&gt;Parte 7: Furando o olho&lt;/a&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 153, 0);" href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-8.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Parte 8: O futebol de domingo à tarde&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2006/02/fragmentos-de-minha-infncia-parte-9.html"&gt;Parte 9: À sombra da mangueira&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2007/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-11.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Parte 10: O ataque da cobra verde &lt;/span&gt;Parte 11: O mudinho &lt;/a&gt;&lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2007/05/fragmentos-de-minha-infncia-parte-12.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Parte 12: Com ciúmes da Fia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/01/fragmentos-de-minha-infncia-parte-13.html"&gt;Parte 13: Minha barraca de lona&lt;/a&gt; &lt;a href="http://millercrotti.blogspot.com/2009/11/fragmentos-de-minha-infancia.html"&gt;Parte 14: O trator Valmet&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3361952983125733133?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3361952983125733133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3361952983125733133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3361952983125733133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3361952983125733133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/12/fragmentos-de-minha-infancia-parte-15.html' title='Fragmentos de minha infância - parte 15'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-4634312149120371827</id><published>2009-11-14T18:46:00.002-03:00</published><updated>2009-12-05T23:51:42.498-03:00</updated><title type='text'>Fragmentos de minha infância - Parte 14</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Julho de 1981 &lt;/span&gt;É inverno aqui &lt;st1:personname productid="em Quirinópolis-GO. O" st="on"&gt;em  Quirinópolis-GO. O&lt;/st1:personname&gt; quintal está cheio de folhas secas. Às vezes tenho a impressão de que todas as folhas das árvores estão espalhadas pelo chão. Mesmo aqui na roça, sinto falta da cor verde. A cor amarelada de seca só traz tristeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Por falar em tristeza, estou sentindo que o papai anda muito triste. Ontem, enquanto a gente almoçava, ouvi ele dizer pra mamãe algo que precisava vender o trator Valmet que a gente tem. Às vezes eu o vejo triste quando vou com ele a um lugar perto de um banco. Parece que ele vai lá pra tirar dinheiro emprestado pra poder plantar milho e pagar os “peões” que trabalham para ele. Ele sempre sai triste de lá, mas a coisa parece que é muito séria. Ouvi até ele dizendo que vamos ter que nos mudar daqui e que ele vai ter que voltar a trabalhar com caminhão de novo. O pior de tudo é que ele disse algo sobre um problema sério no motor do trator. Não entendi se ele arrumou ou se ainda vai arrumar o trator. Acho que isso só vai tornar ainda mais difícil encontrar alguém pra comprá-lo... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Estou brincando, sozinho como sempre, sob a sombra da enorme árvore que fica aqui em frente de casa. Daqui avisto uma caminhonete se aproximando. Corro e chamo o papai. “É o homem que veio comprar o trator”, diz ele, um pouco mais animado. O papai fala alguma coisa pra ele, que então desce da caminhonete. Caminhando ao lado do papai, ele segue em direção à enorme mangueira. É debaixo dela que o papai guarda o Valmet que ele quer vender. Sigo atrás dos dois, sem entender muito bem o que os dois estão falando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;Chegamos até o trator. Eu me posiciono ao lado do papai, que começa falando que está com o trator já há alguns anos e que nunca teve problema com o trator. Fico prestando atenção pra ver, pela primeira vez, o papai fazer “negócio”. O rapaz então pergunta como está o motor do trator. “O motor do trator está novo!”, diz o papai, para minha surpresa. “Espera aí: será que estou entendendo bem? O papai está mentindo pra vender o trator? Meu grande herói está mentindo pra passar o rapaz para trás? Não acredito!”, penso comigo, enquanto o rapaz balança a cabeça, aparentemente satisfeito. Então eu resolvo perguntar para o papai: “Uai, papai... Mas o senhor não tinha dito que o motor do trator estava fundido????”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;(continua...)&lt;/span&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-4634312149120371827?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/4634312149120371827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=4634312149120371827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4634312149120371827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/4634312149120371827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/11/fragmentos-de-minha-infancia.html' title='Fragmentos de minha infância - Parte 14'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-1699978509057797973</id><published>2009-11-12T18:51:00.000-03:00</published><updated>2009-11-12T18:52:12.401-03:00</updated><title type='text'>Olhe à sua volta</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCrotti%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;Nesta semana estive em um congresso &lt;st1:personname productid="em São Pedro" st="on"&gt;em São Pedro&lt;/st1:personname&gt;, Estado de São Paulo. O congresso abordava temas diversificados relacionados à área de Química de Produtos Naturais, e contou com a presença de vários pesquisadores estrangeiros. Ficamos em um hotel fazenda, eu e mais três amigos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;Congressos geralmente são ótimas ocasiões para reflexão, porém volto abatido da maioria deles por sempre achar que jamais chegarei ao nível científico dos palestrantes. Não é uma situação muito fácil de lidar, eu confesso. Porém, em um dos intervalos das palestras, eu e um de meus amigos resolvemos jogar tênis de mesa. Ele me dissera que fora campeão, e eu também. Mas isso faz 19 anos! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;Começamos então a bater bola. Não foi preciso dizer que estava muito fora de forma – ou diria que desaprendi? Comecei então a me sentir velho, e a tristeza logo me ocorreu. Mas houve um momento que muito me marcou. Em uma de minhas cortadas, a bola foi longe (e sequer bateu na mesa...). Deixei a raquete sobre a mesa, apoiei os dois braços e, cansado, lamentei estar ficando velho. Eis então que olhei para uma mesa não muito longe de onde estávamos jogando e vi uma senhora cuidando de uma moça em uma cadeira de rodas. Era uma moça bonita, maquiada, porém com um olhar triste. Para conversar com sua suposta mãe, a moça utilizada uma placa que estava sobre a mesa. Ela não conseguia falar, apenas apontava com os dedos para cada letra e ia, letra por letra, construindo as frases. Seu olhar era triste e distante. Disseram-me durante o congresso que ela não nascera daquele jeito. Imagino que deve ter ocorrido algo muito grave pra ela ficar naquela condição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;Ao vê-la, senti-me mal agradecido por achar que estar envelhecendo é ruim. O corpo, naturalmente, já não responde como antes, mas continuo saudável e com todos os cinco sentidos perfeitos. Pra falar a verdade, estou até bem para alguém da minha idade. Respirei fundo, balancei a cabeça em sinal de positivo e, cheio de confiança, gritei para o meu amigo: “Vamos lá, manda essa bolinha aqui que eu vou te mostrar como joga tênis de mesa!”&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-1699978509057797973?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/1699978509057797973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=1699978509057797973' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1699978509057797973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/1699978509057797973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/11/olhe-sua-volta.html' title='Olhe à sua volta'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8198866111987481504</id><published>2009-10-28T07:53:00.001-03:00</published><updated>2009-10-28T08:08:22.466-03:00</updated><title type='text'>Amizades</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCrotti%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;A adolescência é um período repleto de dúvidas. O adolescente não sabe exatamente quem é nem tampouco quem vai ser. Fui um adolescente muito introspectivo e tímido. Vivia pra estudar e tirar as boas notas que o papai (graças a Deus) exigia, e para jogar futebol que a mamãe (graças a Deus) permitia. Conhecia muitas pessoas, a maioria elas da escola ou do clube onde brincava. Na época eu as classificava em três categorias: amigos, colegas e aqueles que “eu não ia com a cara”. Era fácil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Hoje em dia as coisas são muito mais complexas. Hoje sou adulto e vivo entre “seres sociais”. Hoje em dia não dá mais pra distinguir quem é verdadeiramente amigo ou quem é inimigo. Digo “inimigo” porque hoje em dia algumas pessoas aproximam-se e dão o ombro pra ouvir um desabafo seu, para logo em breve usar aquilo a favor dela e contra você. Como ser “social”, hoje tenho que conviver com essas pessoas sem saber quem elas são... É como caminhar sobre ovos o tempo todo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Hoje em dia não dá mais pra confiar &lt;st1:personname productid="em ninguém. Se" st="on"&gt;em  ninguém. As pessoas parecem ser mais más que antes. E se&lt;/st1:personname&gt; você teima em confiar nelas, por favor, seja cauteloso. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8198866111987481504?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8198866111987481504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8198866111987481504' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8198866111987481504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8198866111987481504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/10/amizades.html' title='Amizades'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3638522005482097600</id><published>2009-10-15T22:46:00.001-04:00</published><updated>2009-10-15T22:47:41.935-04:00</updated><title type='text'>De volta ao trabalho</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Os dias que sucederam minha passagem ao hospital foram particularmente especiais. Foram momentos incríveis e intensos ao lado de minha família. Visitei minha avó quase todos os dias que pude e fui à casa de meus pais praticamente todos os dias. Visitei também meu sogro e minha sogra, por quem também tenho muito carinho. Curti todos eles com muita intensidade. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;Passado o período de agradecimento, minha nova rotina de trabalho está sendo muito intensa. Há três dias tenho ido dormir às 3h da manhã, assim como eu fazia na época de graduação. A diferença é que agora sou 13 anos mais velho...
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 27pt; text-align: justify;"&gt;T&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;enho bebido muita água e procurado manter a calma diante de tudo o que tenho a fazer. O equilíbrio entre trabalhar e viver é o verdadeiro segredo de se viver bem.&lt;/span&gt; E não se desesperar, porque no final das contas, tudo acaba dando certo. Mesmo sabendo disso, viver é uma grande aventura, não acham?
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3638522005482097600?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3638522005482097600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3638522005482097600' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3638522005482097600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3638522005482097600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/10/de-volta-ao-trabalho.html' title='De volta ao trabalho'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-5603361876532143655</id><published>2009-10-04T08:17:00.000-04:00</published><updated>2009-10-04T08:18:24.435-04:00</updated><title type='text'>Repensando a vida</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Há quinze dias, neste mesmo horário em que escrevo este post, eu estava internado com terrível cólica renal. A dor iniciou-se às 5h30min, quando virei-me na cama. A princípio achei que fosse uma daquelas dores na coluna que tanto me incomodam de vez &lt;st1:personname productid="em quando. Levantei-me" st="on"&gt;em quando. Levantei-me&lt;/st1:personname&gt; e fiz todos os alongamentos que estou acostumado a fazer, mas a dor só parecia aumentar. Senti então meu estômago revirar, então comi um pedaço de bolo. Minha esposa, ao ouvir meus gemidos, acordou preocupada e prontamente identificou que eu estava sofrendo de cólica renal. Imediatamente ela providenciou um remédio para os rins com um copo de leite. Eu os ingeri, mas o estômago recusou. Após o vômito, não tive outra alternativa: fui para o hospital, onde permaneci até as 14h da segunda-feira tomando medicamento para a dor passar e muito soro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Um dos remédios que me receitaram para tirar a dor deixou-me completamente tonto. Entre as poucas cenas que me vêem à cabeça, a que mais me desperta a atenção é a lembrança de minha esposa pacientemente insistindo para que eu comesse. Digo “insistir” porque eu começava a mastigar a comida que ela trazia com o garfo até mim e logo em adormecia, sem mesmo ter terminado de mastigar. Uma outra lembrança marcante foi a voz de minha avó chorando ao telefone. Aquilo partiu-me o coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Dizem que de todo acontecimento ruim, temos que tirar um aprendizado. Pois bem. Esta passagem pelo hospital ensinou-me várias coisas. A primeira delas é que preciso ingerir mais água. Sem ela os exercícios físicos são inúteis. Aprendi também que é nos momentos difíceis que o amor verdadeiro entre homem e mulher se revela. Minha esposa esteve ao meu lado durante toda a minha “estadia” no hospital e cuidou de mim com imensos carinho e atenção. Isso apenas confirma o que eu já sabia: ela é um presente de Deus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Percebi também que eu preciso dar mais atenção à minha família. Na verdade, tenho uma família imensa, mas quando uso a palavra “família” estou me referindo aos que verdadeiramente se preocupam comigo. Assim como nós distinguimos os amigos dos colegas, precisamos diferenciar a família dos entes familiares. Durante muito tempo isso fiquei muito incomodado com esta diferença, e às vezes ainda sofria com isso. Após minha passagem pelo hospital, aprendi que não tenho que me entristecer pelos entes familiares que não ligam para mim, mas sim alegrar-me por ter uma família que realmente se importa comigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt;"&gt;Por último, e não menos importante, aprendi que o trabalho não pode ser sempre colocado à frente de tudo. Por mais que eu goste de fazer o que eu faço e por mais prazer que isto me dê, o mais importante é a família. E digo isso sabendo que minha família de verdade é bem pequena, e que em função da idade de meus avós, muito em breve irá tornar-se menor ainda. Minhas prioridades, portanto, mudaram. Acho que aprendi a lição. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-5603361876532143655?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/5603361876532143655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=5603361876532143655' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5603361876532143655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/5603361876532143655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/10/repensando-vida.html' title='Repensando a vida'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-3471389642560316271</id><published>2009-09-29T17:40:00.000-04:00</published><updated>2009-09-29T17:41:11.559-04:00</updated><title type='text'>Verdade nua e crua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;     No último domingo assisti ao filme “Verdade nua e crua”. Trata-se de uma comédia romântica sobre o relacionamento entre homens e mulheres. Um dos protagonistas, interpretado por Gerard Butler, mais conhecido por seu papel de Rei Leônidas em “300”, é um homem que diz apenas sua verdade sobre as mulheres. Ele diz que homens jamais se apaixonarão pela simpatia das mulheres, e sim pela beleza de seus corpos. Sim, pois o que importa é a beleza física. A outra protagonista, obviamente uma mulher solteira à procura de seu “príncipe encantado”, conta com uma lista de requisitos que um homem deve ter para ser seu namorado. Em se tratando de uma comédia romântica, já deu pra sentir que os dois vão ficar juntos, mesmo sabendo que o outro é imperfeito.
     Tenho que admitir: o filme traz realmente algumas verdades contundentes. Homem e mulher, embora tenham direitos iguais perante a lei, estão se distanciando cada vez mais em seus objetivos. Não vou me iludir e dizer que “no meu tempo as coisas eram diferentes”. A questão é que a mulher alcançou independência financeira e agora tem condições de escolher as características que quiser em seu companheiro (e quem não tem?). O pobre coitado que pisar na bolsa, que se cuide! “A fila anda”, como elas costumam dizer. Por outro lado, os homens parecem amedrontados, cada vez mais ariscos. Temem cair em um compromisso sério. Talvez isso represente para eles perder a liberdade, ou melhor, ficar sob “liberdade assistida”.
Procurar em um homem uma lista de atributos e definir se ele é a pessoa ideal é uma atitude um tanto cretina, pelo menos na minha opinião. Da mesma forma, olhar para uma mulher e nela enxergar apenas uma “fonte de sexo e de prazer” é um tanto que primitiva demais. Onde fica a paixão nessa história? Onde está a cumplicidade e a vontade de construir uma vida juntos?
     Só para estragar o prazer dos que vão assistir ao filme: no final, a protagonista pergunta para o protagonista por que ele está apaixonado por ela. Ele simplesmente responde: “Eu não faço a mínima idéia”. Muito simples: a paixão, aquele sentimento que faz o coração acelerar, as mãos ficarem suadas e os pensamentos ficarem confusos não pode ser racionalizado como uma equação matemática. Paixão é paixão. Eu garanto que o mundo seria um lugar melhor pra se viver se a paixão fosse vivida ao invés de ser explicada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-3471389642560316271?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/3471389642560316271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=3471389642560316271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3471389642560316271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/3471389642560316271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/09/verdade-nua-e-crua.html' title='Verdade nua e crua'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8545575931856387588</id><published>2009-09-16T19:20:00.000-04:00</published><updated>2009-09-16T19:21:41.044-04:00</updated><title type='text'>Carteira</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCrotti%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Domingo, 13 de setembro.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;9h da manhã&lt;/span&gt;. Estou saindo para levar a roupa para a mamãe lavar. Ou melhor, estou tentando sair... Viro o cesto cheio de roupa suja e deixo seu conteúdo cair dentro de um enorme saco plástico branco. É mais conveniente e discreto que andar pela rua com um enorme cesto de lixo repleto de roupas sujas dentro do carro. Quando abro a porta que dá acesso à escada, percebo que esqueci que preciso aparar as costeletas do papai. E lá vou reabrindo todas as portas em busca da tal maquina, que esqueci no banheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;9h15min&lt;/span&gt;. Estou parado em frente ao portão da casa de meus pais. Coloco o celular e a carteira em um bolso e a chave do carro no outro. Em uma das mãos seguro a máquina de cortar cabelo e na outra, o saco cheio de roupas sujas. Empurro o portão. Fácil de abrir, enjoado de se fechar, principalmente depois que minha mãe esqueceu de trava-lo e ele colidiu com a carroceria do caminhão do papai enquanto ele saía. O choque foi tão forte que o muro rachou-se. Chuto então o portão com o pé e o apoio para que ele não volte. Avisto então a mamãe sentada na cadeira de cordas azuis de plástico, forrada com o coxinilho amarelo que outrora forrara o banco do caminhão. Ela tem um beija-flor nas mãos. Um lindo beija-flor azul. Ela está triste porque o gato o abocanhou. “Eu vou matar aquele desgraçado!”, grita o papai enquanto lava o pára-lama do caminhão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;9h25min. O beija-flor se mexe. Parece querer voar. Papai diz que é uma fêmea que se dispôs a enfrentar o gato por causa de seus filhotes. Ele se irrita pela atitude do “bichano”. “É o instinto, papai. Não tem jeito”, digo-lhe, na tentativa de evitar uma “matança”. Mamãe pega então o beija-flor e segue em direção à mangueira. Ele bate as asas, mas parece sem forças. Temendo que ele caia, coloco&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;minhas mãos logo abaixo das da mamãe. Eis que ele cai em minha mão, morto, com a língua para fora. “Era a extrema unção”, diz a mamãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;9h30min&lt;/span&gt;. Papai está sentado no degrau da varanda. Pego o pente, conecto a máquina de aparar na tomada e começo o serviço. Aos poucos a espessa costeleta branca vai desaparecendo e meu pai vai ganhando uma aparência mais jovial. Aproveito para cortar os pêlos brancos que nascem nas sobrancelhas, nariz e ouvido. Às vezes tenho a impressão de estar cuidando de mim mesmo, de tão parecido que somos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;9h45min.&lt;/span&gt; Terminado o serviço e com o “cliente” satisfeito, começo a guardar as coisas para ir embora. Eis então que coloco a mão no bolso e sinto falta de minha carteira. “Puxa vida, será que ela caiu nas pedras?” Mamãe já solta um grito. “Nossa! Corre lá na rua! E se você deixou ela cair lá?” Quando viro em direção ao portão, a campainha toca. Há um carro parado em frente ao portão, e de seu interior vem uma música sertaneja. Torço a chave, rodo a maçaneta. O portão se abre e um rapaz aparentando entre 35 e 40 anos surge com uma carteira nas mãos. “Essa carteira é sua? Ela estava caída perto do carro, então eu vi e parei. Não mexi no dinheiro, está tudo aí.” Meu coração dispara. Todos os meus documentos estão ali! E se eu os perco? E se alguém mal intencionado retira as poucas notas que ali estão e joga os documentos fora, só pelo prazer de fazer o mal? Mas o homem que tenho diante de meus olhos é um dos exemplos de honestidade cada vez mais raros hoje &lt;st1:personname productid="em dia. Abro" st="on"&gt;em dia. Abro&lt;/st1:personname&gt; a carteira e nem sequer confiro o dinheiro. Retiro a nota mais alta que lá encontro e coloco em seu bolso. “Muito obrigado pela sua honestidade. Que Deus o abençoe!”. Ele se recusa. Parece ser crente e isso deve ir contra seus princípios. Mesmo assim, diante de tanta insistência, ele aceita e parece estar feliz pela sua ação. Na verdade, ele merecia todo o dinheiro que estava na carteira e mais um pouco. Agradeço a Deus, ainda um pouco assustado, por ter sido aquele homem que encontrou minha carteira. Respiro, enfim, aliviado por ainda existir pessoas honestas e boas neste mundo. Minha única forma de retribuir ao que aquele homem fez por mim é fazendo o mesmo pelas outras pessoas. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8545575931856387588?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8545575931856387588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8545575931856387588' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8545575931856387588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8545575931856387588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/09/carteira.html' title='Carteira'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-8649122045793525466</id><published>2009-09-07T20:16:00.004-04:00</published><updated>2009-09-09T14:33:38.288-04:00</updated><title type='text'>Cenas inesquecíveis do cinema - parte 2</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CANTONI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;“Rocky II – a revanche” contém uma das cenas que mais mexeu comigo em todo o cinema. Tentarei resumir a história para que você entenda por quê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Rocky Balboa é para mim um dos personagens mais marcantes do cinema. O personagem ao que me refiro é o dos quatro primeiro filmes, em especial dos dois primeiros. Ele é um boxeador do subúrbio da Filadélfia, pobre, sem perspectivas de futuro, além de ser praticamente analfabeto. Seu único amigo, Polly, possui uma irmã desengonçada, chamada Adrian. Por achar que sua irmã é encalhada e feia, Polly acaba forçando a barra para que Polly namore Rocky. Os dois acabam se dando bem e se casam. Ao longo desta trajetória amorosa, que é apenas um pano de fundo, o campeão mundial dos peso-pesados, Apolo, está à procura de algum pugilista inexpressivo para demonstrar que é benevolente e que incentiva o boxe. Ao procurar no jornal chama a atenção o nome “Garanhão italiano”, o apelido que Rocky colocou em si mesmo. Rocky então é procurado para a luta e aceita. O que se presencia é uma verdadeira batalha nos ringues, da qual Apolo vence, mas por pontos. Sua reputação sai seriamente arranhada, pois todos acham que a luta foi arranjada. Ele quer revanche (é aí que começa a história de Rocky II). Rocky, por sua vez, saiu todo machucado da luta e quase perdeu um olho no conflito. Ao ser procurado por Apolo para a revanche, Rocky aceita, sem no entanto pedir a opinião de Adrian, sua esposa e seu grande amor. Ela teme que ele se machuque mais seriamente e diz o quanto ele é importante para ela. Rocky então passa a treinar sem motivação nenhuma, pois sabe que está treinando a contragosto de sua mulher. Seu treinador se irrita e diz que Apolo irá massacrá-lo, mas Rocky não demonstra vontade de treinar. Ele está realmente sem motivação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Eis então que Adrian, que estava grávida, tem contrações e precisa ir para o hospital. O parto acontece, porém é prematuro, fazendo com que Adrian fique em coma durante vários dias. Rocky passa o tempo todo ao seu lado, como um bom marido. A luta passa a ser a menor de suas preocupações. O que ele mais quer nesse momento é ver sua esposa viva. Eis que após vários dias ela acorda, deixando Rocky aliviado. Ela pergunta se ele viu o bebê, ele diz que ainda não, pois queria vê-lo junto com ela. Ela então pega o bebê nos braços e eles debatem qual será o nome. Então ela o chama. “Quero que você faça algo por mim”. Ele se aproxima e ela sussurra em seus ouvidos: “Vença! Vença!” Começa então a tocar a música “Going fly now”, de Bill Conti. Em seguida surge Rocky fazendo flexões de braços, aquecendo-se para o seu treinamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Você deve estar se perguntando por que razão essa cena marcou-me tanto. Vejo nesta cena um exemplo de esposo, dedicado à esposa e à família. Na iminência de perder sua esposa, sua profissão deixou de ser prioridade para ele. Há a questão da honra e de manter a palavra, coisas que hoje em dia quase não se ouve mais falar. Há a questão da força de vontade para superar o grande desafio que está por vir. Há a vontade de vencer. São sentimentos que só um homem pode entender. Nesta cena minha identificação com o personagem é máxima. A sintonia com a cena é tamanha que me pego rangendo os dentes, como se estivesse torcendo por ele: “Isso, vai lá e acaba com ele!” E não importa quantas vezes eu assista ao início deste vídeo: fico sempre arrepiado, como se fosse a primeira vez.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Para assistir o vídeo, clique &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nyC6vSwwtEs"&gt;aqui.&lt;/a&gt; Preste atenção nos 5 s iniciais. Reparem na expressão de alívio de Rocky. Com o apoio de sua esposa, não há limites para ele!
&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15657015-8649122045793525466?l=millercrotti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://millercrotti.blogspot.com/feeds/8649122045793525466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15657015&amp;postID=8649122045793525466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8649122045793525466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15657015/posts/default/8649122045793525466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://millercrotti.blogspot.com/2009/09/cenas-inesqueciveis-do-cinema-parte-2.html' title='Cenas inesquecíveis do cinema - parte 2'/><author><name>Antônio Crotti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16912278371025683110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1681/1456/1600/Eduardo-2005.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15657015.post-6348061690260732862</id><published>2009-09-02T19:06:00.000-04:00</published><updated>2009-09-02T19:07:28.706-04:00</updated><title type='text'>Cenas inesquecíveis do cinema - parte 1</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCrotti%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;Nunca tivemos aparelho de vídeo cassete ou de DVD lá &lt;st1:personname productid="em casa. Ir" st="on"&gt;em  casa. Ir&lt;/st1:personname&gt; à locadora, portanto, era algo que eu nunca fazia. Ao cinema, então, eu só fui aos 23 anos de idade, e assim mesmo de tanto o saudoso amigo Giovani insistir. Não sei se preciso dizer, mas fiquei encantado. Senti-me como uma criança descobrindo o mundo. O filme? Bem, era um tal de “De olhos bem fechados”, protagonizados pelo então casal Tom Cruise e Nicole Kidman. Na época o filme gerou polêmica em função de algumas cenas de nudez que apresentava. No entanto, uma das cenas deixou-me completamente abalado, mas para entende-la é preciso contar um pouco do filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;No filme, Tom Cruise interpretava um médico cuja especialidade era clínica geral e que vivia em função do trabalho. Seu sucesso contrastava com o de sua mulher, uma artista plástica que acabara de ficar desempregada em função do fechamento da galeria de arte onde trabalhava. Os dois vão a uma festa oferecida em uma mansão por um dos pacientes ricos de Tom Cruise. Os dois acabam indo para cantos opostos da festa e em pouco tempo são assediados
